sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Goals...

No outro dia parei a olhar para esta fotografia aqui do lado, foi tirada no primeiro dia deste ano, neste 2015. Pratiquei ao lado de uma grande amiga, fizemos uma prática de primeiro dia do ano com tudo o que isso pode significar. Na noite anterior comemos as passas e pedimos os desejos, no dia seguinte ali estávamos em cima do tapete para colocar em prática o nosso Yoga e levarmos o Yoga para o nosso dia. Esta última noite de Dezembro e o primeiro dia de Janeiro, tendem a ser alturas especiais para olharmos para trás e para igualmente colocarmo-nos lá à frente, passeando pelo passado e viajando até um desejado futuro. E depois existe o tempo de estarmos em cima do tapete, o presente ali debaixo dos nossos pés.

E os dias passam, os meses avançam e os objectivos da entrada no novo ano tendem a dissipar-se, não há melhor forma de mantermos lealdade e inspiração para alcançarmos o que quer que desejamos, como estarmos no nosso tapete. Respiração atrás de respiração, postura atrás de postura, nesta dança especial que é o Ashtanga, que é tocada pelo ritmo de ar que entra e sai.
Já estamos com os pés em Março, e os dias em Portugal começam a ser mais compridos e mais quentes, as manhãs chegam mais cedo e o anoitecer mais tarde, aproveitem para agarrarem nos "mats" baterem às portas do Shalas, seja aqui no Ashtanga Cascais ou no da sua cidade,  esticarem o tapete e tocarem de perto, com o vosso corpo, mente e alma o presente, construindo a melhor forma de conexão e coerência entre o tempo do passado, presente e futuro.
Boas práticas!
*foto de arquivo pessoal.

*******The other day I stopped to look at this photograph here on the side, it was taken on the first day of this year, this 2015. I practiced next to a good friend, we made a first day of the year practice with all that that may mean. The night before we eat the raisins and ask the desires, the next day we were there on the mat to put in practice our Yoga and to take our Yoga for our day. The last evening of December and the first day of January, tend to be special times to look back, and also put ourselves up front, touring the past and traveling to a desired future. And then there is the time when we are on the mat, the present right under our feet.

And then the days go by, months advance and the goals of the entering in the new year tend to fade, there is no better way to keep loyalty and inspiration to achieve whatever we want, as we when we are in our mats. Breath after breath, posture after posture, in this special dance that is the Ashtanga, which is played by the rhythm of  air  that comes in and out. We are already with our feet in March, and the days in Portugal begin to be longer and warmer, mornings are arriving earlier and the evenings later, take the opportunity to grab the "mats" knock the Shalas doors, here in Ashtanga Cascais or in your city, and stretch it and touch closely with your body, mind and soul the present, building the best connection and coherence between the time of the past, present and future.
Happy practicing!
*photo from personal archive

domingo, 22 de fevereiro de 2015

REGISTRATIONS TO PETER SANSON WORKSHOP IN ASHTANGA CASCAIS, PORTUGAL




WORKSHOP INTENSIVO DE ASHTANGA YOGA COM PETER SANSON, de 3 a 7 de Junho, no Ashtanga Cascais, Estoril, Portugal. 


PETER SANSON REGRESSA A PORTUGAL PARA MAIS UM INTENSIVO DE ASHTANGA YOGA, NO ASHTANGA CASCAIS. DESTA VEZ  SERÃO 5 DIAS DE MYSORE STYLE, QUE SE ESTENDEM DE QUARTA-FEIRA (dia 3) A DOMINGO (dia 7),  COM UM PROFESSOR QUE TRABALHARÁ INDIVIDUALMENTE COM CADA PRATICANTE, AJUDANDO AO APROFUNDAMENTO E ENTENDIMENTO DA PRÁTICA. 

PETER SANSON É UMA REFERÊNCIA DENTRO DA COMUNIDADE DE ASHTANGA, UM PROFESSOR QUE LEVARÁ A UMA VIVÊNCIA MAIS SINCERA, PROFUNDA E REALISTA DA PRÁTICA. 

O INTENSIVO É ABERTO A PRATICANTES INICIANTES E MAIS EXPERIENTES. 

PARA PROCEDEREM À VOSSA INSCRIÇÃO ESCREVAM  UM EMAIL PARA  ASHTANGACASCAIS@GMAIL.COM, COM O VOSSO NOME E O TURNO ESCOLHIDO. ESTE ANO HAVERÁ 3 TURNOS COM COMEÇO ÀS 7H, 8.15 E 9.30. OS GRUPOS TEM LUGARES LIMITADOS, ACONSELHAMOS A FAZEREM A  INSCRIÇÃO PARA SALVAGUARDAREM OS VOSSOS LUGARES.

MAIS INFORMAÇÕES
(00351) 916034770

*fotos retiradas de arquivo pessoal. 


******* INTENSIVE ASHTANGA YOGA WORKSHOP WITH PETER SANSON, from 3-7th June in Ashtanga Cascais, Estoril, Portugal.

PETER SANSON RETURNS TO PORTUGAL FOR ANOTHER  INTENSIVE OF ASHTANGA YOGA,  IN ASHTANGA Cascais. THIS TIME WILL BE 5 DAYS OF MYSORE STYLE THAT IS EXTEND FROM WEDNESDAY (day 3) TO SUNDAY (day 7), WITH A TEACHER THAT WILL WORK INDIVIDUALLY WITH EACH PRACTITIONER, HELPING TO DEEPENING AND UNDERSTANDING THE PRACTICE.

PETER SANSON IS A REFERENCE IN THE ASHTANGA COMMUNITY, A TEACHER  THAT WILL TAKE US  FOR A  EXPERIENCE OF A MORE SINCERE, DEEP AND  REALISTIC PRACTICE.

THE INTENSIVE IS OPEN TO BEGINNERS PRACTITIONERS AND MORE EXPERIENCED.

TO PROCEED TO YOUR REGISTRATION WRITE AN EMAIL TO ASHTANGACASCAIS@GMAIL.COM, WITH YOUR NAME AND THE SHIFT CHOSEN. THIS YEAR WW WILL HAVE  3 SHIFTS  TO START 7, 8:15 and 9:30am. GROUPS HAVE LIMITED PLACES, SO WE ADVISE YOU TO MAKE  REGISTRATION FOR YOUR SAVING YOUR PLACE.

MORE INFORMATION
WWW.ASHTANGACASCAIS.COM
ASHTANGACASCAIS@GMAIL.COM
(00351) 916034770

* Photos taken from personal archive.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

OUR COMMUNITY AND THE MAHA SHIVARATRI



Este pequeno artigo está a ser escrito para lá de religiões, crenças ou fé. É escrito porque depois de ter praticado e ter ensinado a Guiada no dia de Carnaval, ontem, sentei-me com o meu café e com o computador no colo. Passava os olhos pelo Instagram e parei no "post" de uma amiga, também praticante e professora de Ashtanga, em S. Paulo, e a foto e o seu comentário aludiam ao Maha Shivaratri, que significa a Grande Noite de Shiva, é uma celebração hindu que ocorre todos os anos na 14ª noite de Lua Nova, normalmente em Fevereiro ou Março. E encostei-me para trás e lembrei  da minha primeira viagem a Mysore, em 2007/2008, onde presenciei o Maha Shivaratri em plena Índia. Foi uma noite muito especial, toda a cidade estava coberta de luzes, os templos por onde passámos tinham ainda mais atractividade e intensidade, via-se dezenas de pessoas com as oferendas, muitas flores, os rituais, a alegria nos rostos, os cânticos em plena noite de grupos de mulheres mais velhas em pura devoção a Shiva, o ambiente era um misto de calma e agitação, e repleto de profundidade.

Quem não é hindu, quem assiste completamente fora do conhecimento desta tradição e crença, olha com olhos de espectador, curioso, atento aos pormenores tão distintos do que até então vimos, ou até parecido com aquilo com que crescemos, mas para lá de religiões, crenças ou fé, este artigo é escrito para mostrar que para praticar Ashtanga não precisa de ser isto, ou aquilo, de ser católico, hindu, muçulmano, ou de outra religião ou categoria. Continue a passar os olhos pelas palavras e já irá entender...
Existem várias lendas que dão significado ao Maha Shivaratri, que foi nesta noite que Shiva se casou com a Deusa Parvati, por isso ser uma celebração importante para as mulheres, as casadas rezam pelos seus maridos, as não casadas pedem a Shiva que lhes traga um homem como ele, outras referem que foi nesta noite que ele procedeu ao Tandava, a dança primordial da Criação, Preservação e Destruição, salientam que ele foi o salvador e protector do mundo quando engoliu um veneno mortal que emergiu do oceano e com certeza que haverão muitas mais explicações para a importância desta noite e dia, que ultrapassam as palavras que escrevo e os conhecimentos que detenho,  mas para uma comunidade tão distinta com a nossa, que se estende aos 4 cantos do Mundo, onde a única coisa comum é a nossa prática de Ashtanga, em que a maioria não são hindus, bastou continuar no computador para reparar que os "posts" sobre o Maha Shivaratri estavam por todo lado no Instagram e Facebook, pessoas praticantes de todo o lado, aludiam ao Maha Shivaratri. Para lá de religiões, de crenças ou fé, Om Namah Shivaya!
Boas práticas!
*fotos retiradas de arquivo pessoal e pesquisa online.


*******This short article is being written beyond religions, beliefs or faith. It is written because after i have practiced and taught the Guided  class on Carnival day, yesterday, I sat with my coffee and the computer in my lap. And i passed my eyes on Instagram and i stopped at a friend "post", also an Ashtanga practitioner and teacher, in S. Paulo, and the photo and her comment alluded to the Maha Shivaratri, which means the Great night of Shiva, is a Hindu celebration that takes place every year on the 14th night of New Moon, usually in February or March. And I leaned against my back and remembered my first trip to Mysore in 2007/2008, where i witnessed the Maha Shivaratri in India. It was a very special night, the whole city was covered in lights, the temples where we passed had even  more attractiveness and intensity, you could see dozens of people with the offerings, many flowers, the rituals, the joy on their faces, the songs in full night of older women's groups in pure devotion to Shiva, the atmosphere was a mixture of calm and excitement, and full of depth.

Who is not a Hindu, who watches completely out of the knowledge of this tradition and belief, look with viewer's eyes, curious, attentive to details so distinct from what we previously seen, or maybe even like what we similar grew up with, but beyond religions, beliefs or faith, this article is written to show that to practice Ashtanga it is not need to be this, or that, Catholic, Hindu, Muslim, or other religion or category. Continue to skim the words and  you will understand ...
There are several legends that give meaning to the Maha Shivaratri, which was on that night that Shiva married  with the Goddess Parvati, therefore be an important celebration for women, the married pray for their husbands, the not married ask Shiva to bring them a man like him, others report that was on that night that he made the Tandava, the primal dance of creation, preservation and destruction, pointing out that he was the savior and protector of the world when swallowed a deadly poison that emerged from the ocean, and with certainty that there are many more explanations for the importance of this night and day, beyond the words that i am writing and beyond the knowledge i have about it,  but for such a distinct community that extends through the  4 corners of the world, where the only common thing is our Ashtanga practice, where most of us are not Hindus, was interesting to see and repair the "posts" on Maha Shivaratri were everywhere on Instagram and Facebook, practitioners people from everywhere alluded to Maha Shivaratri. Beyond religion, belief or faith... OM NAMAH SHIVAYA!
Happy practicing!
*photos from personal archive and online research.




sábado, 31 de janeiro de 2015

Happy Flights!

Ás vezes levamos tempo para aprender o que há muito ouvimos, sentimos e até vivemos. Ás vezes precisamos de ouvir mais vezes, sentir e viver muitas mais vezes, para realmente encaixar o que estava ali tão perto mas tão difícil de entender.

Sim, quando os pássaros são criados em gaiolas com certeza acreditam que voar é doença. Devem olhar para os outros lá fora, de asas estendidas a subir e descerem os céus e considerarem-os como loucos por se aventurarem em algo tão radical como voar.

Porque dentro da gaiola é mais seguro. Ali o espaço é limitado, e em pouco tempo vira familiar, conhecido e reconhecido, onde podemos caminhar até de olhos fechados, nada será inesperado, a caixa da comida está à direita, o bebedouro à esquerda, o poleiro lá em cima, a porta onde entra a mão, à tal e à mesma hora para trazer comida está ali ao lado. Existe todo um suposto conforto e estabilidade, mas também toda uma dependência daquele espaço e de alguém, há sempre alguém que toma conta, alguém que cuida, ali o pássaro não tem livre-arbítrio, vive para o bem e para o mau sob a alçada daquela mão.

Sim, voar deve ser considerado uma doença, para quem está dentro das grades. Para quem vive dentro de um espaço limitado, voar é o puro desvio da normalidade! Mas há um mundo lá fora para explorar, um mundo para ver de perto, um mundo para ser vivido não pelo o que imaginamos, nem pelos limites das grades de uma gaiola, que na grande maioria das vezes  foram construídas por nós mesmos, solidificadas e reforçadas ano após ano, à custa dos nossos hábitos, padrões, pensamentos, escolhas e decisões.

Cabe a cada um, abrir a porta da gaiola, sem ajuda da tal mão, olhar pela janela e dar um salto para o inesperado. A pior das hipóteses é que as asas de tão domesticadas não consigam mexer-se com coordenação para voar e que ocorra algum percalço. Mas talvez a essência da arte de voar esteja em cada um, e no momento que saltamos, hajam surpresas que trazem a mais bonito sorriso, o sorriso da liberdade e superação de nós mesmos.
Bons voos!
Boas práticas!
*foto retirada de pesquisa online

*******SOMETIMES we need  time to learn what we already heard, felt and lived. Sometimes we need to hear it more times and to feel and live it many more,  to really get what was there so close but so hard to understand.

Yes, when the birds are raised in cages certainly they believe that flying is disease. For sure they must look at the others out there, spreading their wings to rise up and down the heavens and consider them as crazy for venturing into something as radical as fly.

Because inside the cage is safer. The space there is limited, easily becomes familiar, known and recognized as we can walk with the eyes closed, nothing is unexpected, the food box is on the right, the water on the left, the perch is up there, the door where it enters the hand, at the exact same time to bring food is also there. There is a whole supposed comfort and stability, but also a whole dependency from that space and from someone, there is always someone to take care, someone who cares, there the bird has no free will, living for the good and bad within the scope of that hand.

Yes, flying must be considered a disease for those who live inside the bars. Flying is pure deviation from normally, for those who live within a limited space! But there is a world out there to explore, a world to see up close, a world to be lived not by what we imagine, or by the limits of cage bars, which in most cases were built by ourselves, solidified and reinforced year after year at the expense of our habits, patterns, thoughts, choices and decisions.

It is each of us, that have to open the cage door, without help of that hand, look out of the window and take a leap into the unexpected. The worst that can happen, is that the wings so domesticated by the years, can not move with coordination to fly, and that some difficulty happen. But perhaps the essence of flying is in each one, and when you jump, it happen surprises that bring the most beautiful smile, the smile of freedom and overcoming ourselves.
Happy flights!
Happy practicing!
*photo from online research

sábado, 17 de janeiro de 2015

WHY?!

Porquê?!
A resposta é simples.

Quando perguntam porque é que eu ainda pratico Ashtanga Yoga, lembro-me sempre destas imagens, dos alunos a praticarem e da luz do sol a entrar pelas janelas altas do Shala, produzindo o reflexo das suas sombras. Ali estão eles, eu, nós, de frente para nós mesmos.

Sim, é por isso é que ainda pratico Ashtanga Yoga, porque todos os dias estou de frente para mim mesma.
Mesmo quando não quero, ou não me apetece. Ali, estamos de frente para nós mesmos, para bom e para o mau.
Boas práticas!
*foto retirada do nosso arquivo pessoal

*******Why?! The answer is simple.

When people ask me, why I still practice Ashtanga Yoga, i  always remember these images, the students practicing and the sunshine streaming through the Shala high windows, producing a reflection of their shadows. There they are, there i am, there you are, facing ourselves.

Yes, that's why i still practice Ashtanga Yoga, because every day I am facing myself.
Even when I do not want, or i do not feel like it. There, we are facing ourselves, for good and for the bad.
Happy practicing!
*photo from our personal archive

domingo, 4 de janeiro de 2015

BCN+ASHTANGA YOGA




Se pondera fazer uma pausa no trabalho para viajar para algum lugar onde possa visitar e manter a sua prática de Ashtanga Yoga, deverá adicionar Barcelona à sua lista. A cidade só por si vale a pena, seja pelos aspectos históricos, culturais, artísticos, arquitectónicos e porque existem opções de escolas e bons professores de Ashtanga Yoga. Seja para conhecer de perto os maiores exemplos do modernismo arquitectónico Catalão, perdendo-se com as formas, os materiais e a fluidez de Gaudi, ou para entrar na Fundação Joan Miró e deixar-se levar pelos quadros que exprimem um mundo de subjectividade, de imaginação, de transposição do suposto.
Mas se não quer perder tempo nas filas de entrada da La Pedrera, da Sagrada Família, do Museu Picasso, tem a opção de simplesmente caminhar pelas ruas da cidade, descarregue para o seu telefone o mapa da cidade e  traga sapatos confortáveis porque no final do dia, o mais provável foi ter percorrido kms.  Há toda uma experiência de viver esta cidade, de passear pelo Bairro Gótico, de perder-se nas Ramblas, ou de encontrar o mar em Barceloneta. Para quem gosta de comer saudável,  existem óptimas soluções, desde a comida típica dentro dos vários mercados, como o Boqueria, a uma variedade de restaurantes como os de Teresa Carles, www.teresacarles.com, com pratos vegetarianos de pedir por mais e sumos com receitas que irá querer apontar, mas faça primeiro reserva para garantir que não tem de aguardar muito tempo, pois normalmente estão sempre lotados.
Para quem transportou o seu Yoga mat,  vá a www.kpjayi.org, selecione a lista de professores e o país, Espanha. De acordo com a localização de onde está a ficar, escolha o professor e a escola, pesquise os horários das aulas, mande um email ou ligue e aproveite para praticar o seu Ashtanga numa nova comunidade de pessoas, que como eu e você, estendem o tapete para procurarem uma forma de conexão entre respiração, corpo e mente.
Bom Ano!
Boas práticas!

*fotos retiradas de arquivo pessoal


********If you are considering making a break from work to travel to some place where you can visit and maintain your practice of Ashtanga Yoga, you must add Barcelona to your list. The city itself is worth, is it for historical, cultural, artistic, architectural and because there are options of schools and good teachers of Ashtanga Yoga. Is to get to know the greatest examples of Catalan architectural modernism, losing yourself  to the forms, materials and the fluidity of Gaudi, or to enter the Joan Miró Foundation and get lost by the paintings that express a world of subjectivity, of imagination, of supposed transposition.
But if you do not want to waste time in the entrance queues of La Pedrera, Sagrada Familia, Picasso Museum, you will have the option of simply walk through the streets, download to your phone the city map, bring comfortable shoes because at the end of the day, the more likely it is that you walked quilometers. There is a whole experience of living this city, strolling through the Gothic Quarter, losing yourself in the Ramblas, or finding the sea in Barceloneta. For those who like to eat healthy, there are optimal solutions, from the typical food within various markets such as the Boqueria, to a variety of restaurants such as Teresa Carles, www.teresacarles.com, with vegetarian dishes to ask for more and juices with recipes that you will want to point, but make reservation first to ensure that you don´t have to wait long, as they are usually always crowded.
 For those who carried your Yoga mat, go to www.kpjayi.org, select the list of teachers and the country, Spain. According to the location of where you are staying, choose the teacher and the school, search for the class schedules, email or call and take the opportunity to practice your Ashtanga, in a new community of people, that like you and me, extend the mat to find a way of connecting breath, body and mind.
Happy New Year!
Happy practicing!


* photos from personal archive


sábado, 27 de dezembro de 2014

BEAUTY




 Pelas janelas do Shala vejo a linha horizontal de laranja e amarelo sobre o azul do mar. Inevitavelmente relembro a sensação de colocar no meu dia-a-dia as lições da prática. Parece-me que por vezes deixamo-nos levar pelo frenesim mental e emocional endurecido pela capa rija de medo e insegurança. A nossa voz interna pede calma, serenidade, mas agimos no e pelo impulso, perdendo a lição sobre o desapego e a vivência do momento.

Batemos com cabeça, vezes e mais vezes, lutando contra a oportunidade de superação de medos e de transformação de estruturas e padrões construídos ao longo de anos, e lá vamos sofrendo mais um pouco. Só depois da cabeça doer e de levantarmos os olhos para lá do nosso umbigo, reparamos na beleza lá fora, no nascer do Sol, ou nas cores do céu, e na imediata consequente mudança da nossa respiração e na transmutação da nossa energia. Parece-me que tudo é alterado se pararmos de lutar, se dermos oportunidade de, sem fugir e sem tentar nada, sentir exactamente aquilo que provoca dor, incomodo, sufoco, ansiedade, medo.

Depois mais cedo ou mais tarde, lá subimos ao tapete, ritmamos a entrada e saída de ar, limpamos a mente do que foi vivido por dias, largando o stress e a compressão e tudo entra num outro modo, o coração talvez continue pesado, a mente talvez procure ainda pensar, analisar e reflectir, mas damos inicio à nossa prática, que concebe a oportunidade de relaxarmos, de restituirmos foco, concentração e de munirmo-nos de confiança. Lá fora o sol começa a surgir, cá dentro há calor, pessoas como eu e tu, a procurarem pela prática um estado interno que possamos utilizar para lá dos limites do nosso tapete e para lá daquilo que tínhamos como limites pessoais.

*******From the windows of the Shala i see the horizontal line of orange and yellow on the blue sea. Inevitably i remember the feeling of putting on my day to day the lessons of the practice. It seems to me that sometimes we get carried away by mental and emotional frenzy hardened by a tough cover of fear and insecurity. Our inner voice calls for calm, serenity, but we act in and for impulse, losing the lesson about letting go and living the moment.

We hit with the head, again and again, fighting the opportunity to overcome fears and transformation of structures and patterns built up over years, and we suffer more. Only after the head hurt, we raise our eyes beyond our navel, and we notice the beauty out there, the sunrise, or the colors of the sky, and the immediate consequent change in our breathing and the transmutation of our energy. It seems to me that everything change when we stop fighting, when we give the change to, without running away and without trying to do anything, feel exactly what causes us pain, discomfort, breathlessness, anxiety, fear.


Then sooner or later,  we step on our mat, we give a rhythm to the entry and exist of air, cleaning the mind from what we experienced for days, releasing stress and compression and it seems that everything goes in another way, the heart may still be heavy, the mind may still want to keep thinking, searching, analyzing and reflecting, but we start our practice, which gives us the opportunity to relax, to bring back focus, and concentration, giving us confidence. Outside the sun begins to emerge, inside there is heat, people like you and me, searching by the practice an internal state that we can use beyond the limits of our mats, and beyond what we had as personal boundaries.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Peace through the Ashtanga practice

Lá fora estava um dia cinzento a demarcar o quase inverno português, com vento e chuva que de tempo em tempo tocavam as janelas da sala. A casa estava cheia, não havia espaço para mais tapetes, mas existia um silêncio típico de uma aula de Mysore, que era somente interrompido pelos sons das respirações e dos movimentos de cada um dos praticantes experientes, que no seu próprio ritmo entravam e saiam de cada uma das posturas. 
A aula lá ia decorrendo comigo a ajustar sempre que necessário e a aconselhar e a dirigir os iniciantes. Até que escuto no inicio da sala um dos alunos a resmungar alguma coisa que não entendo à primeira, chego-me perto e em voz baixa pergunto o que se passava. Ele nada em voz baixa, afirma, "Não consigo praticar! Aquele homem ali, está sempre a "lixar-me"!" Eu fico de boca aberta, em anos de ensino nunca tinha acontecido uma destas,  recupero da surpresa e respondo, "foca-te na respiração, esquece isso. Aqui não interessa isso, faz a tua prática." E afasto-me, para ir ajustar outro aluno, mas reparo que o anterior embora calado e visivelmente a tentar praticar, estava completamente enraivecido. 

Mais tarde percebi que isto se deveu ao facto, de que entre posturas tinha identificado no meio da sala, outro praticante que era o seu maior concorrente profissional. Continuei a vê-lo a tentar, de quando em quando abanava a cabeça, como que a afastar os pensamentos e os sentimentos de dentro da sua mente. Acabou por fazer-me sinal que não conseguia mais e quando caminhava em direcção à saída, tinha um ar abatido e olhar sofrido. O outro continuou a praticar, não sei até que ponto o constrangimento da situação o afectou, mas a aula decorreu com a mesma tranquilidade anterior a esta situação. 
Esta casa é neutra, é um espaço para praticar Ashtanga Yoga, e acredito que pela prática há centenas de oportunidades para fazermos pazes com o nosso passado, darmos novo rumo ao nosso presente e produzirmos um futuro assente em integração, neutralidade e relatividade. Se dentro do Shala, em plena prática formos confrontados com determinados pensamentos, sentimentos e sensações que criam raiva, distracção, irritabilidade, é aproveitarmos de perto estas situações e olharmos mais para dentro de nós mesmos,  e respirarmos, sairmos da postura, entrarmos na próxima e deixarmos que o processo de limpeza física, mental e emocional aconteça. Seja por ter ao lado aquela pessoa que nos magoou, ou seja por ter ao lado o nosso melhor amigo, a nossa irmã, o nosso marido, ou apenas uma pessoa que por quem temos simpatia, em ambos os opostos, devemos tentar focarmos na respiração e deixarmos que a mente e o coração sosseguem. 
Boas práticas! 

Outside it was a gray day the almost Portuguese  winter, with wind and rain from time to time blew the room windows. The house was full, there was no room for more mats, but there was a silence typical of Mysore class, which was only interrupted by the sounds of each breathing and movements of experienced practitioners, which at their own pace drifted in and out of each of the postures.
The class was happening with me adjusting when was necessary and advising and directing the beginners. Until I heard at the beginning of the room,  one of the students muttering something I didn't understand at first, I came close and quietly asked what was going on. He said not quietly, "I can not practice! That man there is always "sanding me"!" I stand open-mouthed, in years of teaching it  had never happened something like this, i recovered from the surprise and respond, "focus on your breath, forget it. Here that does not matter, do your practice." And I left,  i went to adjust another student, but I notice that although the previous was silent and visibly trying to practice, he was completely enraged.

Later I knew that this was due to the fact that between postures  he had identified in the middle of the room, another practitioner who was his greatest professional competitor. I continued to see him trying,  from time to time he would shake his head, as if to ward off thoughts and feelings from within his mind. He ended up making me a sign that could no longer continue, and when he walked towards the exit, he had a haggard and suffering look. The other practitioner continued to practice, i do not know to what extent the awkwardness of the situation affected him, but the lesson was held with the same tranquility previous to this.
This home is neutral, is a space to practice Ashtanga Yoga, and believe the practice creates hundreds of opportunities for us to make peace with our past, giving the possibilities to draw a new direction to our present and producing a future based on integration, neutrality and relativity. If within the Shala in full practice we are faced with certain thoughts, feelings and sensations that create anger, distraction, irritability, we should take closely this opportunity and look deeper into ourselves, and breathing we leave the pose, we enter on the next, letting the process of physical, mental and emotional cleaning happen. And if next to us is a person who hurt us, or we have our best friend, our sister, our husband, or just a person for whom we have sympathy, in both opposites, we should try to focus on the breath  and let the mind and heart at rest. 
Happy practicing!

domingo, 30 de novembro de 2014

HAMISH HENDRY INTENSIVE ASHTANGA YOGA, ON 27th, 28th FEBRUARY & 1st MARCH, IN ASHTANGA CASCAIS, ESTORIL, PORTUGAL


Teremos a honra de receber na nossa casa de prática, o terceiro Intensivo de Ashtanga Yoga com Hamish Hendry, nos dias 27 e 28 de Fevereiro e 1 de Março. Guardem estas datas e aproveitem para estudar com um dos professores mais reconhecidos da comunidade Ashtangi Internacional. Serão três dias de prática e alguma teoria que ajudará a aprofundar o seu entendimento e vivência em cima do seu tapete. O Intensivo está aberto a praticantes iniciantes e mais experientes.  Mais informações e inscrições em, ashtangacascais@gmail.com.

We will have the honor of welcoming at our practice house, the third Ashtanga Yoga Intensive with Hamish Hendry, on 27th and 28th February and 1st March. Keep these dates and take the opportunity to study with one of the most recognized teachers of theAshtangi International community. There will be three days of practice and some theory that will help deepen your understanding and experience on top of your mat. The Intensive is open to beginners and more experienced practitioners. More information and registration in ashtangacascais@gmail.com.