quarta-feira, 13 de maio de 2015

INTENSIVE WORKSHOP WITH PETRI RAISANEN in ASHTANGA CASCAIS, PORTUGAL, from 25 to 27 September 2015.

 É com uma enorme honra que recebemos outro grande nome no ensino do Ashtanga Yoga. Petri Raisanen estará na nossa humilde casa de prática de 25 a 27 de Setembro, contem com um Intensivo particularmente especial, com um programa de aulas que pretende beneficiar todos os praticantes para um maior entendimento e aprofundamento da prática. 

Petri Raisanen é um professor de Ashtanga Yoga reconhecido internacionalmente. É o co-fundador e director do Ashtanga Yoga Helsinki, uma das maiores escolas de Ashtanga do mundo. Petri foca o seu ensino na integração da componente curativa e terapêutica do Yoga às necessidades e especificidades de cada praticante. Os seus ajustes são suaves, efectivos e terapêuticos, há quem lhes chame, de "mágicos", tendo em conta o seu passado como terapeuta e naturopata. 

Programa 
Todas as aulas estão abertas a alunos iniciantes e mais experientes.

25 de Setembro, SEXTA-FEIRA
7h AULA GUIADA DA PRIMEIRA SÉRIE DE ASHTANGA. (duração 1.30h)
18.30H CONFERÊNCIA SOBRE - A TRADIÇÃO DEIXADA POR SHRI K. PATTABHI JOIS - existem pessoas que chamam o Ashtanga Yoga do "Yoga dos Saltos", mas esta prática tem um significado muito mais vasto e profundo. É uma mistura do Yoga de Patanjali com as tradições familiares, os estudos e as crenças de Pattabhi Jois. De onde é que o Ashtanga surgiu? Quanto deste Yoga advém de Shri T. Krishbanacharya? E como conseguimos ser Yoguis neste mundo moderno?
(duração 2h)

26 de Setembro, SÁBADO
7h MYSORE STYLE (a forma tradicional de praticar Ashtanga Yoga, onde o professor trabalhará individualmente com cada praticante) (duração de 1 a 2h)
11H CONFERÊNCIA SOBRE - O ASHTANGA COMO TERAPIA COMPLETA - esticar, abrir, alongar e fortalecer o corpo e a mente. Usaremos as técnicas e ajustes partilhados por Shri K. Pattabhi Jois para uma profunda compreensão do sistema do Ashtanga Yoga. Esta aula será teórica, mas terá uma parte de prática, para testar ajustes e melhor entender o que fazermos nas posturas. (duração 2h)

27 de Setembro, DOMINGO
7h MYSORE STYLE
11h CONFERÊNCIA SOBRE - ENCONTRAR UMA PRÁTICA CONFORTÁVEL E MEDITATIVA - durante a prática de Ashtanga, tentamos encontrar um estado mental "sattvico" (puro, de paz). O Ashtanga Yoga não é apenas exercício físico, mas também uma profunda prática de concentração, de observação do corpo e da mente e de meditação. Este estado "sattvico" não é apenas alcançado e vivenciado por praticantes avançados, ele pode ser sentido por um praticante iniciante, desde a primeira aula de Yoga. Sentirmo-nos confortáveis e em meditação durante a prática irá influenciar o nível de tranquilidade e saúde na vida fora da prática e ajudando a mantermos o Yoga no nosso quotidiano. (duração 2h).

Se é praticante de fora, aproveite este fim-de-semana para praticar Ashtanga Yoga com este grande professor e beneficiar de um dos melhores meses para estar em Portugal. Conte com as nossas praias, com caminhadas junto ao mar, com a pitoresca vila de Cascais, com o estonteante Guincho, com idas de comboio ou carro até Lisboa, com visitas à especial Sintra, entre tantas outras actividades que pode viver aqui. 

Contactos e inscrições no sitio do costume - 
www.ashtangacascais.com
ashtangacascais@gmail.com
(00351) 916034770

********It is with great honor that we received another big name in the teaching of Ashtanga Yoga. Petri Raisanen will be in our humble home of practice, from the 25th to27th September, count on a particularly special Intensive, with a program focused  to benefit all practitioners with a greater understanding and deepening of practice.

Petri Raisanen is a internationally recognized Ashtanga Yoga teacher. He is the co-founder and director of Ashtanga Yoga Helsinki, one of the largest Ashtanga schools in the world. Petri focuses his teachings on integrating the  healing and therapeutic aspect of  Yoga to the needs and specificities of each practitioner. His adjustments are gentle, effective and therapeutic, some call them, "magic", given his background as a therapist and naturopath.

Program
All classes are open to beginners and more experienced practitioners.

September 25, FRIDAY
7am  GUIDED ASHTANGA FIRST SERIES CLASS. (Duration 1.30h)
18.30pm CONFERENCE - THE TRADITION LEFT BY SHRI K. Pattabhi JOIS- there are people who call the Ashtanga Yoga of the "Jumping Yoga," but this practice has a much wider and deeper meaning. It is a blend of Patanjali Yoga with family traditions, studies and beliefs of Pattabhi Jois. Where did the Ashtanga arose? How much of this comes from Yoga Shri T. Krishbanacharya? And how we can be Yogis in this modern world?
(Duration 2h)

September 26, SATURDAY
7am MYSORE STYLE (the traditional way of practicing Ashtanga Yoga, where the teacher will work individually with each practitioner) (duration of 1 to 2 hs)
11am CONFERENCE ON - THE ASHTANGA AS FULL THERAPHY- stretch, open, soften, strengthen the body and the mind. We will use the techniques and adjustments shared by Pattabhi Jois to a deep understanding of the Ashtanga Yoga system. This class will be theory, but will have a part of practice to test adjustments and better understand what we do in the postures. (Duration 2h)

September 27, Sunday
7am MYSORE STYLE
11am CONFERENCE ON - FIND A COMFORTABLE AND MEDITATIVE PRACTICE - while practicing Ashtanga, we try to find a "sattvic" (pure, peace) mental state. The Ashtanga Yoga is not just physical exercise but also a deep practice of concentration, observation of body and mind and meditation. This  "sattvic" state is not only achieved and experienced by advanced practitioners, it can be felt by a beginner, since the first Yoga class. Feeling comfortable and meditative during practice will influence the level of tranquility and health in life outside of practice and help to keep the Yoga in our daily lives. (Duration 2 hours).

If you are coming from outside, enjoy this week-end to practice Ashtanga Yoga with this great teacher and benefit from one of the best months to be in Portugal. Count on our beaches, with walks by the sea, with the picturesque town of Cascais, with the stunning Guincho, with train or car trips to Lisbon, with visits to the special Sintra, among many other activities that you can live here.

Contacts and Registrations in the usual place -
www.ashtangacascais.com
ashtangacascais@gmail.com
(00351) 916034770




sábado, 9 de maio de 2015

PREGNANT ASHTANGA PRACTITIONERS#

Já não é a primeira vez que escrevo sobre as praticantes que começam o Ashtanga quando engravidam. As razões para virem bater à porta cá de casa são várias, desde recomendação dos médicos que as acompanham durante a gestação, até aos conselhos de alguma amiga ou familiar que já pratica e que por cá viu outras grávidas, e mais outras inspirações que as fazem chegar a esta sala e começarem este Yoga nesta fase especial das suas vidas. 

Algumas são puras aprendizes nesta coisa da praticar Ashtanga e também nesta coisa de se tornarem mulheres-mães. Outras já tiveram a experiência da prática de Yoga mas não de Ashtanga e são mães de outros filhos. E há ainda aquelas que são nossas praticantes e que agora serão mães pela primeira vez ou que terão os segundos, terceiros, quartos ou quintos filhos. A variedade de histórias é grande, assim como a quantidade de mulheres que entram nesta casa, estendem o tapete e fazem o seu Yoga acontecer para tentarem levar uma parte dele ou o seu todo, para o dia-a-dia.  

E de quando em quando há momentos realmente especiais dentro desta casa, acabo o ajuste a um aluno, levanto a cabeça e dou com imagens como estas, uma luz bonita a entrar pelas janelas altas do Shala, a energia da prática a trespassar os corpos dos praticantes, a expandir-se pelo chão, paredes e tecto da sala e a ultrapassar as limitações do espaço e alargar-se lá para fora, e uma mulher bonita no seu último mês de gravidez a respirar e a sincronizar respirações e movimentos, a entrar, permanecer e sair das posturas, a manter o controlo da respiração e do seu corpo, a mimar o seu filho lá dentro com os benefícios das posições. A levar-lhe nova energia, novo prana e a mostrar-lhe como o seu corpo é forte, flexível, estável para em breve o receber.
Boas práticas!

********It is not the first time  that I write about the practitioners who get to Ashtanga when they become pregnant. The reasons to come knocking on the door of our house are several from the recommendation of the doctors who accompany them during pregnancy, to the advice of some friend or family member who already practice and that around here saw other pregnant women, and other more inspirations that bring them to this room and start this Yoga in this particular phase of their lives.


Some are pure prentice in this thing of practicing Ashtanga and also this thing of becoming "mothers-women". Others have had the experience of yoga practice but not Ashtanga and  are already mothers of other children. And there are still others who are our practitioners and now will be first-time mothers or who will have the second, third, fourth or fifth children. The variety of stories are big, as is the number of women who enter in this house, stretch the mat and make their Yoga happen to try to take a part or whole, for their day-to-day life.

And every now and then there are really special moments in this house, I just finished adjusting a student, I raise my head and see images like these, a beautiful light streaming through the high windows of the Shala, the practice energy to pierce the bodies of practitioners,  expand to the floor, walls and room ceiling, overcoming the limitations of space and extend to  the outside, and a beautiful woman in her last month of pregnancy, breathing and  synchronizing breath and movements,  entering, staying, and leaving the poses, controlling the breath and her body, cuddling her child  with the benefits of the positions, bring new energy, new prana, showing how her body is strong, flexible, stable to soon receive them. 





segunda-feira, 4 de maio de 2015

HAPPY BIRTHDAY ASHTANGA CASCAIS!

O mês de Maio é sempre uma altura especial para a nossa casa de prática, porque marca mais um ano da nossa existência. É um dia que me recorda o inicio do Ashtanga Cascais, a nossa casa antiga, aquela sala e os primeiros alunos. Foram necessárias doses e doses de inspiração, de dedicação e de fé para continuar a ter a força para levar para a frente o sonho que tenho desde os meus 16 anos, construir uma casa de prática. Tive tantos momentos de dúvidas, de oscilações e agradeço a todos os que estiveram por perto e que me ajudaram a encontrar o foco, a disciplina, o trabalho, a vontade e o amor para solidificar um pouco mais as bases desta casa.

Se começar a escrever os nomes destas pessoas, este pequeno artigo passará a ser demasiado grande, mas permitam-me redigir que tenho muita sorte em ter pessoas especiais à minha volta. Incluo neste grupo de pessoas, os alunos desta casa, que todos os dias estendem o tapete e tentam encontrar o seu Ashtanga Yoga nas respirações, nos movimentos e posturas, obrigada Ashtangis cá de casa!

São dias como estes que faço uma referência especial aos meus  professores, como o reconhecido Carlos Rui e o Tarik, mas também a todos os que têm presenteado esta casa com a sua experiência e conhecimentos, destaco em particular o Peter Sanson e o Hamish Hendry. E finalizo por agradecer ao grande Shri K. Pattabhi Jois e ao meu querido professor Sharath Jois.
Parabens Ashtanga Cascais!

********The month of May is always a special time for our practice house, because it marks another year of our existence. It is a day that reminds me of the beginning of Ashtanga Cascais, our old house, that room and the first students. Potions and potions were needed of inspiration, dedication and faith to continue to have the strength to carry forward the dream I have since I was 16 years old, build a home of practice. I had so many moments of doubt, swings and i thank all those who were around and that helped me to find focus, discipline, work, will and love to solidify a bit more the foundation of this house.

If i start writing the names of these people, this short article will become too big, but let me write that I'm lucky to have special people around me. I include in this group of people, the students of this house, which every day extend the mat and try to find your Ashtanga Yoga in breathing, movements and postures, thanks Ashtangis here home!

These are days that i make a special reference to my teachers, as the recognized Carlos Rui and Tarik, but also to all who have presented this house with their experience and knowledge, I highlight in particular  Peter Sanson and Hamish Hendry. And I conclude by thanking the big  Shri K. Pattabhi Jois and Sharath Jois my great teacher.
Happy Birthday  Ashtanga Cascais!

domingo, 26 de abril de 2015

Obrigada...Pedro...

Domingo cá em casa, tem sido dia de aula às 9.30. Mas normalmente não aparecem todos os praticantes do Shala, há sempre os que vêm quase todos os Domingos do mês, há os que vão aparecendo com alguma regularidade e há aqueles que são os "visitantes", que quando entram na sala, recebem sempre um Olá, seguido de alguma expressão que na altura me surge na mente e voa-me pela boca, em tom de graça e que provoca imediata gargalhada, a eles, aos outros e a mim.

 Estes visitantes são gente que nunca aparece neste dia, há outras coisas que fazem, seja porque não têm disponibilidade por responsabilidades com as famílias, sejam por outras razões aos quais eu não tenho absolutamente nada a ver com isso, mas como professora, cabe-me puxar pela inspiração para estruturarem os dias e terem tempo para a sua prática, aqui ou em casa.

Este Domingo foi realmente especial, ainda estava a chegar perto do portão e já lá havia um grupo de praticantes. Mal me aproximei, reconheci os rostos e ri-me, ora ali estavam os alunos do Domingo, e os tais que até são regulares, e tambem  um conjunto grande de visitantes. Foi o terceiro grupo que se destacou, porque eram todos surfistas, homens e mulheres. Subi as escadas, preparei a sala e abri a porta,  foram entrando uns atrás dos outros e foram cumprimentados com um Olá, seguido de um "O QUE CHUVA FAZ!?", ou "TENHO DE AGRADECER A S. PEDRO?", ou "POIS NÃO HÁ SURF, NÃO É?", ou ainda "RAIOS PARA ESTE VENTO FORTE" em tom de ironia... todos entraram e riram-se, com rostos comprometidos e ombros encolhidos, porque são gente que se o mar estivesse bom, não estariam aqui numa manhã de Domingo, às 9.30.

A aula decorreu com uma energia muito boa, feita por todos os que aqui estiveram, lá fora chovia, havia vento, o mar estava uma miséria, sem formação, mas dentro da sala, a prática deles florescia no foco que têm construído pela própria prática. Porque durante a semana, mesmo quando há ondas, quando há inícios de manhãs e finais de tarde de bom surf, verdadeiras tentações à prática, eles vêm, muitas vezes esticam o tapete ainda a olhar pelas janelas altas do Shala para o mar lá fora, mas optam pelo seu Ashtanga.

Acredito que a decisão é feita porque sentem os seus benefícios no corpo e na mente e espero, que na alma. Obrigada S. Pedro! Foi um começo de Domingo abençoado em água, e iluminado pelas suas práticas. E perdoa-lhes qualquer coisinha, que são gente boa e merecem uns dias cheios de sol, sem vento ou vento favorável e boas ondas.

*******Sunday at our  home, has been day of class at 9:30am, but usually do not appear all practitioners of Shala. There are always those who come almost every Sunday of the month, there are those who are appearing with some regularity and there are those who are "visitors", that when they enter the room, always receive a Hello followed by some expression which at the time arises in me mind and fly me through the mouth, jokingly and that causes immediate laugh, to them, to others and to me.

 These visitors are people who never appears around here in this day, there have other things to do, can be because they have no availability because their families responsibilities, and for other reasons which I have absolutely nothing to do with it, but as a teacher, it is my job of pulling for their inspiration to structure the day and have time for their practice, here or at home.

This Sunday was really special, i was still arriving near the gate and already there was a group of practitioners, i barely approached and I recognized the faces, and of course i smiled,  there were the Sunday students, also the ones who come regularly and a  big group of visitors.  It was the third group stood out because they were all surfers, men and women. I climbed the stairs, I prepared the room and opened the door, there were entering one by one, and were greeted with a hello, followed by a WHAT DOES THE RAIN!?, or DO I HAVE TO THANK S. PEDRO?, or SO NO SURF RIGHT?, or ironically, DAMN FOR  THIS HIGH WIND ... all came in and laughed with compromised faces and shoulders hunched, because they are people that if the sea was good, would not be here in a Sunday morning at 9:30!

The class took place with good energy, maded by all the practitioners that were, outside was raining and there was wind, the sea was a misery, without good formation, but inside the room their practice flourished by the focus that they have been building by the practice itself. Because during the week, even when there are waves, when there are early mornings and late afternoon of good surf,  true temptations to the practice, they come, often stretch the mats still looking through the high windows of Shala to the sea out there, but decide for their Ashtanga.

I believe the decision is made because they feel its benefits in body and mind, and i hope, in the soul.
Thank you St. Peter! It was a Sunday that was blessed with water, and lited by their practices.
And forgive them any thing, they are good people and deserve some sunny days without wind or some favorable wind and good waves.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

OUR FRIDAYS...


As Sextas-feiras cá em casa são sempre especiais, não porque seja véspera do aguardado fim-de-semana, mas porque é dia de Aula Guiada logo pelas 6.30 da manhã.

Lá fora ainda estará escuro e cá dentro os alunos estendem os tapetes uns ao lado dos outros. Começamos com o mantra inicial e tenho sempre a sensação que ao meu lado estará o   Sharath, de olhos em mim, dá-me um nervoso típico de quem terá de guiar e impor um ritmo à prática dos outros, mas assim que início o primeiro EKAM passa a confiança consolidada por todos este anos de ensino.

Há semanas que temos a casa composta de gente que decidiu acordar cedo e começar o dia com o seu Ashtanga, noutras a turma é menos numerosa, com notória participação daqueles que levam a prática de forma tradicional, as 6x por semana. Na maioria das vezes tenho à minha frente os praticantes mais dedicados do Shala, aqueles que frequentam as aulas quer faça chuva ou sol, quer tenham ido a um jantar ou festa na noite passada, e também aqueles que se levantaram uma hora mais cedo para preparem as mochilas dos filhos, os pequenos-almoços e almoços, ou para organizar tudo o que precisam de levar para o trabalho quando saírem desta casa.

São gente que escuta as minhas indicações e sabe do que estou a falar, que ouve o nome da postura e entra na respiração certa e que saí no vinyasa correcto, que controla o ritmo respiratório quando este dispara na postura mais exigente e que sabe bem o que é o desafio de uma aula Guiada.
As Sextas-feiras cá em casa são sempre especiais, porque daqui deste lado, vejo a minha gente a tornar-se praticante.
Boas práticas!

*******Fridays at our home are always special, not because it is the eve of the desired weekend, but because it is Guided Class day at 6.30 in the morning.

There will be still dark outside and inside students extend the mats next to each other. I begin with the initial mantra and I always have the feeling that i have Sharath next to me,  with his eyes on me,  which give me a typical nervous of who must guide and set the pace to the practice of others, but once i start the first Ekam, it consolidated in trust from all this years of teaching.

Some weeks we have the house full of people who decided to get up early and start the day with their Ashtanga, in others the class is less numerous, with notable participation of those who take the practice in the traditional way, 6 times per week. Most of the time I have before me the most dedicated practitioners of Shala, those who attend classes either rain or shine, whether they went to a dinner or party last night, and also those who rose up an hour early to prepare the backpacks of children, breakfasts and lunches, or to arrange everything they need to take to work when they leave this house.

They are people who listen to my directions and know what I'm talking, who hear the name of one posture and enters with the right breathing and left the pose with the correct vinyasa, which controls the breathing rhythm when it shoots in a more demanding pose and who knows well what a challenge is a Guided class.
Fridays at our home are always special, because here,  in this side, I see my people becoming practitioners.
Happy practicing!

terça-feira, 21 de abril de 2015

ASHTANGA TRIP

 Ainda com os alunos a terminarem as três posturas finais, estendi o tapete para começar a minha prática e antes de acabar as posturas de pé, já o Shala estava vazio.

O som da minha respiração e dos meus movimentos, eram apenas interrompidos pelo barulho do comboio a passar lá atrás, ou a buzina de um carro parado no sinal, ou o roncar mais alto da Biga lá fora.

Ali estava eu e eu mesma, como a prática deve ser, mesmo quando existem outros praticantes ao nosso lado. É aqui que começa mais uma  viagem interna, por meio da prática. Podemos estar uns ao lado dos outros, a fazermos exactamente a mesma posição e as nossas viagens internas serão todas diferentes, dependendo do estado físico do nosso corpo, da nossa mente e emoções.

O que para uns será fisicamente fácil, para outros será uma verdadeira tortura, uns têm a mente sossegada e caladinha, outros escutam cem mil vozes todos advindas do mesmo lugar, dentro delas mesmas. Uns respiram com tranquilidade, mesmo que as posições sejam exigentes, e outros misturam-se com as suas emoções e voam alto ou aterram no chão sem dó ou piedade. Variedade de situações, que oscilam entre estes e outros extremos, mas que passeiam igualmente pelos seus intermédios, o que cria uma diversidade visível, notória e sentida de todas as viagens que fazemos em cima do tapete.

Aquele velho mito que praticar Ashtanga é repetir todos os dias a mesma coisa, é frase de quem nunca praticou Ashtanga, porque uma vez em cima do tapete, dia atrás de dia, conseguimos enumerar e descrever episodicamente cada uma das práticas. Umas vezes criaremos verdadeiros prémios nobel da literatura, outros verdadeiros folhetins de muito má qualidade. Teremos roteiros bonitos que seriam inteligentemente adaptados para um filme com direito a protagonistas de renome, e também curtas-metragens mais do gênero independente. Conseguiríamos recriar pelas experiências da prática, pelas viagens internas diárias, romances, comédias, dramas, oh quantos dramas! Uma variedade de argumentos que satisfariam uma diversidade de leitores, espectadores e curiosos.
Boas práticas!

*******With the students still finishing the final three positions,  i reached the mat to start my practice and before i finished the standing postures, the Shala was already empty.
The sound of my breathing and my movements were only interrupted by the train noise in the back,  or the horn of a car stopped at the signal or the louder snore of Biga out there.

There I was, me and myself, as the practice should be, even when we have other practitioners with us. It is here that starts  another internal travel through the practice. We may be a few practitioners next to each other, doing exactly the same position and our internal travels will all be different, depending on the physical state of our body, our mind and emotions.

What for some is physically easy, for others it will be a real torture, some have a quiet and silent mind, others listen hundred thousand voices all coming from the same place, within themselves. Some breathe calmly, even if the positions are demanding, and other blend with their emotions and high-flying or landing on the ground without pity or mercy. Variety of situations, ranging from these and other extremes, but also wandering in the intermediate ways,  which creates a visible, notorious,  and felt diversity of trips that we do on the mat.

That old myth that Ashtanga practice is repeating every day the same thing, is a sentence from those who never practiced Ashtanga, because once on the mat, day after day, we can enumerate and describe episodically each of the practices. Sometimes we create real literature Nobel Prizes, other true serials of very poor quality. We will have beautiful routes that would be cleverly adapted to a movie with  renowned protagonists, and also more independent genre of short films. We could recreate by the practical experience, and daily internal travels, novels, comedies, dramas, oh how many dramas! A variety of arguments that would satisfy a variety of readers, viewers and curious.
Happy practicing!

sexta-feira, 17 de abril de 2015

IS AGE, GENDER OR AN ASHTANGI THING?

Era Sábado, dia de descanso da prática e do ensino, levantei-me para ir surfar, estava sol e sabia que haviam umas ondas.

Entrei para dentro de água e haviam outros como eu, acenei a cabeça aos conhecidos, cumprimentei os mais conhecidos, e fiquei focada  em aproveitar esta coisa especial de estar no mar.


Quando saí, vinha a falar com uma pessoa que já não via há uns tempos, o tema era surf e ondas, e já com os pés na areia, ele pergunta, Verinha que idade tens? E eu pensei cá para mim, Hum!Será que ainda não sabes que isso não se pergunta a uma mulher?! Mas respondi meia a sorrir, 33. E ele mudou o tema outra vez para o surf e as ondas. E eu, enquanto pisava mais um bocado de areia, disse-lhe, Porque é que me perguntaste a idade?!Ao qual ele respondeu prontamente, Ah!porque AINDA estás muita bem! Eu pensei, AINDA?! AINDA ESTOU MUITAAA BEM?! Antes de controlar o pensamento, já estavam as palavras a saírem-me pela boca, AINDA ESTOU MUITO BEM?! Ele a sorrir e a olhar para mim, disse, Sim, deve ser desse Yoga todo! Eu sorri, com aquilo a que seria descrito por sorriso muito pouco branco,  porque ainda estava com o AINDA, entravado na garganta.
E lá voltámos a mudar de assunto, outra vez para o surf e as ondas enquanto caminhámos mais um pouco, até despedimos-nos. Eu continuei pela areia, junto ao mar, com a prancha debaixo do braço,  a reflectir no episódio, será que isto acontece a outras como eu, mulheres de 30 e tal anos? Será que isto acontece também aos homens de 30 tal anos? Ou será que isto só acontece a Ashtangis de 30 tal anos?

Sim, espero que daqui a mais 10 ou 20 anos, me digam que eu AINDA ESTOU MUITA BEM e que tudo se deve ao meu Ashtanga! Não por vaidade ou por ego, mas porque o Ashtanga e as opções que faça, me mantenham com saúde e com sanidade mental.

Boas práticas!


*******It was Saturday, resting day from the practice and from teaching, I got up to go surf, was sun and i knew there would be some waves.

I went into the water and there was others like me, i nodded my head to the acquaintances and i  saluted more acquaintances, and i focused in this special thing of being inside the ocean.



When I left, i was talking to a person who had not seen in a while, the subject was surf and waves, and i was already with with my feet in the sand, when he asked, Verinha how old are you? And I thought to myself, Hum! Don t you know that this, you don't ask to a woman ?!  But I said half smiling, 33. And he changed the subject again to surf and waves. And I, as i stepped over another bit of sand, said to him, Why you asked me the age?! To which he replied promptly, Oh because you are STILL very well! I thought, STILL ?! I'M STILLLLL VERY WELL?! And before i  control my thought, the words were already coming out of my mouth, I 'M STILL VERY WELL ?! He smiled, looked at me and said, Yes, it must be from all that Yoga! I smiled, with what would be described by a very less white smile, because there was the STILL, hampered in my throat. And again we changed the subject, again for surfing and waves as we walked a little more, until we said goodbye. I kept walking on the sand, by the sea, with the surfboard under my arm, and reflecting on the episode, does this happen to other like me, women of 30 or so years? Does this also happens to men of 30 years? Or is this just happens to Ashtangis of 30 something years?

Yes, I hope that after another 10 or 20 years, someone tell me I'M STILL VERY WELL and that everything is due to my Ashtanga! Not for vanity or ego, but because the Ashtanga and options i did, kept me with health and mental sanity.
Happy practicing!


quarta-feira, 15 de abril de 2015

IT CAN BECOME LOVE.

Haviam uns quantos emails para serem lidos, mas reparei naquele nome e "cliquei" para saber noticias dela. Li as suas palavras e acabei por ficar com o email aberto no monitor.

As razões que trazem as pessoas para o Yoga, particularmente para o Ashtanga são várias e os motivos que levam os praticantes a pararem de praticar são igualmente vastas. Parece que andam de mão dada umas com as outras, como um casal de gente apaixonada, que procura na mão do outro a continuação da sua. Começam entusiasmados, optimistas, esperançosos nos milagres que acreditam que este Yoga trará para as suas vidas, vêm praticar com devoção, com garra, dedicam-se a abrir um corpo fechado por anos de estarem sentados em cadeiras e sofás, por horas ao computador ou a ver televisão,  por muitas actividades que não implicaram usarem os músculos, muito menos as articulações, e todas outras inúmeras e dispersas razões que fazem a maioria chegar ao Yoga e olhar para os desenhos das posturas e desatarem a rir, porque a sua voz interna grita alto e bom som, ESTÁS MALUCO? ACHAS QUE ALGUMA VEZ, VAIS FAZER ISTO?! E depois ultrapassam a fase inicial do namoro, onde tudo é novo, onde tudo é especial, onde mesmo as coisas que não acham graça acabam por ter alguma graça. Só quando entram numa nova etapa, de maior maturidade da sua relação com o Ashtanga, desculpem, da sua relação consigo próprio, começam a encontrar dúvidas, ou medos, ou questões. O reinado da paixão começa a tremer e ou conseguimos alimentar os devaneios do estado anterior, ou entramos na tal coisa do chamado Amor, ou acabamos por largar o tapete na escola, sairmos porta fora e mudarmos o Yoga, o Ashtanga, para qualquer outra coisa, seja corrida, caminhada, ginásio e treino cardio, algo  que seja bem longe do tapete. Só que na maior parte das vezes, quando os praticantes param a prática, é exactamente quando deviam não interromper. Porque esse é o ponto em que a tal prática iria começar a fazer parar, olhar lá para dentro, colocar luz em situações que tão mestres, somos em esconder de nós mesmos. São nas fases menos boas, aquelas onde andamos estressados, onde sentimos agitação, onde tudo nos irrita, que o Ashtanga chega como ferramenta de auto-descoberta e também meio para a mudança.  Se andam nervosos, se andam aborrecidos com a vossa vida, venham às aulas, libertem-se dessas emoções pelas respirações, pelos movimentos e pelas posturas e quando terminarem mais uma prática e estiverem a enrolar o tapete para o levar para casa, com certeza que sentem que valeu a pena  terem praticado. Há paixões que são assim, que não vale a pena as deixarmos, porque com tempo podem tornar-se amores para a vida.
Boas práticas!

*******There were a few emails to be read, but I noticed in that name and i clicked to get news of her. I Read her words and I ended up staying with the open email on the monitor.

The reasons that bring people to yoga, particularly for Ashtanga are varied and the reasons why practitioners stop practicing are also vast. It seems that they go hand in hand with each other, as a passionate couple who seeks the hand of the other its continued. They get excited, optimistic, hopeful in miracles who believe this Yoga will bring to their lives, they come to practice with devotion, with joy,  dedicated to open a closed body for years of being sit on chairs and couches, for hours being at the computer or watching TV, for many activities that did not involve using the muscles, much less the joints, and all other numerous and dispersed reasons why most people get to Yoga and look at the pictures of the postures and unleash laughing because their inner voice screams loud and clear, ARE YOU CRAZY? You think, YOU WILL EVER DO THIS ?! And then they pass the early stages of dating, where everything is new, where everything is special, where even the things that find no grace end up having some grace. Only when they enter a new phase of greater maturity of their relationship with the Ashtanga, sorry, their relationship with themselves, they begin to find doubts, or fears, or concerns. The reign of passion begins to tremble, or they could feed the daydreams of the previous state, or they entered in this thing called Love, or they just drop the mat at school, get out the door and change the Yoga, the Ashtanga, for anything else either running, walking, gym and cardio training, something that is well away from the mat. But in most cases, when practitioners stop the practice, is exactly when they should not interrupt. That is the point where their practice was about to make them stop, look inside, put light in situations that as masters we so well hide from ourselves. It is in the difficult times, those where we feel stressed, where we feel agitation, where everything annoys us, that the Ashtanga comes as a self-discovery tool and also a way for a change. If you are feeling nervous, if you bored with your life, come to school, release these emotions by breathing, by the movements and postures, and when you finish one more practice and you are rolling the mat to take it home, for sure you will feel it was worth having practiced. There are passions that are worth to keep, because with time they can become love for life.
Happy practicing!

quarta-feira, 1 de abril de 2015

My Kind of Women

 Depois destes semanas em viagem, tive o privilégio de me cruzar com algumas pessoas que não via há uns tempos, e conhecer outras pela primeira vez. Devo confessar-vos que pelo caminho cruzei-me com pessoas que são do meu género, não, não falo de Género, mas falo de gente que comunica a minha linguagem e não, não porque utilizam o português, mas um tipo de gente que sente, que olha para dentro e que tenta superar-se nas suas limitações físicas, mentais, emocionais e espirituais. Sim, falo de gente que naturalmente reconhecemos como o nosso tipo de gente. Não quero parecer sexista, longe de mim, nem dar papel de destaque a mulheres em detrimento de homens, mas a verdade é que estes dias foram marcados por elas.

Logo no começo desta viagem, fui recebida por uma mulher que me lembra eu mesma, temos o mesmo tipo de vida, acordar bem cedo, preparar tudo, sair de casa, abrir a escola, estar horas dedicada ao ensino, receber praticantes, estimular práticas, para depois estender o tapete, recolher ao momento de ali estar e com devoção pelo que acreditamos, esticar o corpo com a ajuda da respiração para conectar com um acalmar de mente e tentar superar um pouco mais o mundo dos opostos.
O dia continua com organização da escola, gestão do necessário para que uma comunidade de praticantes possa usufruir de um espaço onde pratiquem Ashtanga Yoga segundo a tradição de Mysore e da família Jois. Acaba o dia a ensinar novamente as aulas da tarde, a receber alunos e a trabalhar com cada um. Volta a casa, come algo, passa tempo com a família, e dali a umas horas tudo se repete, num quotidiano de significado, de entrega, de processo de crescimento como mulher, como praticante, como professora. Revi-me imensas vezes nela e com ela aprendi ou reaprendi, a soltar, a entregar, a expirar. Por ela recebi inspiração para a minha Prática e para uma melhor e maior consciência de onde quero estar agora, neste momento. Obrigada Kaka.

A segunda que destaco é uma mãe, uma mulher que acompanhei nalgumas caminhadas ao lado da Lagoa, com quem conversei temas do dia-a-dia, com quem partilhei sorrisos, gargalhadas e passos rápidos.  Que me recebeu na sua casa, que me ofereceu comida caseira, que me lembrou a minha própria mãe, e com quem vi alguns dias a novela das 18h enquanto alongava em cima do tapete, os músculos queixosos por tanta surfada e caminhada. Obrigada Angela.


A terceira foi uma mulher que já tinha ouvido falar, que traz consigo uma energia de Deusa feminina,  que esboça no seu trabalho de design uma criatividade que inspira, que  dá vontade de olharmos mais para o nosso corpo, de cuidarmos deste veículo da alma, de usarmos cor, de vestirmos calças justas, de colocarmos um bikini mais ousado e mais pequenino, de festejarmos esta coisa maravilhosa de sermos mulheres. Obrigada pela tarde, Lou.


*******After these weeks on the road, I had the privilege of crossing with some people that i had not seen for a while, and i meet other for the first time. I must confess to you that I came across with people who are my gender, no, i not speaking  of Gender, but I speak of people who communicating in my language and no, i m not speaking because they use the portuguese, but because they are a kind of people who feel, look into themselves and try to overcome their physical, mental, emotional and spiritual limitations, yes, I speak of these people who we recognize as our kind of people. I do not mean to sound sexist, at all, nor give a prominent role to women rather than men, but these days were marked by them.

At the very beginning of this trip, I was greeted by a woman who reminds me of myself, we have the same kind of life, wake up early, prepare everything, leave the house, opening the school, be hours devoted to teaching, receive practitioners, stimulate practices, then stretch the mat, collect the time of being there and with devotion for what we believe, stretch the body with the help of breathing to connect with a calm mind and try to overcome a little more the world of opposites. The day continues with school organization, management is required to allow a community of practitioners to enjoy a space to practice Ashtanga Yoga in the tradition of Mysore and Jois family. She Finish the day by teaching again The afternoon classes and working with each student. Back home, she eat something, spend time with family, and from there a few hours everything is repeated,  creating a meaning to everyday life, of surrender, for a process of growing as a woman, as a practitioner, as a teacher. It reminded me many times about myself and i learned or relearned with her, to let go, to release, to exhale. I received inspiration through her for my practice and for a better and more aware of where I want to be here, in this moment. Thank You Kaka.

The second was a mother, a woman who i accompanied in some walks right aside of the pond, with who i spoke about issues of the day-to-day,  who i shared smiles, laughter and quick steps. Who received me in her house, offered me homemade food, she reminded me of my own mother, and who with i saw a few days the 6pm soap opera, while stretching on the mat, the complainants muscles by so much surf and walk. Thank you Angela.

The third was a woman who I had already heard about, that brings a feminine Goddess energy with her, she brings in her  design work a creativity that inspires, that makes you want to take care more of our body, take care of this vehicle of the soul, to use more color, to use  tights clothes, to put a much smaller and bolder bikini, to celebrate this wonderful thing of being a woman. Thank you for the afternoon, Lou.






terça-feira, 24 de março de 2015

LET IT GO!

Ás vezes é preciso entrar num avião atravessar oceanos e aterrar noutro continente para entender o que até já tinha sido sentido, mas por razões obvias para mim, ocultas para vocês, decidi não prestar atenção e manter.  Até vir esticar o tapete numa nova sala, dentro de uma outra comunidade Ashtangi, sob os olhos de uma outra professora, conhecedora da minha história de vida e de prática, para encaixar à primeira, algo que acontecia na prática como sinónimo do que estava acontecer no meu quotidiano.

 Pois bem, ali estava eu no meu segundo dia de prática, contente porque no dia anterior voei no tapete, talvez fosse do Jet Lag, de ter dormido pouco, ou simplesmente porque o coração estava cheio pela alegria de estar aqui, de ter estas tão desejadas férias do trabalho, da felicidade de estar a praticar nas aulas de uma amiga, de receber ajustes e dicas, tudo isto deve ter ajudado a sentir-me a voar sobre o  tapete entre cada postura e respiração da 1a série. E estava agora a fazer 2a série, no respira respira, entra na postura, segura o bandha, mantém o drishti, saí no vinyasa correcto, tudo indo, fluindo, mente focada e o coração cheio por estar aqui sob a observação desta professora, amiga, companheira de Mysore. Até que cheguei às minhas posturas desafio, enquanto estava a entrar na primeira, senti a presença da professora ali perto, quando me ajustou, pareceu que disse, Respira Amiga!, naquele seu português com sotaque dançante. E eu lá em baixo pensei, Estou a respirar minha amiga, no meu português que não tem ritmo nem ginga.O seu ajuste é forte ou não fosse ela aluna de Sharath, manteve-me ali mais tempo, o que me obrigou a escutar realmente o que me tinha dito antes, não disse Respira, disse EXPIRA! Voltou a repetir, e eu pensei, outra vez no meu português sem samba, Estou a expirarrrr! Quando saí da posição, ela estava ali ao lado e falou baixinho, Amiga tem de expirar, tem de LET IT GO, afirmou mesmo em inglês mas manteve o sotaque dançante. Você está a inspirar direitinho, mas estou vendo que você expira curto, está aí a reter o quê? Tem de LET IT GO! E foi embora e eu continuei a praticar, com uma nova moeda no bolso, se é que me permitem a expressão, há meses que me vejo assim, inspirações profundas e expirações mais curtas e rápidas, como quem guarda alguma coisa cá dentro. Fiz o resto da prática a tentar sentir a respiração de mais perto, tentar dar espaço para a expiração. No fim descansei com a frase dela na mente, você tem de LET IT GO! EXPIRA! Voltei do descanso com a frase em mim, como se fosse agora um mantra, onde a minha mente assentou e ficou. O resto do dia passou, conheci mais uma praia, surfei duas vezes umas ondas engraçadas, caminhei pela Lagoa, todo um dia de como quem está de férias e quer aproveitar cada instante com tempo, com serenidade, e em todos estes momentos a mente voltava sempre ao tal do LET IT GO!

 No final do dia, pareceu que tinha saído um peso de cima de mim ou de dentro de mim, e no dia a seguir, o terceiro da semana, estiquei o tapete, com a mente focada nas fases da respiração, com a devoção em praticar o que sempre me ensinaram mas que por razões que para mim são obvias e para vocês desconhecidas, perdi por querer guardar o que não queria largar.  E lá vieram as minhas posturas desafiantes e lá veio o padrão de querer expirar mais rápido e a oportunidade de  fazer diferente, de LET IT GO, num inglês falado, mas dito com paixão brasileira e sentido por esta mulher portuguesa.


Obrigada Kaká.
Obrigada Ashtanga Yoga Floripa.

*******Sometimes you need to get on a plane to cross oceans and land on another continent to understand what I had already been felt, but for obvious reasons to me, hidden for you, i decided not to pay attention and hold it until i extend my mat in a new room within another Ashtangi community, under the eyes of another teacher, that knows my practice and life story, to understand right there,
 something that happened in my practice as synonymous with what was happening in my everyday life.

 Well, there I was on my second day of practice, happy because the day before I flew on the mat, maybe it was the jet lag, having slept little, or simply because the heart was filled with joy to be here, to have these desired vacation from work, the living happiness to practice in the classes of a friend, receiving her adjustments and tips, for sure all this helped to feel flying on the mat between  each first series postures and breathing. I was now doing second series, breathe breathe, entering in the postures, holding the bandhas, keeping the drishtis, leaving the poses with the correct vinyasa, everything going, flowing, mind focused and heart full to be under the observation of this teacher, friend, Mysore companion. Until i got to my challenge poses, right when i enter on the first, i felt the presence of the teacher nearby, when she adjusted me, it seemed that said, Breathe my friend!, wiht that dancing portuguese accent. And i thought down there, I´m breathing my friend, in my no rhythm or melody portuguese accent. Her adjustment is strong, as she is Sharath student, she kept me in the pose longer, which forced me to really listen what she had told me before, it wasnt Breathe, she said EXHALE!She repeated again, and i thought, again in my portuguese without signs of samba, I´m Exhaling! When i left the pose, she was next to me and spoke softly, My Friend you have to exhale, you must LET IT GO! she even said this in English but still kept that dancing accent. She told me, you are inhaling all right, but i see your exhalation short, what are you retaining there? You must LET IT GO! And she went away, and i continued to practice with a new coin in my pocket, if you allow me this expression, for months i kept deep inhalations and quick exhalation, as if to mantain something inside me. I did the rest of the practice trying to closely feel the breath, making space for the exhalation. I rest with her phrase in my mind, You have to LET IT GO! Exhale!I made the rest with this sentence in me, as if it was a mantra now, where my mind seat and stayed.

The rest of the day passed, I met another beach, surfed twice some funny waves, walked by the pond, a full day like those people on holidays, that want to enjoy every moment with time, calmly, and in all these moments the mind always returned to that such LET IT GO!


 Later in the day, it seemed that i had lost weight of me or inside me, and on following day, the third of that week, i stretched the mat, with my mind focused on the breathing stages, with devotion in practicing what i always learned but for the reasons that are obvious to me, and unknown to you, i lost for wanting to keep what i did not want to leave. And then came my challenging postures, and there it came the pattern of exhaling faster and also it came the opportunity to do different, LET IT GO, spoken in english, but said by a brazilian passion way and felt by this portuguese woman.



Thank you Kaka.
Thank you Ashtanga Yoga Floripa.