domingo, 7 de dezembro de 2014

Peace through the Ashtanga practice

Lá fora estava um dia cinzento a demarcar o quase inverno português, com vento e chuva que de tempo em tempo tocavam as janelas da sala. A casa estava cheia, não havia espaço para mais tapetes, mas existia um silêncio típico de uma aula de Mysore, que era somente interrompido pelos sons das respirações e dos movimentos de cada um dos praticantes experientes, que no seu próprio ritmo entravam e saiam de cada uma das posturas. 
A aula lá ia decorrendo comigo a ajustar sempre que necessário e a aconselhar e a dirigir os iniciantes. Até que escuto no inicio da sala um dos alunos a resmungar alguma coisa que não entendo à primeira, chego-me perto e em voz baixa pergunto o que se passava. Ele nada em voz baixa, afirma, "Não consigo praticar! Aquele homem ali, está sempre a "lixar-me"!" Eu fico de boca aberta, em anos de ensino nunca tinha acontecido uma destas,  recupero da surpresa e respondo, "foca-te na respiração, esquece isso. Aqui não interessa isso, faz a tua prática." E afasto-me, para ir ajustar outro aluno, mas reparo que o anterior embora calado e visivelmente a tentar praticar, estava completamente enraivecido. 

Mais tarde percebi que isto se deveu ao facto, de que entre posturas tinha identificado no meio da sala, outro praticante que era o seu maior concorrente profissional. Continuei a vê-lo a tentar, de quando em quando abanava a cabeça, como que a afastar os pensamentos e os sentimentos de dentro da sua mente. Acabou por fazer-me sinal que não conseguia mais e quando caminhava em direcção à saída, tinha um ar abatido e olhar sofrido. O outro continuou a praticar, não sei até que ponto o constrangimento da situação o afectou, mas a aula decorreu com a mesma tranquilidade anterior a esta situação. 
Esta casa é neutra, é um espaço para praticar Ashtanga Yoga, e acredito que pela prática há centenas de oportunidades para fazermos pazes com o nosso passado, darmos novo rumo ao nosso presente e produzirmos um futuro assente em integração, neutralidade e relatividade. Se dentro do Shala, em plena prática formos confrontados com determinados pensamentos, sentimentos e sensações que criam raiva, distracção, irritabilidade, é aproveitarmos de perto estas situações e olharmos mais para dentro de nós mesmos,  e respirarmos, sairmos da postura, entrarmos na próxima e deixarmos que o processo de limpeza física, mental e emocional aconteça. Seja por ter ao lado aquela pessoa que nos magoou, ou seja por ter ao lado o nosso melhor amigo, a nossa irmã, o nosso marido, ou apenas uma pessoa que por quem temos simpatia, em ambos os opostos, devemos tentar focarmos na respiração e deixarmos que a mente e o coração sosseguem. 
Boas práticas! 

Outside it was a gray day the almost Portuguese  winter, with wind and rain from time to time blew the room windows. The house was full, there was no room for more mats, but there was a silence typical of Mysore class, which was only interrupted by the sounds of each breathing and movements of experienced practitioners, which at their own pace drifted in and out of each of the postures.
The class was happening with me adjusting when was necessary and advising and directing the beginners. Until I heard at the beginning of the room,  one of the students muttering something I didn't understand at first, I came close and quietly asked what was going on. He said not quietly, "I can not practice! That man there is always "sanding me"!" I stand open-mouthed, in years of teaching it  had never happened something like this, i recovered from the surprise and respond, "focus on your breath, forget it. Here that does not matter, do your practice." And I left,  i went to adjust another student, but I notice that although the previous was silent and visibly trying to practice, he was completely enraged.

Later I knew that this was due to the fact that between postures  he had identified in the middle of the room, another practitioner who was his greatest professional competitor. I continued to see him trying,  from time to time he would shake his head, as if to ward off thoughts and feelings from within his mind. He ended up making me a sign that could no longer continue, and when he walked towards the exit, he had a haggard and suffering look. The other practitioner continued to practice, i do not know to what extent the awkwardness of the situation affected him, but the lesson was held with the same tranquility previous to this.
This home is neutral, is a space to practice Ashtanga Yoga, and believe the practice creates hundreds of opportunities for us to make peace with our past, giving the possibilities to draw a new direction to our present and producing a future based on integration, neutrality and relativity. If within the Shala in full practice we are faced with certain thoughts, feelings and sensations that create anger, distraction, irritability, we should take closely this opportunity and look deeper into ourselves, and breathing we leave the pose, we enter on the next, letting the process of physical, mental and emotional cleaning happen. And if next to us is a person who hurt us, or we have our best friend, our sister, our husband, or just a person for whom we have sympathy, in both opposites, we should try to focus on the breath  and let the mind and heart at rest. 
Happy practicing!

domingo, 30 de novembro de 2014

HAMISH HENDRY INTENSIVE ASHTANGA YOGA, ON 27th, 28th FEBRUARY & 1st MARCH, IN ASHTANGA CASCAIS, ESTORIL, PORTUGAL


Teremos a honra de receber na nossa casa de prática, o terceiro Intensivo de Ashtanga Yoga com Hamish Hendry, nos dias 27 e 28 de Fevereiro e 1 de Março. Guardem estas datas e aproveitem para estudar com um dos professores mais reconhecidos da comunidade Ashtangi Internacional. 
Serão três dias de prática e alguma teoria que ajudará a aprofundar o seu entendimento e vivência em cima do seu tapete. O Intensivo está aberto a praticantes iniciantes e mais experientes. 
Mais informações e inscrições em, ashtangacascais@gmail.com. 
We will have the honor of welcoming at our practice house, the third Ashtanga Yoga Intensive with Hamish Hendry, on 27th and 28th February and 1st March. Keep these dates and take the opportunity to study with one of the most recognized teachers of theAshtangi International community. 
There will be three days of practice and some theory that will help deepen your understanding and experience on top of your mat. The Intensive is open to beginners and more experienced practitioners. More information and registration in ashtangacascais@gmail.com.






domingo, 2 de novembro de 2014

...breath and keep trying...

Quando começamos a aprender a surfar, não conseguimos à primeira, remar até lá fora, ou apanhar a onda que decidimos, ou colocarmo-nos de pé na altura certa e deslizarmos com fluidez, coordenação e mestria. Normalmente implica vezes e vezes sem conta, dias e dias, meses, para encontrar equilíbrio quando estamos deitados sobre a prancha, ganharmos remada suficiente para chegar às espumas, apanhar a massa branca de água e com destreza e coordenação executar a posição correcta para o "take-off", para logo a seguir repetir tudo outra vez.

Talvez pareça fácil e talvez para alguns seja fácil, uma aprendizagem nada morosa ou dolorosa, em que cada vez que entram para dentro de água, tudo flui, tudo é coordenado, tudo parece exponencialmente simples. Mas a grande maioria das pessoas, leva tempo para assimilar os pequenos aspectos desta arte de surfar. Necessitam de repetir e repetir, de remar e superar as espumas, de aprender a passar por debaixo das ondas, no tal do "duck-dive", de ganhar "braços" para aguentarem as tareias físicas que é estar em cima da prancha e chegar ao "outside", de competirem com as dezenas de pessoas que enchem o mar das nossas praias, de apanharem a onda e tentar conseguir fazer umas esquerdas, ou direitas. Talvez  para alguns este processo tenha sido fácil, mas a maioria necessitará de tempo, de dedicação, de perseverança, de foco, de capacidade respiratória, de flexibilidade, de equilíbrio, de agilidade e coordenação.

E tudo isto para contar do surfista que estava em cima do tapete, que faz surf há anos, ondas grandes, em picos conhecidos por serem ondas fortes, tubulares, intensas e diz-me em plena aula de Ashtanga, baixinho, em tom de desabafo, com a respiração a mil, "epá Vera, eu não consigo fazer isto...". Está exactamente na tal postura que parece que já detesta, aquela que lhe cria visíveis dificuldades na respiração, que o faz ficar vermelho do esforço, que notoriamente parece fazê-lo sentir desengonçado. E eu digo-lhe, baixinho, "respira e tenta"....

Este Ashtanga é como os primeiros meses a aprender a surfar, tentamos vezes sem conta e quando damos por ela, já estamos a fazer a postura com a respiração estável e ritmada, movemo-nos com fluidez de posição em posição, sem esforço demarcado. Só precisamos de respirar e de continuar a tentar...

******* When we begin at first to learn to surf, we could not even paddle out there,  or catch the wave that we've decided, or to put us up at the right time, and move with fluidly, coordination and mastery. Usually it  imply trying over and over again, days and days, months, to find balance when we are lying on the board, to gain sufficient forces to reach the foam, catch this mass of white water and with dexterity and coordination perform the correct position for the "take-off"m and right after repeat all over again.

It may seem easy and maybe for some it is easy, a learning process that doesn't take time and it is not painful, where every time you enter into the water, everything flows, everything is coordinated, everything seems exponentially simple. But the vast majority of people, it takes time to assimilate the smaller aspects of the art of surfing. Need to repeat and repeat, rowing and overcome foams, learn to pass beneath the waves in a "duck-dive", winning "arms" to withstand the physical beatings which is to be on the board and get the "outside", to compete with the dozens of people that fill the sea from our beaches, to catch the wave and try to get some lefts or rights. Maybe for some this process has been easy, but most will require time, dedication, perseverance, focus, breathing capacity, flexibility, balance, agility and coordination.

All this to tell you about the surfer who was on the mat, that  surf  for years, big waves, in peaks known to be strong, tubular, intense waves and tells me in the middle of the Ashtanga class, quietly, in a tone of relief, breathing fast, "Vera, I can not do this ...". He is exactly in a posture that it seems he already hates, one that creates him visible difficulty in breathing, which makes his face red by the
physical effort, which noticeably make him feel awkward . And I tell him, softly, "breath and try" ....


This Ashtanga is like the first few months to learn to surf, we try again and again and when without noticing, we are already making the pose with the steady and rhythmic breathing, moving with  fluidly from position to position without demarcated effort. We just need to breath and keep trying...

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Take a breath...

Depois de mais um dia de trabalho, sentada durante horas ao computador a organizar as três novas campanhas da agência, tudo o que me apetecia era entrar naquele espaço, onde deixo os sapatos à entrada, coloco o tlm no silencio, caminho descalça e troco para a minha roupa de prática. Assim que piso o tapete e começo a minha prática, sinto que saem da minha cabeça os telefonemas do cliente A e B que pediu as alterações ao trabalho que já entregámos, desaparece da mente o olhar e a expressão de reprovação do meu director criativo quando apresentei a proposta hoje de manhã, desvanece quase integralmente as preocupações com a Maria e as negativas constantes a matemática, e tudo o resto que andou comigo durante todas as horas daquele dia.

Faz-se silêncio, escuto apenas  o som da minha respiração e os sons dos outros praticantes que como eu, estão ali em cima dos tapetes a encontrarem um corpo e uma mente que se perde no dia-a-dia de funções, responsabilidades e pressões. Encaixo as posturas e as transições entre estas na minha respiração, e na extensão de cada uma das minhas respirações nasce maior silêncio e distanciamento das preocupações de à pouco. Enquanto entro, permaneço e saio de cada uma das posições, crio harmonia ao unir o meu corpo, esta mão que é a minha mão há 45 anos, este dedo do pé que também cá anda ao mesmo tempo, vejo estas partes do meu corpo que fazem parte de mim desde sempre, mas que aqui, que ali, sinto-as mais vivas. Vou sentindo gradualmente uma união, uma  sintonia de corpo e mente tão oposta aos meus dias fora desta sala, quando dentro do carro, logo pela manhã enfrento o trânsito da A5, ou quando tento dar "vazão" a todos os trabalhos que a agência me apresenta, etc.

Uma correria que muitas vezes só pará, quando me vejo aqui em cima deste tapete, aqui tudo fica relativo, aqui tudo me oferece uma nova perspectiva, uma nova respiração, um novo ritmo. Aqui acalmo, aqui sinto mesmo os meus pés, estas duas pernas, este tronco e cada parte de mim.

*******
After another day of work, where I sat for hours at the computer to organize three new campaigns for the agency, that everything want was entering in that space, where i leave my shoes at the entrance, put the cell phone in silence, walk barefoot and change for my clothing practice. Once  i am on the  mat and start my practice, I feel leaving my head the phone call of  the customer A and B  who requested the changes to the work that we already delivered, disappears from my mind the look and expression of disapproval of my creative director when in the morning I presented the proposal, almost entirely fades the concerns with Maria and the constant mathematic bad grades, and everything else that was with me during all hours of the day.


There I find silence, i only hear the sound of my breathing and the sounds of other practitioners that  like me, are there upon the mat to find a body and a mind that is lost in the day-to-day functions, responsibilities and pressures. I  Fit the postures and transitions between these on my breathing, and the extension of each of my breath bring quiet and detachement from the past concerns. As I enter, remain and leave each position, i  create harmony by uniting my body, this hand is my hand for 45 years, this toe that also is here see ever, while I see these parts of my body that are part of myself, but here, there, I feel them more alive. I gradually feel a union, an alignment of body and mind so opposed to my days outside this room, when in the car, in the morning I face the A5 traffic, or when I try to deliver all the work that the agency ask, etc.

A rush that often only stop when I find myself up here on this mat, here everything is relative, here everything gives me a new perspective, a new breath, a new rhythm. Here I calm myself, here I feel my feet, these two legs, this trunk and every part of me.

domingo, 12 de outubro de 2014

Who would say?!

Estava a retomar a prática, depois das férias de verão. Só reparei na falta que o Ashtanga e que aquele lugar me fez, quando regressei. E que falta! Mesmo com as dores musculares de estar a retomar, mesmo com estes dois quilos a mais, fruto de algum descuido alimentar, dos jantares até tarde com a família e os amigos, dos dias estendidos ao sol nas praias a Sul, das cervejinhas a mais no final do dia, enfim...férias de verão... Se pratiquei algum dia? Levei o tapete, assim como a velha prancha de surf, misturados na mala do carro com os brinquedos dos meus filhos, as pás e os baldinhos da praia, a bicicleta da mais pequena. Mas praticar? Não, não pratiquei, à professora disse que sim, que pratiquei pelo menos 3x, não tive coragem de dizer que não, mas parece-me que durante a primeira aula, ela deve ter reparado na mentira, porque o corpo custou a dobrar.

Quando estava a sair de mais uma das aulas, ainda com o cabelo molhado, arrastando os pés pelo chão de madeira e desviando-me dos tapetes e dos praticantes que ainda estavam na sala, ela disse-me, "até amanhã. A
manhã vem á aula, começamos às 6.30. Tenta vir. Acordas mais cedo e começas o dia com a tua prática!" Eu não disse que sim nem que não, não disse nada, já tinha mentido com a cena de ter praticado nas férias, não ia dizer-lhe que ia, quando tudo em mim, respondia, "deve ser doida, acordar às 5.30 para estar estar aqui para uma aula às 6.30 da manhã?!" Sorri e saí.

Cheguei a casa, ajudei a Raquel com os jantares e as dormidas das crianças. E quando estávamos só os dois, contei-lhe do episódio da aula, da professora aconselhar para ir amanhã à tal Guiada, expliquei à Raquel a diferença entre o que fazia durante a semana e essa aula de Sexta-feira e para surpresa minha, disse-me para ir, que se safava sozinha com as preparações dos miúdos para a escola e que eu fosse. O despertador não chegou a tocar, acordei sozinho uns minutos antes do alarme, mexi-me devagar pela casa para não acordar ninguém, deixei um "obrigado" escrito num papel para a minha mulher. Estava escuro lá fora, eram 6.10 da manhã. O corpo parecia uma barra de cimento, não mexia para nenhum lado e pensei para mim mesmo, que aquilo de praticar logo cedo ia correr muito mal.
 

Cá fora já estavam uns quantos sapatos, haviam então outros como eu, que decidiram acordar cedo e vir à aula. Vi outros a chegarem, uns com cara de sono, pareciam acabados de se levantar, outros visivelmente com mais energia. 

Começou com o mantra inicial às 6.30, pareceu mais intenso que nas aulas da tarde, e conduziu-nos pela prática. Tinha voz forte, instigando a mantermos a concentração, a aumentarmos o equilíbrio  entre a respiração e os movimentos, éramos levados postura atrás de postura. O calor da sala aumentou rápido, o calor dos corpos também, não houve tempo para me queixar das dorzinhas musculares, não houve tempo para pensar nisto ou naquilo, atrás de uma respiração fazia a próxima, atrás de um movimento vinha outro. A hora e meia passou, com intensidade, quando me deitei para descansar estava com o corpo molhado de transpiração e com um sorriso nos lábios.
Quando saí, sorri-lhe e agradeci.
Aula Guiada às 6.30! Eu? Quem diria?!

*******I was returning to the practice after the summer vacation. I Just noticed how much I missed Ashtanga and that place when I returned to it. And I really missed it! Even with the muscle pain of coming back to it, even with more these two pounds, the result of some carelessness food, late dinners with family and friends, the days basking in the sun on the beaches of the south, of the beers in the end of the day, well ... summer vacation ... If practiced someday? I took the mat, as well as the old surfboard, mixed in the trunk with the toys of my children, shovels and buckets to the beach, the bike of my smallest daughter. But practice? No I didn't practice, to the teacher I said yes, that I practiced at least 3 times, I had not the courage to say no, but I think during the first class, she must have noticed the lie, because the body did not bend at all.

When I was leaving the room from another class, she told me, "see you tomorrow. Come tomorrow, we will started at 6:30. Try to come. You will wake up earlier and start the day with your practice!" I did not say yes or no, didn't say anything, i had lied, when I said I had practiced on vacation, I would not tell her I was going to come to class, when everything in me, answered, "you must be crazy, waking up at 5:30 to be be here for a class at 6.30 in the morning?" I smiled and left.

I came home, helped Rachel with dinners and sleep of our children. And when we were only the two, I told her about the class episode, the teacher advinde  me tomorrow to go to the Guided class, I  explained the difference between what i do during the week and this Friday class and for my surprise, she  told me to go, that she would  prepare by herself the kids to school. The alarm clock did not ring, I woke up alone a few minutes before the alarm, shifted me slowly through the house not to wake anyone, left a "thank you" written on a paper for my wife. It was dark outside, was 6:10 in the morning. The body looked like a bar of cement, did not move to anywhere, I thought to myself, that this thing of  practicing so earlier, it was going to be difficult. 

Outside were already a few shoes, so  there were others like me who decided to wake up early and come to class.  I saw other students arriving, some with sleepy faces, seemed to just had woke up, others visibly more energetic.

She Began at 6.30 with the initial mantra, which seemed more intense than in the afternoon classes, and led us through the practice. Had a strong voice, instigating for maintaining concentration, to increase the balance between breathing and movements, she direct us posture by posture. The heat of the room rose fast, the body heat also, there was no time to complain of muscle pain, there was no time to think of this or that, after the one breath I was making the next, behind a movement came another. The hour and a half passed with intensity, and when I lay down to rest, I  was wet with perspiration, and with a smile in my face.
When I left, I smiled and thanked her.
Guided class at 6:30am! Me? Who would say?!

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

ASHTANGA YOGA INTENSIVE WORKSHOP WITH MANUEL FERREIRA, 24, 25, 26thOCTOBER


Nos próximos dias 24, 25 & 26 de Outubro, o Ashtanga Cascais irá receber mais um Intensivo de Ashtanga Yoga. Desta vez contaremos com a presença e experiência de um professor português, reconhecido e muito querido pela nossa comunidade. 
Será um final de tarde e duas manhãs de prática e teoria focada na arte da respiração como forma a promover maior profundidade na execução das posturas e nas transições entre estas. Aproveitem estes dias para reverem, ou conhecerem pela primeira vez, e estudarem com o professor Manuel Ferreira, aqui no Ashtanga Cascais. ❤️

Manuel Ferreira
Desde 2004 que estuda Ashtanga Yoga, no Shri K. Pattabhi Jois Ashtanga Yoga Institute (KPJAYI) em Mysore, Sul da India, para onde viaja anualmente, de modo a aprofundar os seus estudos. Actualmente está a aprender com o seu professor, Sharat Jois, a série Avançada A. 
É professor Autorizado a ensinar Ashtanga Yoga com reconhecimento do KPJAYI desde 2009. O seu ensino reflecte a tradição de Mysore, salientando o método de Ashtanga conforme aprendeu. 
Depois de ter sido co-fundador do Ashtanga Cascais Yoga Shala em 2007, onde leccionou por dois anos, ensinou em vários países, Filipinas, Malásia, Austrália, Canadá, Tailândia, Brasil, Noruega, Portugal,  Bélgica e Japão.
Contem com três dias de prática de Ashtanga Yoga, com um professor português, que explicará a arte de respirar, de sincronizar respiração, movimento e posturas, para uma prática forte, sólida e consistente de Yoga. 

Programa
Dia 24, Sexta-feira, 18.30
A Arte Da Respiração  - utilizando a respiração para criar transições suaves e estáveis em cada um dos Vinyasas. Começando pelo Surya Namaskar para aprender a adquirir um prática fluída. (2h)

Dia 25, Sábado, às 8h
Mysore Style - a forma tradicional de praticar Ashtanga Yoga, onde o professor trabalha individualmente com cada praticante.
Ás 11h,
Aprofundar As Posturas - com a respiração certa e coordenada, criamos estabilidade e maior compreensão nas posturas de pé e sentadas. "À medida que aprendemos a arte de usar a respiração com um asana, aprendemos a própria arte da respiração." Manuel Ferreira 
 (2h) 

Dia 26, Domingo, às 8h
Mysore Style
Ás 11h, 
Dúvidas, Perguntas & Respostas.

Mais informações e inscrições 
Ashtanga Cascais,
www.ashtangacascais.com
ashtangacascais@gmail.com
Facebook Ashtanga  Cascais 

On the next 24, 25 & 26th October, the Ashtanga Cascais will receive another Ashtanga Yoga Intensive. This time we will have the presence and experience of a portuguese teacher, who is recognized and well loved by our community. It will be one late afternoon and two mornings of practice and theory focused on the art of breathing as a way to promote greater depth in the execution of the postures and the transitions between these. Enjoy these days to meet again, or know the first 
time, and study with Manuel Ferreira, here in Ashtanga Cascais.❤️

Manuel Ferreira
Since 2004 he is studying Ashtanga Yoga at Sri K. Pattabhi Jois  Ashtanga Yoga Institute (KPJAYI) in Mysore, South India, where he travels annually to further his studies. He is currently learning with his teacher, Sharat Jois, Advanced  A series.

He is an Authorized teacher with KPJAYI  recognition to teach Ashtanha Yoga since 2009. His teaching reflects the tradition of Mysore, emphasizing the Ashtanga method as taught.

After being co-founder of Ashtanga Cascais Yoga Shala in 2007, where he taught for two years, he taught in several countries, the Philippines, Malaysia, Australia, Canada, Thailand, Brazil, Norway, Portugal, Belgium and Japan.

Count with three days of Ashtanga Yoga practice, with a Portuguese teacher who will explain the art of breathing, synchronizing breathing, movement and posture, for a strong, solid and consistent Yoga practice.

Program
Day 24th, Friday, 6.30pm
The Art Of Breathing - using the breath to create smooth and stable transitions in each vinyasas. Starting with the Surya Namaskar to learn how to purchase a fluid practice. (2h)

Day 25th, Saturday, 8am
Mysore Style - traditional form of Ashtanga Yoga practice where the teacher works individually with each practitioner.
11am Deepening The Postures - with the right and coordinated breathing, we create stability and greater understanding in standing and sitting postures. "As we learn the art of using the breath in the asana, we learn the art of breathing itself." Manuel Ferreira (2h)

Day 26th,Sunday, 8am
Mysore Style, 11am
Questions & Answers.

More information and registration
Ashtanga Cascais,
www.ashtangacascais.com
ashtangacascais@gmail.com
Facebook Ashtanga Cascais

segunda-feira, 28 de julho de 2014

FULL DETOX with your Ashtanga practice

Não é novidade nenhuma que com uma prática regular e consistente de ASHTANGA Yoga, começamos a notar que o nosso corpo modifica-se. Ao longo dos meses reparamos que os braços ficam mais longos, que as gordurinhas acumuladas outrora na zona da cintura deixaram de existir, que as pernas têm um aspecto mais definido... É um benefício da prática, perder algum peso e adquirir tonus muscular, mas não é o objectivo do Ashtanga Yoga, é apenas uma das suas consequências.

O ASHTANGA Yoga é um sistema caracterizado pela sincronização da respiração com movimentos e sequências de posturas, que associadas aos focos oculares e ao chamados, Bandhas, activam o calor interno do corpo, produzem transpiração, estimulam a livre circulação sanguínea, trazem maior oxigenação ao nosso organismo. Além destes efeitos físicos existem muitos outros,  consequências que ultrapassam a lógica, a ciência, a fé, porque entram directamente num plano de energia, num plano espiritual. A prática das posturas e dos Vinyasas  são apenas ferramentas para acalmar a mente, para conseguirmos focar a mente, para fortalecermos a mente, tornando-nos pessoas mais fortes e não estou a falar de força física, mas da outra, daquela que nos projecta para uma garra interna que permite superarmos as práticas difíceis, as perras, as com dor. Sim, porque mesmo aqui, em Mysore, com este professor e com estes praticantes avançados, com o calor e humidade do tempo das monções, também existem os dias das práticas "menos boas", daquelas que apetece agarrar no tapete e fugir para casa, e chorar. E não é choro de birra, por queremos fazer as posturas e os movimentos certinhos, mas sentimos o corpo limitado e restringido. É um choro interno, de dentro, de fragilidade energética, de real noção da limitação do corpo e da mente. E de percepção que isto, a prática, é realmente uma fonte poderosa de detox, de limpeza que vai avançando para o âmago, para a essência. Vai do físico para o mental, e do emocional para todas as outras camadas do nosso ser.

Mas precisa de tempo, de consistência, de honestidade, de humildade, de perseverança, de disciplina, de garra, de alegria. Resta abraçarmos o processo, rir e chorar de nós mesmo e buscarmos  inspiração à própria prática, ao nosso professor, a estes praticantes, aqueles que parecem voar de postura em postura e aos outros que também passam por dificuldades, e permitir-nos limpar, por dentro e por fora.

No fim, enrolamos o tapete,
limpamos as lágrimas e levamos as lições para casa.
Amanhã há mais!


It's not New that with a regular and consistent practice of Ashtanga yoga, we begin to notice that our body is modified. Over the months we noticed that the arms are longer, the accumulated fats in the waist once ceased to exist, the legs have a more defined look ... It's a benefit of the practice, lose some weight and gain muscle tone, but is not the purpose of Ashtanga Yoga, is just one of its consequences.

The Ashtanga is a system characterized by the synchronization of  breathing and movements and  sequences  of postures that associated with the eye  focus points and the  so called, Bandhas, activate the internal body heat, producing perspiration,  stimulate free blood circulation, increased oxygenation to our organism. Besides these, there ate many other physical effects, consequences that go beyond logic, science, faith, because they enter directly into a energectic plan, a spiritual plan. The practice of postures and vinyasa are just tools to calm the mind so we can focus the mind, to strengthen the mind, making us stronger people and I'm not talking about physical strength, but the other, that which directs us to an internal strength that allows overcoming the difficult practices, the stiff ones and those with pain. Yes, because even here in Mysore, with this teacher and with these advanced practitioners, with the heat and humidity of the monsoon time, we also have the days of "less good" practices, those that makes want to grab the mat and escape home and cry. And is not a cry of being spoiled, neither because we want to do the postures and movements right but we feel limited and restricted in the body. Is an inner cry from within, from a fragile energy, a pure sense of limitation of body and mind. And the perception that the practice is really a powerful source of detox, a cleaning that will advance to the core, to the essence. Going from physical to mental and emotional and all other parts of our being.

But it takes time, consistency, honesty, humility, perseverance, discipline, determination, joy.
We can only  embrace the process, laugh and cry of ourselves, get inspiration from our own practice, our teacher, these practitioners,  those who seem to fly posture by posture and also from others that are experiencing difficulties, and  just allow us to clean, inside and out.

In the end, we wrapped up the mat,
clean the tears and take home the lessons.
 Tomorrow there will be more!

quarta-feira, 23 de julho de 2014

TEACHER inspiration

Estamos na altura das monções, chove várias vezes ao dia e acabo por estar mais em casa, com mais tempo para estudar, reflectir e sentir. As manhãs são passadas no Shala, a prática começa logo cedo, caminho pelas ruas de Gokulam uns minutos antes das 5 da manhã, para entrar no reconhecido KPJAYI. Faço parte do primeiro turno e por isso desta vez posso escolher o lugar que quiser, mas tenho estendido o  tapete no mesmo sítio  há 4 semanas! Optei por este, como poderia ser outro qualquer, não interessa onde fico,  perto da porta, no palco, lá atrás ao pé das janelas por onde entra a brisa, ou junto aos balneários, ou qualquer outro.

Não é só isto que é diferente, sinto que a energia do Shala também não está igual, talvez porque somos tão menos praticantes, ou talvez, porque conhecemo-nos todos, de outras viagens, de outros anos. Também as práticas têm sido particularmente especiais, sinto que andamos todos, dia atrás de dia, a aceder directamente a tudo o que Sharath tem partilhado connosco, toda a informação que temos trabalhado nas aulas teóricas, talvez esta seja sem dúvida, a grande diferença, acedermos a este conjunto directrizes. Parece existir uma entrega adjacente, uma vontade renovada, uma inspiração amplificada. Ali estamos, dia após dia, entregues a testar nos nossos corpos, o Ashtanga Yoga, que quando feito de forma tranquila, permite realmente  limpar em profundidade o nosso organismo, recuperar flexibilidade, força, resistência, mas também foco, concentração, paz mental. 

Quando subi da minha última "ponte", reparei que ele estava ali, tão perto que se estendesse o meu braço tocava no dele. Sorri por dentro, porque fazer os dropbacks com ele ali, é sempre engraçado, para não escrever outra coisa. Lá fui para baixo e vim para cima, com a minha respiração e com os meus Bandhas. Na terceira vez, ele estava mais perto de mim, cruzei os braços sobre o peito, as mãos a agarrar os meus ombros para darmos início ao ajuste dele nesta posição, ser ajustado por Sharath 
não é mesmo que sê-lo por outro professor, porque ele é o nosso Guruji, com todo o respeito a Shri K. Pattabhi Jois. 

Inspirei e expirei e fui para trás, uma, duas, três vezes, na quarta completei o movimento com a sua ajuda, toquei com as mãos no chão, caminhei para dentro da postura, disse-me baixinho para caminhar mais, quando as mãos  já tocavam os calcanhares, agarrou-me numa das mãos e levou-a acima do tornozelo, agarrou a outra e levou-a  acima do outro, disse-me outra vez baixinho, respira. Ali fiquei estável, pernas esticadas, a respirar, sem tensão, sem contração, sem restrição. Entregue a ele. Entregue ao Yoga. Quando me mandou tirar as mãos, subi com o tronco à verticalidade, sorri para ele, cá dentro agradeci-lhe, cá dentro sinto gratidão por mais uma vez receber esta inspiração para continuar a praticar, estudar, reflectir e sentir.


Foto retirada de pesquisa online.

We are in the time of the monsoon,  rains several times a day,  and i end up being more at home, with more time to study, reflect and feel. Mornings are spent in Shala, practice begins early, i walk through the streets of Gokulam few minutes before 5 am, to enter in the recognized KPJAYI.
I am part of the first shift, and so this time I  can choose the place I want, but I have stretched my mat in the same place for this last four weeks! I choose this, as i could choose any other, no matter where i am, near the door, on stage, on the back near the windows which lets in the breeze, or near the changing rooms, or any other.

Is not just this that is different, i feel that the Shala energy  is also not equal, perhaps because we are so much less practitioners, or perhaps because we all acquaintances, from other trips, other years. The practice has also been particularly special, i feel that we're all, day after day, having direct access to all that Sharath has sharing with us, all the information we are working in the theory classes,  perhaps this is the undoubtedly big difference, having access to this guidelines. There seems to be a delivery adjoining, a renewed willingness, an amplified inspiration. Here we are, day after day, surrender in experience in our bodies, the Ashtanga Yoga, which when done smoothly, really allows deep cleanse
 in our body, regain flexibility, strength, endurance, but also focus, concentration, mental peace.

When i came up from my last "bridge", i noticed he was there, so close that if extended my arm I would touched his. I smiled inside, because doing the dropbacks with him so close, is always funny, not to write other thing. I went down and came up with my breathing and Bandhas. The third time, he was closer to me, i crossed my  arms over my chest, my hands grabbing my shoulders to give start his adjustment  in this position, being adjusted by Sharath is not same with other teacher, because he is our Guruji, with all due respect to Shri K. Pattabhi Jois.

I inhaled and exhaled and went back once, twice, three times, on the forth i completed the movement with his help, i touch with the hands on the floor, walked into the posture, he softly told me to walk more, when my  hands touched my heels, he put my hand above one ankle, than he grabbed the other hang and took it to above the other ankle, he told me again softly, to breathe.
There i was stable, with the  legs straight, breathing, without tension, without contraction, without restriction. Surrender to him. Surrender to Yoga. When he told me to come up,  i release the ankles brought my trunk upright, i smiled at him,  inside me i thanked him,  inside me, i feel gratitude for once again receive this inspiration to continue to practice, study, reflect and feel.

Photo from online search.

sábado, 19 de julho de 2014

THERE ARE LETTERS & LESSONS...

Há cartas que não são para serem escritas.
Há cartas que ficam na nossa mente, talvez mais ainda, no nosso coração.
E às vezes é preciso tempo, para melhor incorporarmos as lições que o Ashtanga sussurra, nos nossos ouvidos, dia atrás de dia. Para lá do torce aqui, roda para ali, salta para acolá, nesta dança especial de respirações e movimentos, há todo um contexto que muitas vezes não temos tempo para sentir. Só passado anos de prática consistente, depois de muitas idas ao tapete, é que lá começamos a entender, que realmente há muito mais que o visível. Depois de levarmos o corpo a uma limpeza total, de praticarmos a conjunção da respiração com as posturas, de aperfeiçoarmos os Vinyasas, de adquirirmos experiência na arte dos Bandhas e de conseguirmos gerar tamanho calor interno, que suamos poças de águas que enchem as roupas de transpiração. De passarmos pelas tais e queridas, boas práticas, pelas menos boas, as fáceis, as  difíceis, as leves e as perras, num mundo infinito de opostos. Superando a preguiça, ganhando disciplina, Bhavana e em primeira instância, um Sadhana, uma prática. Depois disto tudo, é que poderemos  perceber uma outra das lições do tapete, e que é fundamental para alcançarmos o tal Nirodha, o tal conceito que Patanjali refere no primeiro Pada, falo de Vairagya, o difícil desapego.

Conseguir aceitar e entregar-nos ao momento presente. Conseguirmos aceitar o que ficou lá atrás, as alegrias e as tristezas e movermo-nos num presente com serenidade e especialmente paz interna. Sim, há cartas que  não se escrevem, que ficam guardadas nos "rascunhos" das nossas caixas de email, palavras que nunca serão lidas, não como forma de apego, mas o contrário, por uma aceitação profunda, uma libertação extrema, um equilíbrio renovado.
Para estendermos o tapete mais uma vez, para mais uma prática, onde mantemos o silêncio por duas horas, onde estamos dentro do Shala mais famoso do Mundo, com o professor mais reconhecido do Mundo, com praticantes dos 4 cantos deste mesmo Mundo e sentimos a percepção que entramos, permanecemos e saímos de cada uma das  posturas, com essa mesma sensação de liberdade, de entrega, e desapego. Praticando não só Ashtanga, mas Vairagya. Sim, há cartas que não são para serem escritas. Há cartas que ficam na nossa mente, talvez mais ainda, no nosso coração, nos "rascunhos" das nossas caixas de email, não por apego, mas porque um dia a lição assenta e a liberdade chega. E soltamos o corpo, a fantástica mente e o coração para algo que realmente conta, a aceitação do presente.

A estabilidade de sentirmo-nos aqui. Apesar de todas as condicionantes, estar nesta posição, nesta respiração,  ou sentados na cadeira de verga, com a porta aberta da casa, por onde vento das monções da Índia entra em forma de brisa fresca, toca ao de leve este corpo, faz levantar a minha face, lá fora decorre  mais um dia, os vendedores de papaias param porta à porta, as vizinhas limpam as entradas das casas, os homens lêem os jornais nos muros...Aceitar, entregar e largar...  Vairagya!
Até amanhã tapete...

There are letters that are not to be written.
There are letters that stay in our minds, perhaps even more, in our hearts.
And sometimes it takes time to better incorporate the lessons that Ashtanga whispers in our ears, day after day. Beyond the twists, the spinning, the jumps, this special dance of breaths and movements, there is a all context that often we do not have time to feel. Only after years of consistent practice, after many times on the mat, we start to see that there is really much more than the visible. After we take the body to a complete cleaning, of  practicing the conjunction of breath with the postures, of  improving the Vinyasa, gaining experience in the art of Bandhas, being able to generate internal heat, sweating puddles of water that fill the clothes of perspiration. Passing by the dear and good practices, the less good, the easy ones, and the difficult ones, the light and the stiff ones, an infinite world of opposites. Overcoming laziness, gaining discipline and Bhavana, and in the first instance, one Sadhana, a practice. After all this, we can be able to understand another of the mat  lessons, and that  is fundamental to achieving the Nirodha, the concept that Patanjali refers in the first Pada, i m speaking of Vairagya, the difficult detachment.

Able to accept and surrounded us to the present moment. Accepting  what was back there, the joys and sorrows and move into a present of serenity and inner peace. Yes, there are letters that are not to be written, they are stored in the "drafts" of our email boxes, words that will never be read, not as a form of attachment, but the opposite, a deep acceptance, an extreme release, a renewed balance.
To extend the mat once again for another practice, where we remain silent for two hours, where we are in the most famous Shala of the World, with the most recognized teacher of the World, with practitioners from the 4 corners of this world and feel the perception that we enter, remain and we leave each of the postures, with that same sense of freedom, delivery, and detachment. Not only practicing Ashtanga, but Vairagya. Yes, there are letters that are not to be written. There are letters stay in our minds, perhaps even more, in our hearts, in the "drafts" of our email boxes, not by attachment, but because one day the lesson is felt and the freedom arrives. And we let go of the body, the fantastic mind and the heart for something that really counts, the acceptance of the present.

The stability of being here. Beside of all the constraints,  being in this asana, in this breath, or seated in the withe chair, with the door open, where the India monsoon wind enter in the form of cool breeze, touches lightly this body, lifting my face,  out there arises another day, papayas vendors stop door to door,  women neighbors clean the house entrances, men read the  newspapers ... Accept, surrounder and release... Vairagya!
See you tomorrow mat...

domingo, 6 de julho de 2014

THERE ARE PEOPLE

Parece que há pessoas que surgem na nossa vida com o  intuito de nos relembrar que deveremos olhar para dentro de nós, que talvez parar será boa ideia, para contemplarmos onde e como estamos. Trazendo a nossa atenção para dentro, num puro exercício meditativo, de introspecção.

São o fio condutor para  mostrar-nos alguma forma de conhecimento, permitindo reaprender algo que outrora sabíamos, mas fruto de um quotidiano com tantas actividades e possíveis distracções, acabámos por esquecer. São pequenas coisas, pequenas palavras, atitudes ou acções que acendem dentro de nós, uma espécie de luz que transporta-nos para um outro caminho, muitas vezes o troço onde já estivemos, mas por qualquer razão o abandonámos.  E outras vezes levam-nos até terrenos desconhecidos, lugares internos que nunca pisámos, iniciando uma descoberta que gera amplos benefícios.

Estas pessoas podem ser os nossos professores, que pela sua experiência, em determinado momento, apresentam-nos novas ideias para pensarmos, novos meios de explorarmos a nossa prática, que ajudam a acalmarmos e olharmos para isto do Ashtanga, com olhos mais neutros e sentirmos dentro de nós, as razões que estão por detrás da primeira série, segunda, terceira... Que relembram da função da respiração, incentivam ao estudo interno das posturas, que desfazem falácias e mitos e com mãos e palavras sabedoras, abrem a nossa percepção para algo maior.  Mas podem ser pessoas fora das paredes do Shala, familiares, amigos, conhecidos e desconhecidos. Gente que varia em idade, crenças, estilos de vida e por alguma razão, em determinado momento acendem em nós a tal "luzinha" que faz-nos desligar e voltar a ligar o nosso Ser. Pessoas com tamanha garra, tamanha força, que ajudam a mostrar-nos que é preciso encher os pulmões de ar e simplesmente ir, deixar-nos ir.  Enfrentando demônios internos, medos, inseguranças ... Passamos a surfar ondas maiores, a entrar em picos que antes não considerávamos como opção, arriscamos na nossa vida profissional, mudamos de trabalho, de casa, viajamos para conhecer o mundo, saímos da vida que estabelecemos dentro de uma redoma segura e aumentamos horizontes e vivências externas, mas também  as  internas. Ganhamos renovada confiança, serenidade, estabilidade e clareza. Conduzimos as nossas experiências externas para o nosso interior, ou vice-versa, começamos pelo nosso yoga e dirigimos o nosso interno para as vivências do dia-a-dia

Nem sempre estes processos são fáceis, muitas vezes são feitos com alguma dose de incomodo e de resistência, porque abalam o que até então tínhamos como verdade, como certo. Mas o regresso para um modo mais interno, mais genuíno, paga por si só, as dificuldades em encontrarmos ou reencontrarmos  a tal luz.

It seems that there are people that come into our lives in order to remind us that we must look into ourselves, that maybe be a good idea to stop, to contemplate where and how we are. Bringing our attention inward, a pure meditative exercise qin introspection.

Are the thread to show us some form of knowledge, allowing relearn something that we  once knew, but  fruit of everyday activities and with so many possible distractions we eventually forgot. It's little things, little words, attitudes or actions that spark within us, a kind of light that transports us to another path, often paths  where we have been, but for some reason abandoned. And sometimes lead us into unknown territory, internal places that we  have never stepped, initiating a discovery that generate broad benefits.

These people can be our teachers, who by their experience at any given time, present us with new ideas for thinking, new ways to explore our practice, which help to calm down and look at this from Ashtanga, with more neutral eyes and feel within us, the reasons are behind the first series, second, third ... That remind  of the function of breathing, stimulate the postures  internal study, remove  myths and fallacies and with knowing  hand and words, open our perception for something bigger. But can be  people from outside the walls of  the Shala, family, friends, acquaintances and strangers. People ranging in age, beliefs, lifestyles, and for some reason, at one point, they  light in that "little light" that makes us turn off and turn in again our Being. People with such power, such force, that help to show us what it takes to fill our lungs with air and just go, letting go. Facing inner demons, fears, insecurities ... We start surfing bigger waves, we enter in peaks that before we did not consider as an option, we risk in our professional lives, changed our work, home, travel to see the world, we leave the life that we once set within a secure bubble and increased external horizons and experiences, but also the  internal ones. We gain new confidence, serenity, stability and clarity.
We conduct our external experiences to our inner, or vice versa, we began from our yoga and drive our internal experiences for day-to-day life.

These processes are not always easy, are often made with some amount of discomfort and resistance, because they undermine what until then we had as true, as right. But the return to one more internal mode, more genuine pays for itself, the dificulteis in finding or meeting again that light.