sexta-feira, 17 de abril de 2015

IS AGE, GENDER OR AN ASHTANGI THING?

Era Sábado, dia de descanso da prática e do ensino, levantei-me para ir surfar, estava sol e sabia que haviam umas ondas.

Entrei para dentro de água e haviam outros como eu, acenei a cabeça aos conhecidos, cumprimentei os mais conhecidos, e fiquei focada  em aproveitar esta coisa especial de estar no mar.


Quando saí, vinha a falar com uma pessoa que já não via há uns tempos, o tema era surf e ondas, e já com os pés na areia, ele pergunta, Verinha que idade tens? E eu pensei cá para mim, Hum!Será que ainda não sabes que isso não se pergunta a uma mulher?! Mas respondi meia a sorrir, 33. E ele mudou o tema outra vez para o surf e as ondas. E eu, enquanto pisava mais um bocado de areia, disse-lhe, Porque é que me perguntaste a idade?!Ao qual ele respondeu prontamente, Ah!porque AINDA estás muita bem! Eu pensei, AINDA?! AINDA ESTOU MUITAAA BEM?! Antes de controlar o pensamento, já estavam as palavras a saírem-me pela boca, AINDA ESTOU MUITO BEM?! Ele a sorrir e a olhar para mim, disse, Sim, deve ser desse Yoga todo! Eu sorri, com aquilo a que seria descrito por sorriso muito pouco branco,  porque ainda estava com o AINDA, entravado na garganta.
E lá voltámos a mudar de assunto, outra vez para o surf e as ondas enquanto caminhámos mais um pouco, até despedimos-nos. Eu continuei pela areia, junto ao mar, com a prancha debaixo do braço,  a reflectir no episódio, será que isto acontece a outras como eu, mulheres de 30 e tal anos? Será que isto acontece também aos homens de 30 tal anos? Ou será que isto só acontece a Ashtangis de 30 tal anos?

Sim, espero que daqui a mais 10 ou 20 anos, me digam que eu AINDA ESTOU MUITA BEM e que tudo se deve ao meu Ashtanga! Não por vaidade ou por ego, mas porque o Ashtanga e as opções que faça, me mantenham com saúde e com sanidade mental.

Boas práticas!


*******It was Saturday, resting day from the practice and from teaching, I got up to go surf, was sun and i knew there would be some waves.

I went into the water and there was others like me, i nodded my head to the acquaintances and i  saluted more acquaintances, and i focused in this special thing of being inside the ocean.



When I left, i was talking to a person who had not seen in a while, the subject was surf and waves, and i was already with with my feet in the sand, when he asked, Verinha how old are you? And I thought to myself, Hum! Don t you know that this, you don't ask to a woman ?!  But I said half smiling, 33. And he changed the subject again to surf and waves. And I, as i stepped over another bit of sand, said to him, Why you asked me the age?! To which he replied promptly, Oh because you are STILL very well! I thought, STILL ?! I'M STILLLLL VERY WELL?! And before i  control my thought, the words were already coming out of my mouth, I 'M STILL VERY WELL ?! He smiled, looked at me and said, Yes, it must be from all that Yoga! I smiled, with what would be described by a very less white smile, because there was the STILL, hampered in my throat. And again we changed the subject, again for surfing and waves as we walked a little more, until we said goodbye. I kept walking on the sand, by the sea, with the surfboard under my arm, and reflecting on the episode, does this happen to other like me, women of 30 or so years? Does this also happens to men of 30 years? Or is this just happens to Ashtangis of 30 something years?

Yes, I hope that after another 10 or 20 years, someone tell me I'M STILL VERY WELL and that everything is due to my Ashtanga! Not for vanity or ego, but because the Ashtanga and options i did, kept me with health and mental sanity.
Happy practicing!


quarta-feira, 15 de abril de 2015

IT CAN BECOME LOVE.

Haviam uns quantos emails para serem lidos, mas reparei naquele nome e "cliquei" para saber noticias dela. Li as suas palavras e acabei por ficar com o email aberto no monitor.

As razões que trazem as pessoas para o Yoga, particularmente para o Ashtanga são várias e os motivos que levam os praticantes a pararem de praticar são igualmente vastas. Parece que andam de mão dada umas com as outras, como um casal de gente apaixonada, que procura na mão do outro a continuação da sua. Começam entusiasmados, optimistas, esperançosos nos milagres que acreditam que este Yoga trará para as suas vidas, vêm praticar com devoção, com garra, dedicam-se a abrir um corpo fechado por anos de estarem sentados em cadeiras e sofás, por horas ao computador ou a ver televisão,  por muitas actividades que não implicaram usarem os músculos, muito menos as articulações, e todas outras inúmeras e dispersas razões que fazem a maioria chegar ao Yoga e olhar para os desenhos das posturas e desatarem a rir, porque a sua voz interna grita alto e bom som, ESTÁS MALUCO? ACHAS QUE ALGUMA VEZ, VAIS FAZER ISTO?! E depois ultrapassam a fase inicial do namoro, onde tudo é novo, onde tudo é especial, onde mesmo as coisas que não acham graça acabam por ter alguma graça. Só quando entram numa nova etapa, de maior maturidade da sua relação com o Ashtanga, desculpem, da sua relação consigo próprio, começam a encontrar dúvidas, ou medos, ou questões. O reinado da paixão começa a tremer e ou conseguimos alimentar os devaneios do estado anterior, ou entramos na tal coisa do chamado Amor, ou acabamos por largar o tapete na escola, sairmos porta fora e mudarmos o Yoga, o Ashtanga, para qualquer outra coisa, seja corrida, caminhada, ginásio e treino cardio, algo  que seja bem longe do tapete. Só que na maior parte das vezes, quando os praticantes param a prática, é exactamente quando deviam não interromper. Porque esse é o ponto em que a tal prática iria começar a fazer parar, olhar lá para dentro, colocar luz em situações que tão mestres, somos em esconder de nós mesmos. São nas fases menos boas, aquelas onde andamos estressados, onde sentimos agitação, onde tudo nos irrita, que o Ashtanga chega como ferramenta de auto-descoberta e também meio para a mudança.  Se andam nervosos, se andam aborrecidos com a vossa vida, venham às aulas, libertem-se dessas emoções pelas respirações, pelos movimentos e pelas posturas e quando terminarem mais uma prática e estiverem a enrolar o tapete para o levar para casa, com certeza que sentem que valeu a pena  terem praticado. Há paixões que são assim, que não vale a pena as deixarmos, porque com tempo podem tornar-se amores para a vida.
Boas práticas!

*******There were a few emails to be read, but I noticed in that name and i clicked to get news of her. I Read her words and I ended up staying with the open email on the monitor.

The reasons that bring people to yoga, particularly for Ashtanga are varied and the reasons why practitioners stop practicing are also vast. It seems that they go hand in hand with each other, as a passionate couple who seeks the hand of the other its continued. They get excited, optimistic, hopeful in miracles who believe this Yoga will bring to their lives, they come to practice with devotion, with joy,  dedicated to open a closed body for years of being sit on chairs and couches, for hours being at the computer or watching TV, for many activities that did not involve using the muscles, much less the joints, and all other numerous and dispersed reasons why most people get to Yoga and look at the pictures of the postures and unleash laughing because their inner voice screams loud and clear, ARE YOU CRAZY? You think, YOU WILL EVER DO THIS ?! And then they pass the early stages of dating, where everything is new, where everything is special, where even the things that find no grace end up having some grace. Only when they enter a new phase of greater maturity of their relationship with the Ashtanga, sorry, their relationship with themselves, they begin to find doubts, or fears, or concerns. The reign of passion begins to tremble, or they could feed the daydreams of the previous state, or they entered in this thing called Love, or they just drop the mat at school, get out the door and change the Yoga, the Ashtanga, for anything else either running, walking, gym and cardio training, something that is well away from the mat. But in most cases, when practitioners stop the practice, is exactly when they should not interrupt. That is the point where their practice was about to make them stop, look inside, put light in situations that as masters we so well hide from ourselves. It is in the difficult times, those where we feel stressed, where we feel agitation, where everything annoys us, that the Ashtanga comes as a self-discovery tool and also a way for a change. If you are feeling nervous, if you bored with your life, come to school, release these emotions by breathing, by the movements and postures, and when you finish one more practice and you are rolling the mat to take it home, for sure you will feel it was worth having practiced. There are passions that are worth to keep, because with time they can become love for life.
Happy practicing!

quarta-feira, 1 de abril de 2015

My Kind of Women

 Depois destes semanas em viagem, tive o privilégio de me cruzar com algumas pessoas que não via há uns tempos, e conhecer outras pela primeira vez. Devo confessar-vos que pelo caminho cruzei-me com pessoas que são do meu género, não, não falo de Género, mas falo de gente que comunica a minha linguagem e não, não porque utilizam o português, mas um tipo de gente que sente, que olha para dentro e que tenta superar-se nas suas limitações físicas, mentais, emocionais e espirituais. Sim, falo de gente que naturalmente reconhecemos como o nosso tipo de gente. Não quero parecer sexista, longe de mim, nem dar papel de destaque a mulheres em detrimento de homens, mas a verdade é que estes dias foram marcados por elas.

Logo no começo desta viagem, fui recebida por uma mulher que me lembra eu mesma, temos o mesmo tipo de vida, acordar bem cedo, preparar tudo, sair de casa, abrir a escola, estar horas dedicada ao ensino, receber praticantes, estimular práticas, para depois estender o tapete, recolher ao momento de ali estar e com devoção pelo que acreditamos, esticar o corpo com a ajuda da respiração para conectar com um acalmar de mente e tentar superar um pouco mais o mundo dos opostos.
O dia continua com organização da escola, gestão do necessário para que uma comunidade de praticantes possa usufruir de um espaço onde pratiquem Ashtanga Yoga segundo a tradição de Mysore e da família Jois. Acaba o dia a ensinar novamente as aulas da tarde, a receber alunos e a trabalhar com cada um. Volta a casa, come algo, passa tempo com a família, e dali a umas horas tudo se repete, num quotidiano de significado, de entrega, de processo de crescimento como mulher, como praticante, como professora. Revi-me imensas vezes nela e com ela aprendi ou reaprendi, a soltar, a entregar, a expirar. Por ela recebi inspiração para a minha Prática e para uma melhor e maior consciência de onde quero estar agora, neste momento. Obrigada Kaka.

A segunda que destaco é uma mãe, uma mulher que acompanhei nalgumas caminhadas ao lado da Lagoa, com quem conversei temas do dia-a-dia, com quem partilhei sorrisos, gargalhadas e passos rápidos.  Que me recebeu na sua casa, que me ofereceu comida caseira, que me lembrou a minha própria mãe, e com quem vi alguns dias a novela das 18h enquanto alongava em cima do tapete, os músculos queixosos por tanta surfada e caminhada. Obrigada Angela.


A terceira foi uma mulher que já tinha ouvido falar, que traz consigo uma energia de Deusa feminina,  que esboça no seu trabalho de design uma criatividade que inspira, que  dá vontade de olharmos mais para o nosso corpo, de cuidarmos deste veículo da alma, de usarmos cor, de vestirmos calças justas, de colocarmos um bikini mais ousado e mais pequenino, de festejarmos esta coisa maravilhosa de sermos mulheres. Obrigada pela tarde, Lou.


*******After these weeks on the road, I had the privilege of crossing with some people that i had not seen for a while, and i meet other for the first time. I must confess to you that I came across with people who are my gender, no, i not speaking  of Gender, but I speak of people who communicating in my language and no, i m not speaking because they use the portuguese, but because they are a kind of people who feel, look into themselves and try to overcome their physical, mental, emotional and spiritual limitations, yes, I speak of these people who we recognize as our kind of people. I do not mean to sound sexist, at all, nor give a prominent role to women rather than men, but these days were marked by them.

At the very beginning of this trip, I was greeted by a woman who reminds me of myself, we have the same kind of life, wake up early, prepare everything, leave the house, opening the school, be hours devoted to teaching, receive practitioners, stimulate practices, then stretch the mat, collect the time of being there and with devotion for what we believe, stretch the body with the help of breathing to connect with a calm mind and try to overcome a little more the world of opposites. The day continues with school organization, management is required to allow a community of practitioners to enjoy a space to practice Ashtanga Yoga in the tradition of Mysore and Jois family. She Finish the day by teaching again The afternoon classes and working with each student. Back home, she eat something, spend time with family, and from there a few hours everything is repeated,  creating a meaning to everyday life, of surrender, for a process of growing as a woman, as a practitioner, as a teacher. It reminded me many times about myself and i learned or relearned with her, to let go, to release, to exhale. I received inspiration through her for my practice and for a better and more aware of where I want to be here, in this moment. Thank You Kaka.

The second was a mother, a woman who i accompanied in some walks right aside of the pond, with who i spoke about issues of the day-to-day,  who i shared smiles, laughter and quick steps. Who received me in her house, offered me homemade food, she reminded me of my own mother, and who with i saw a few days the 6pm soap opera, while stretching on the mat, the complainants muscles by so much surf and walk. Thank you Angela.

The third was a woman who I had already heard about, that brings a feminine Goddess energy with her, she brings in her  design work a creativity that inspires, that makes you want to take care more of our body, take care of this vehicle of the soul, to use more color, to use  tights clothes, to put a much smaller and bolder bikini, to celebrate this wonderful thing of being a woman. Thank you for the afternoon, Lou.






terça-feira, 24 de março de 2015

LET IT GO!

Ás vezes é preciso entrar num avião atravessar oceanos e aterrar noutro continente para entender o que até já tinha sido sentido, mas por razões obvias para mim, ocultas para vocês, decidi não prestar atenção e manter.  Até vir esticar o tapete numa nova sala, dentro de uma outra comunidade Ashtangi, sob os olhos de uma outra professora, conhecedora da minha história de vida e de prática, para encaixar à primeira, algo que acontecia na prática como sinónimo do que estava acontecer no meu quotidiano.

 Pois bem, ali estava eu no meu segundo dia de prática, contente porque no dia anterior voei no tapete, talvez fosse do Jet Lag, de ter dormido pouco, ou simplesmente porque o coração estava cheio pela alegria de estar aqui, de ter estas tão desejadas férias do trabalho, da felicidade de estar a praticar nas aulas de uma amiga, de receber ajustes e dicas, tudo isto deve ter ajudado a sentir-me a voar sobre o  tapete entre cada postura e respiração da 1a série. E estava agora a fazer 2a série, no respira respira, entra na postura, segura o bandha, mantém o drishti, saí no vinyasa correcto, tudo indo, fluindo, mente focada e o coração cheio por estar aqui sob a observação desta professora, amiga, companheira de Mysore. Até que cheguei às minhas posturas desafio, enquanto estava a entrar na primeira, senti a presença da professora ali perto, quando me ajustou, pareceu que disse, Respira Amiga!, naquele seu português com sotaque dançante. E eu lá em baixo pensei, Estou a respirar minha amiga, no meu português que não tem ritmo nem ginga.O seu ajuste é forte ou não fosse ela aluna de Sharath, manteve-me ali mais tempo, o que me obrigou a escutar realmente o que me tinha dito antes, não disse Respira, disse EXPIRA! Voltou a repetir, e eu pensei, outra vez no meu português sem samba, Estou a expirarrrr! Quando saí da posição, ela estava ali ao lado e falou baixinho, Amiga tem de expirar, tem de LET IT GO, afirmou mesmo em inglês mas manteve o sotaque dançante. Você está a inspirar direitinho, mas estou vendo que você expira curto, está aí a reter o quê? Tem de LET IT GO! E foi embora e eu continuei a praticar, com uma nova moeda no bolso, se é que me permitem a expressão, há meses que me vejo assim, inspirações profundas e expirações mais curtas e rápidas, como quem guarda alguma coisa cá dentro. Fiz o resto da prática a tentar sentir a respiração de mais perto, tentar dar espaço para a expiração. No fim descansei com a frase dela na mente, você tem de LET IT GO! EXPIRA! Voltei do descanso com a frase em mim, como se fosse agora um mantra, onde a minha mente assentou e ficou. O resto do dia passou, conheci mais uma praia, surfei duas vezes umas ondas engraçadas, caminhei pela Lagoa, todo um dia de como quem está de férias e quer aproveitar cada instante com tempo, com serenidade, e em todos estes momentos a mente voltava sempre ao tal do LET IT GO!

 No final do dia, pareceu que tinha saído um peso de cima de mim ou de dentro de mim, e no dia a seguir, o terceiro da semana, estiquei o tapete, com a mente focada nas fases da respiração, com a devoção em praticar o que sempre me ensinaram mas que por razões que para mim são obvias e para vocês desconhecidas, perdi por querer guardar o que não queria largar.  E lá vieram as minhas posturas desafiantes e lá veio o padrão de querer expirar mais rápido e a oportunidade de  fazer diferente, de LET IT GO, num inglês falado, mas dito com paixão brasileira e sentido por esta mulher portuguesa.


Obrigada Kaká.
Obrigada Ashtanga Yoga Floripa.

*******Sometimes you need to get on a plane to cross oceans and land on another continent to understand what I had already been felt, but for obvious reasons to me, hidden for you, i decided not to pay attention and hold it until i extend my mat in a new room within another Ashtangi community, under the eyes of another teacher, that knows my practice and life story, to understand right there,
 something that happened in my practice as synonymous with what was happening in my everyday life.

 Well, there I was on my second day of practice, happy because the day before I flew on the mat, maybe it was the jet lag, having slept little, or simply because the heart was filled with joy to be here, to have these desired vacation from work, the living happiness to practice in the classes of a friend, receiving her adjustments and tips, for sure all this helped to feel flying on the mat between  each first series postures and breathing. I was now doing second series, breathe breathe, entering in the postures, holding the bandhas, keeping the drishtis, leaving the poses with the correct vinyasa, everything going, flowing, mind focused and heart full to be under the observation of this teacher, friend, Mysore companion. Until i got to my challenge poses, right when i enter on the first, i felt the presence of the teacher nearby, when she adjusted me, it seemed that said, Breathe my friend!, wiht that dancing portuguese accent. And i thought down there, I´m breathing my friend, in my no rhythm or melody portuguese accent. Her adjustment is strong, as she is Sharath student, she kept me in the pose longer, which forced me to really listen what she had told me before, it wasnt Breathe, she said EXHALE!She repeated again, and i thought, again in my portuguese without signs of samba, I´m Exhaling! When i left the pose, she was next to me and spoke softly, My Friend you have to exhale, you must LET IT GO! she even said this in English but still kept that dancing accent. She told me, you are inhaling all right, but i see your exhalation short, what are you retaining there? You must LET IT GO! And she went away, and i continued to practice with a new coin in my pocket, if you allow me this expression, for months i kept deep inhalations and quick exhalation, as if to mantain something inside me. I did the rest of the practice trying to closely feel the breath, making space for the exhalation. I rest with her phrase in my mind, You have to LET IT GO! Exhale!I made the rest with this sentence in me, as if it was a mantra now, where my mind seat and stayed.

The rest of the day passed, I met another beach, surfed twice some funny waves, walked by the pond, a full day like those people on holidays, that want to enjoy every moment with time, calmly, and in all these moments the mind always returned to that such LET IT GO!


 Later in the day, it seemed that i had lost weight of me or inside me, and on following day, the third of that week, i stretched the mat, with my mind focused on the breathing stages, with devotion in practicing what i always learned but for the reasons that are obvious to me, and unknown to you, i lost for wanting to keep what i did not want to leave. And then came my challenging postures, and there it came the pattern of exhaling faster and also it came the opportunity to do different, LET IT GO, spoken in english, but said by a brazilian passion way and felt by this portuguese woman.



Thank you Kaka.
Thank you Ashtanga Yoga Floripa.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Ashtangis and their children...



É engraçado de pensar como a nossa comunidade tem crescido, ensinei  mulheres que não eram mães e depois acompanhei a gravidez de tantas de vocês, e os anos passam e temos este um conjunto de mulheres inspiração, que são mães, que trabalham e são praticantes dedicadas. Umas já eram antes de serem mães, outras encontraram o Ashtanga quando estavam grávidas pela primeira vez, outras iniciaram uns meses depois dos partos, toda uma variedade de histórias de gente que faz parte desta casa.

É sempre com alegria que recebo  uma de vocês que traz um dos vossos filhos para a aula, alguns deles vêm porque pediram muito, que queriam vir ao Yoga com as mães, outros são trazidos porque vocês não têm opção, e ou elas vêm ou vocês não podem praticar.

Quase todos ficam entretidos com livros, com canetas para pintarem ou outros jogos,  mas quase todos acabam por realmente se entreterem, a ver o que se passa dentro da sala de prática.
A porta está sempre aberta, e entre ajustes lá vou reparando na cabecinha deles timidamente a espreitar, quando lhes faço sinal que podem olhar, apropriam-se à entrada e deliciam-se com a observação, ora para mim e no que faço a cada aluno, ora para as vossas habilidades e competências em cima do tapete, ora para outro praticante. E vão passando por aquela hora e um quarto sem mostrarem sinais de aborrecimento, e com olhos de assistirem a um espectáculo, pelo menos diferente. De quando em quando levantam-se e esticam-se e riem-se e depois lá voltam para a entrada para continuarem a ver, muito concentrados, o que se passa para ali. Pisco-lhes os olhos e eles sorriem, e quando ajusto os vossos corpos, muitos erguem-se para melhor verem. Já sei de algumas conversas que eles fazem com vocês, e no que dizem sobre o Yoga, que muitos querem praticar, mesmo os mais pequeninos, mas o melhor mesmo, é que quando saem daqui, têm ao seu lado, mães mais felizes.


*******It's funny to think how our community has grown, i taught women who weren´t  mothers and then i followed the pregnancy of so many of you, and years go by and we have this set of women inspiration, who are mothers, who work and are dedicated practitioners. Some were already before having children, others found the Ashtanga when they were pregnant for the first time, others began a few months after the birth, a whole variety of stories of people that is part of this house.

It is always with joy when I receive one of you that brings one of your children to class, some of them come because they asked to, they wanted to go to yoga with their mothers, others are brought because you have no choice, and or they come or you can not practice.

Almost everyone is entertained with books, pens to paint or other games, but almost all end up really entertain, by seeing what goes on inside the practice room. The door is always open, and between adjustments i notice the little head peeking shyly,  when I make them a sign that they can look, they appropriated the entrance and delight with the observation, for me and to what I m doing to every student, or for you and to your abilities and skills on the mat, or by watching another practitioner. And  they go through that hour and a quarter without showing signs of annoyance, and watching a show, that is at least, different. From time to time they get up and stretch up and laugh and then their back to the entrance to continue to see, very concentrated, what goes in there. I blink my eyes to them and they smile, and when I m adjusting your bodies, many rise up to better see. I know a few conversations they do with you, and what they say about Yoga, that many want to practice, even the little ones, but even better is that when they leave here, they have at their side, happier mothers.



sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Goals...

No outro dia parei a olhar para esta fotografia aqui do lado, foi tirada no primeiro dia deste ano, neste 2015. Pratiquei ao lado de uma grande amiga, fizemos uma prática de primeiro dia do ano com tudo o que isso pode significar. Na noite anterior comemos as passas e pedimos os desejos, no dia seguinte ali estávamos em cima do tapete para colocar em prática o nosso Yoga e levarmos o Yoga para o nosso dia. Esta última noite de Dezembro e o primeiro dia de Janeiro, tendem a ser alturas especiais para olharmos para trás e para igualmente colocarmo-nos lá à frente, passeando pelo passado e viajando até um desejado futuro. E depois existe o tempo de estarmos em cima do tapete, o presente ali debaixo dos nossos pés.

E os dias passam, os meses avançam e os objectivos da entrada no novo ano tendem a dissipar-se, não há melhor forma de mantermos lealdade e inspiração para alcançarmos o que quer que desejamos, como estarmos no nosso tapete. Respiração atrás de respiração, postura atrás de postura, nesta dança especial que é o Ashtanga, que é tocada pelo ritmo de ar que entra e sai.
Já estamos com os pés em Março, e os dias em Portugal começam a ser mais compridos e mais quentes, as manhãs chegam mais cedo e o anoitecer mais tarde, aproveitem para agarrarem nos "mats" baterem às portas do Shalas, seja aqui no Ashtanga Cascais ou no da vossa cidade,  esticarem o tapete e tocarem de perto, com o vosso corpo, mente e alma o presente, construindo a melhor forma de conexão e coerência entre o tempo do passado, presente e futuro.
Boas práticas!
*foto de arquivo pessoal.

*******The other day I stopped to look at this photograph here on the side, it was taken on the first day of this year, this 2015. I practiced next to a good friend, we made a first day of the year practice with all that that may mean. The night before we eat the raisins and ask the desires, the next day we were there on the mat to put in practice our Yoga and to take our Yoga for our day. The last evening of December and the first day of January, tend to be special times to look back, and also put ourselves up front, touring the past and traveling to a desired future. And then there is the time when we are on the mat, the present right under our feet.

And then the days go by, months advance and the goals of the entering in the new year tend to fade, there is no better way to keep loyalty and inspiration to achieve whatever we want, as we when we are in our mats. Breath after breath, posture after posture, in this special dance that is the Ashtanga, which is played by the rhythm of  air  that comes in and out. We are already with our feet in March, and the days in Portugal begin to be longer and warmer, mornings are arriving earlier and the evenings later, take the opportunity to grab the "mats" knock the Shalas doors, here in Ashtanga Cascais or in your city, and stretch it and touch closely with your body, mind and soul the present, building the best connection and coherence between the time of the past, present and future.
Happy practicing!
*photo from personal archive

domingo, 22 de fevereiro de 2015

REGISTRATIONS TO PETER SANSON WORKSHOP IN ASHTANGA CASCAIS, PORTUGAL




WORKSHOP INTENSIVO DE ASHTANGA YOGA COM PETER SANSON, de 3 a 7 de Junho, no Ashtanga Cascais, Estoril, Portugal. 


PETER SANSON REGRESSA A PORTUGAL PARA MAIS UM INTENSIVO DE ASHTANGA YOGA, NO ASHTANGA CASCAIS. DESTA VEZ  SERÃO 5 DIAS DE MYSORE STYLE, QUE SE ESTENDEM DE QUARTA-FEIRA (dia 3) A DOMINGO (dia 7),  COM UM PROFESSOR QUE TRABALHARÁ INDIVIDUALMENTE COM CADA PRATICANTE, AJUDANDO AO APROFUNDAMENTO E ENTENDIMENTO DA PRÁTICA. 

PETER SANSON É UMA REFERÊNCIA DENTRO DA COMUNIDADE DE ASHTANGA, UM PROFESSOR QUE LEVARÁ A UMA VIVÊNCIA MAIS SINCERA, PROFUNDA E REALISTA DA PRÁTICA. 

O INTENSIVO É ABERTO A PRATICANTES INICIANTES E MAIS EXPERIENTES. 

PARA PROCEDEREM À VOSSA INSCRIÇÃO ESCREVAM  UM EMAIL PARA  ASHTANGACASCAIS@GMAIL.COM, COM O VOSSO NOME E O TURNO ESCOLHIDO. ESTE ANO HAVERÁ 3 TURNOS COM COMEÇO ÀS 7H, 8.15 E 9.30. OS GRUPOS TEM LUGARES LIMITADOS, ACONSELHAMOS A FAZEREM A  INSCRIÇÃO PARA SALVAGUARDAREM OS VOSSOS LUGARES.

MAIS INFORMAÇÕES
(00351) 916034770

*fotos retiradas de arquivo pessoal. 


******* INTENSIVE ASHTANGA YOGA WORKSHOP WITH PETER SANSON, from 3-7th June in Ashtanga Cascais, Estoril, Portugal.

PETER SANSON RETURNS TO PORTUGAL FOR ANOTHER  INTENSIVE OF ASHTANGA YOGA,  IN ASHTANGA Cascais. THIS TIME WILL BE 5 DAYS OF MYSORE STYLE THAT IS EXTEND FROM WEDNESDAY (day 3) TO SUNDAY (day 7), WITH A TEACHER THAT WILL WORK INDIVIDUALLY WITH EACH PRACTITIONER, HELPING TO DEEPENING AND UNDERSTANDING THE PRACTICE.

PETER SANSON IS A REFERENCE IN THE ASHTANGA COMMUNITY, A TEACHER  THAT WILL TAKE US  FOR A  EXPERIENCE OF A MORE SINCERE, DEEP AND  REALISTIC PRACTICE.

THE INTENSIVE IS OPEN TO BEGINNERS PRACTITIONERS AND MORE EXPERIENCED.

TO PROCEED TO YOUR REGISTRATION WRITE AN EMAIL TO ASHTANGACASCAIS@GMAIL.COM, WITH YOUR NAME AND THE SHIFT CHOSEN. THIS YEAR WW WILL HAVE  3 SHIFTS  TO START 7, 8:15 and 9:30am. GROUPS HAVE LIMITED PLACES, SO WE ADVISE YOU TO MAKE  REGISTRATION FOR YOUR SAVING YOUR PLACE.

MORE INFORMATION
WWW.ASHTANGACASCAIS.COM
ASHTANGACASCAIS@GMAIL.COM
(00351) 916034770

* Photos taken from personal archive.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

OUR COMMUNITY AND THE MAHA SHIVARATRI



Este pequeno artigo está a ser escrito para lá de religiões, crenças ou fé. É escrito porque depois de ter praticado e ter ensinado a Guiada no dia de Carnaval, ontem, sentei-me com o meu café e com o computador no colo. Passava os olhos pelo Instagram e parei no "post" de uma amiga, também praticante e professora de Ashtanga, em S. Paulo, e a foto e o seu comentário aludiam ao Maha Shivaratri, que significa a Grande Noite de Shiva, é uma celebração hindu que ocorre todos os anos na 14ª noite de Lua Nova, normalmente em Fevereiro ou Março. E encostei-me para trás e lembrei  da minha primeira viagem a Mysore, em 2007/2008, onde presenciei o Maha Shivaratri em plena Índia. Foi uma noite muito especial, toda a cidade estava coberta de luzes, os templos por onde passámos tinham ainda mais atractividade e intensidade, via-se dezenas de pessoas com as oferendas, muitas flores, os rituais, a alegria nos rostos, os cânticos em plena noite de grupos de mulheres mais velhas em pura devoção a Shiva, o ambiente era um misto de calma e agitação, e repleto de profundidade.

Quem não é hindu, quem assiste completamente fora do conhecimento desta tradição e crença, olha com olhos de espectador, curioso, atento aos pormenores tão distintos do que até então vimos, ou até parecido com aquilo com que crescemos, mas para lá de religiões, crenças ou fé, este artigo é escrito para mostrar que para praticar Ashtanga não precisa de ser isto, ou aquilo, de ser católico, hindu, muçulmano, ou de outra religião ou categoria. Continue a passar os olhos pelas palavras e já irá entender...
Existem várias lendas que dão significado ao Maha Shivaratri, que foi nesta noite que Shiva se casou com a Deusa Parvati, por isso ser uma celebração importante para as mulheres, as casadas rezam pelos seus maridos, as não casadas pedem a Shiva que lhes traga um homem como ele, outras referem que foi nesta noite que ele procedeu ao Tandava, a dança primordial da Criação, Preservação e Destruição, salientam que ele foi o salvador e protector do mundo quando engoliu um veneno mortal que emergiu do oceano e com certeza que haverão muitas mais explicações para a importância desta noite e dia, que ultrapassam as palavras que escrevo e os conhecimentos que detenho,  mas para uma comunidade tão distinta com a nossa, que se estende aos 4 cantos do Mundo, onde a única coisa comum é a nossa prática de Ashtanga, em que a maioria não são hindus, bastou continuar no computador para reparar que os "posts" sobre o Maha Shivaratri estavam por todo lado no Instagram e Facebook, pessoas praticantes de todo o lado, aludiam ao Maha Shivaratri. Para lá de religiões, de crenças ou fé, Om Namah Shivaya!
Boas práticas!
*fotos retiradas de arquivo pessoal e pesquisa online.


*******This short article is being written beyond religions, beliefs or faith. It is written because after i have practiced and taught the Guided  class on Carnival day, yesterday, I sat with my coffee and the computer in my lap. And i passed my eyes on Instagram and i stopped at a friend "post", also an Ashtanga practitioner and teacher, in S. Paulo, and the photo and her comment alluded to the Maha Shivaratri, which means the Great night of Shiva, is a Hindu celebration that takes place every year on the 14th night of New Moon, usually in February or March. And I leaned against my back and remembered my first trip to Mysore in 2007/2008, where i witnessed the Maha Shivaratri in India. It was a very special night, the whole city was covered in lights, the temples where we passed had even  more attractiveness and intensity, you could see dozens of people with the offerings, many flowers, the rituals, the joy on their faces, the songs in full night of older women's groups in pure devotion to Shiva, the atmosphere was a mixture of calm and excitement, and full of depth.

Who is not a Hindu, who watches completely out of the knowledge of this tradition and belief, look with viewer's eyes, curious, attentive to details so distinct from what we previously seen, or maybe even like what we similar grew up with, but beyond religions, beliefs or faith, this article is written to show that to practice Ashtanga it is not need to be this, or that, Catholic, Hindu, Muslim, or other religion or category. Continue to skim the words and  you will understand ...
There are several legends that give meaning to the Maha Shivaratri, which was on that night that Shiva married  with the Goddess Parvati, therefore be an important celebration for women, the married pray for their husbands, the not married ask Shiva to bring them a man like him, others report that was on that night that he made the Tandava, the primal dance of creation, preservation and destruction, pointing out that he was the savior and protector of the world when swallowed a deadly poison that emerged from the ocean, and with certainty that there are many more explanations for the importance of this night and day, beyond the words that i am writing and beyond the knowledge i have about it,  but for such a distinct community that extends through the  4 corners of the world, where the only common thing is our Ashtanga practice, where most of us are not Hindus, was interesting to see and repair the "posts" on Maha Shivaratri were everywhere on Instagram and Facebook, practitioners people from everywhere alluded to Maha Shivaratri. Beyond religion, belief or faith... OM NAMAH SHIVAYA!
Happy practicing!
*photos from personal archive and online research.




sábado, 31 de janeiro de 2015

Happy Flights!

Ás vezes levamos tempo para aprender o que há muito ouvimos, sentimos e até vivemos. Ás vezes precisamos de ouvir mais vezes, sentir e viver muitas mais vezes, para realmente encaixar o que estava ali tão perto mas tão difícil de entender.

Sim, quando os pássaros são criados em gaiolas com certeza acreditam que voar é doença. Devem olhar para os outros lá fora, de asas estendidas a subir e descerem os céus e considerarem-os como loucos por se aventurarem em algo tão radical como voar.

Porque dentro da gaiola é mais seguro. Ali o espaço é limitado, e em pouco tempo vira familiar, conhecido e reconhecido, onde podemos caminhar até de olhos fechados, nada será inesperado, a caixa da comida está à direita, o bebedouro à esquerda, o poleiro lá em cima, a porta onde entra a mão, à tal e à mesma hora para trazer comida está ali ao lado. Existe todo um suposto conforto e estabilidade, mas também toda uma dependência daquele espaço e de alguém, há sempre alguém que toma conta, alguém que cuida, ali o pássaro não tem livre-arbítrio, vive para o bem e para o mau sob a alçada daquela mão.

Sim, voar deve ser considerado uma doença, para quem está dentro das grades. Para quem vive dentro de um espaço limitado, voar é o puro desvio da normalidade! Mas há um mundo lá fora para explorar, um mundo para ver de perto, um mundo para ser vivido não pelo o que imaginamos, nem pelos limites das grades de uma gaiola, que na grande maioria das vezes  foram construídas por nós mesmos, solidificadas e reforçadas ano após ano, à custa dos nossos hábitos, padrões, pensamentos, escolhas e decisões.

Cabe a cada um, abrir a porta da gaiola, sem ajuda da tal mão, olhar pela janela e dar um salto para o inesperado. A pior das hipóteses é que as asas de tão domesticadas não consigam mexer-se com coordenação para voar e que ocorra algum percalço. Mas talvez a essência da arte de voar esteja em cada um, e no momento que saltamos, hajam surpresas que trazem a mais bonito sorriso, o sorriso da liberdade e superação de nós mesmos.
Bons voos!
Boas práticas!
*foto retirada de pesquisa online

*******SOMETIMES we need  time to learn what we already heard, felt and lived. Sometimes we need to hear it more times and to feel and live it many more,  to really get what was there so close but so hard to understand.

Yes, when the birds are raised in cages certainly they believe that flying is disease. For sure they must look at the others out there, spreading their wings to rise up and down the heavens and consider them as crazy for venturing into something as radical as fly.

Because inside the cage is safer. The space there is limited, easily becomes familiar, known and recognized as we can walk with the eyes closed, nothing is unexpected, the food box is on the right, the water on the left, the perch is up there, the door where it enters the hand, at the exact same time to bring food is also there. There is a whole supposed comfort and stability, but also a whole dependency from that space and from someone, there is always someone to take care, someone who cares, there the bird has no free will, living for the good and bad within the scope of that hand.

Yes, flying must be considered a disease for those who live inside the bars. Flying is pure deviation from normally, for those who live within a limited space! But there is a world out there to explore, a world to see up close, a world to be lived not by what we imagine, or by the limits of cage bars, which in most cases were built by ourselves, solidified and reinforced year after year at the expense of our habits, patterns, thoughts, choices and decisions.

It is each of us, that have to open the cage door, without help of that hand, look out of the window and take a leap into the unexpected. The worst that can happen, is that the wings so domesticated by the years, can not move with coordination to fly, and that some difficulty happen. But perhaps the essence of flying is in each one, and when you jump, it happen surprises that bring the most beautiful smile, the smile of freedom and overcoming ourselves.
Happy flights!
Happy practicing!
*photo from online research