sexta-feira, 28 de agosto de 2015

#NEW SEASON#NEW SCHEDULE

Este horário entra em vigor dia 13 de Setembro, 2015.
Se é aluno iniciante, escreva-nos um email para indicarmos a melhor hora para chegar às aulas.
Se é aluno mais experiente, e caso já tenha uma prática longa, tem de chegar antes do final dos períodos de entrada, significa que deve chegar o mais cedo possível, para que tenha tempo para fazer toda a sua prática.

As portas cá de casa abrem apenas a partir da hora estabelecida para entrada, por exemplo, de 2ª a 5ª, de manhã, as portas abrem às 6.45.

********This schedule starts on September 13, 2015.
If you are a beginner student, write us an email and we indicate the best time to arrive in class.
If you are more experienced student, and if you already have a long practice, you have to arrive before the end of the entry period, means that you should arrive as early as possible, so you have time to do all your practice.

The house  doors open only from the time set for students entrance, for example, from Monday to Thursday, in the morning, the doors open at 6:45am.




quarta-feira, 22 de julho de 2015

TAKE TIME TO DO WHAT MAKES YOU HAPPY!


 Há 5 meses que o meu marido mudou de vida, fui reparando que passou a acordar cedo, bem cedo, despachava-se e vinha dar-me um beijinho quando estava prestes a sair de casa, eu ainda estava naquele estado de mais para lá do que acordada, sentia-lhe o beijo e escutava ao longe as suas palavras, "Vou para o Yoga.". Quando ele saía, eu abria os olhos para espreitar o relógio, eram 6.10 da manhã! Aquilo começou por três vezes à semana, até que passou a ser a rotina de 5 dias da semana, fui denotando as mudanças no seu corpo, emagreceu, não que precisasse, mas mês a mês os abdominais ganharam a forma de outros tempos, e acima de tudo ria-se constantemente, brincava comigo, ligava-me a meio da manhã para contar alguma piada, trabalhava com muito mais animo, ao jantava contava com entusiasmo sobre os projectos que estava a desenvolver para Angola. E mesmo quando ia a Luanda controlar as duas novas obras, além da mala, levava agora um tapete de Yoga!
Imaginem o meu marido, aquele homem alto, de fato vestido, com um saco com um tapete de Yoga ao ombro, esta imagem daria para o princípio de um simpático filme publicitário às águas, do Luso ou das Pedras, ou outra marca, tipo: engenheiro civil de sucesso, fato vestido, reuniões para decisões em grandes obras e bebe um golo de água, haveria um primeiro plano ao rótulo da garrafa e de seguida um outro plano com o mesmo homem, o meu marido, a fazer o tal do Ashtanga, em plena respiração e movimentos, no fim ouvíamos uma voz suave de fundo "Mude de vida, beba água do Luso, (ou Pedras, ou outra qualquer) e faça Yoga!".

 Os meses passaram e o Francisco parecia realmente estar numa fase feliz e  eu estava feliz por aquilo tudo, ele falava com entusiasmo do tal do Shala, da prática de Ashtanga, da professora, de ter recebido posturas novas, das aulas Guiadas das 6as feiras, dos colegas de prática. O Ashtanga passou a fazer parte do seu dia-a-dia, mesmo em viagens fazia a tal das sequências. E eu presenciei algumas vezes à sua prática, como quando fomos em viagem os dois pelo nosso 5º ano de casamento e ele trouxe o tapete com ele. Paris, romance, caminhadas a dois e Ashtanga Yoga pela manhã, no quarto de hotel. Lembro-me de abri os olhos e de o ver em cima do tapete, acordei logo, porque quis assistir ao vivo, achei lindo o meu marido a fazer posturas, a respirar, com ar de concentrado. E quando ele acabou, disse-lhe, "Quando voltarmos quero ir contigo experimentar uma aula". Ele respondeu, ainda a suar e a sorrir, "Joana estava a ver que nunca mais pedias! Vais adorar logo na primeira aula!"
E claro que agora somos dois cá em casa, a acordar cedo e a irmos para o nosso Ashtanga, também já tenho um saco e tapete de Yoga e definitivamente quando penso nisto tudo, nestes últimos 5 meses, lembro-me outra vez do filme publicitário às águas, acho que eu e o Francisco seríamos uns protagonistas à altura, de qualquer comercial de águas, com gás ou sem. Seria tipo: ali vão eles, tão queridos, bebem a água tal e fazem Ashtanga Yoga, sorriem e são felizes para todo o sempre. Era tão bom a parte do felizes para sempre! Mas como os contos de fadas não existem, por agora bebemos água, de várias marcas e com gás também,  fazemos Ashtanga e sorrimos na maioria dos dias!
Se é culpa da água ou do Ashtanga? Isso não sei!

******** it has passed 5 months ago that my husband changed his life, I was noticing that he started to wake up early, very early, once he finish his preparations, he would give me a kiss as he was about to leave home, I was still in that state more sleeping than awake, felt his kiss and listened from far his words, "I go to Yoga.". When he left, I opened my eyes to peek at the clock, it was 6:10 in the morning!
It started three times a week, until it became his routine of five days of the week, I denoted the changes in his body, lost weight, not that much needed, but month-to-month he won abdominal form of other times, and above all, he  laughed constantly,  teased me, called me mid-morning to tell a joke, worked much happier, at  dinner he would spoke with enthusiasm on projects that he was developing for Angola. And even when he went to Luanda, to control both new works, he brought  in addition to the suitcase, a yoga mat! Imagine my husband, that tall man dressed in suit, with a suitcase and with a yoga mat on the shoulder, this would give the principle of friendly advertising film to water, LUSO or PEDRAS, or other brand, type: civil engineer success, dress in a suit, meetings to decisions on major works and drink a sip of water, there would be a big plan to the label of the bottle and then another plan with the same man, my husband, practicing Ashtanga in full breath and movements, at the end we would heard a soft voice fund "Change your life, drink water of Luso (or Pedras, or whatever) and do yoga!".

 Months passed and Francisco seemed to be in a happy time and I was glad for it, he spoke with such enthusiasm of the Shala, the practice of Ashtanga, the teacher, having received new positions, the Guided classes of Friday morning,  the practice peers. The Ashtanga became part of his day-to-day, even on trips, he made the postures sequences. And I witnessed a few times his practice, like when we both travelled for our 5th year of marriage and he brought the mat with him. Paris, romance, walking side by side and Ashtanga Yoga in the morning, in the hotel room. I remember I opened my eyes and see him on the mat, I woke up just because i wanted to watch in live, my husband, i thought he was beautiful, doing postures, breathing, looking so focused. When he finished, I told him, "When we get back I want to go with you try a class." He said, still sweating and smiling, "Joan i was already thinking that you weren´t going to ask! You'll love it, right on your first class!"
Of course, now we are two at our home, to get up early and go to our Ashtanga, i also already have a bag and yoga mat, and definitely when I think about it all these last five months, I remember again the advertising film of the waters, and I think that me and Francisco we would be great protagonists of any water commercial, with or without gas. Would be like, there they go, so sweet, drinking water and practicing Ashtanga Yoga, smiling and will be happy ever after. It was so good the part of the happily ever after! But as the fairy tales do not exist, for now we drink water, various brands and also with gas, we do Ashtanga,  and we smile most days! If is from the water or the Ashtanga? I do not know! 

domingo, 19 de julho de 2015

PETRI RAINSANEN INTENSIVE WORKSHOP FROM 25 TO 27TH SEPTEMBER, PORTUGAL

Façam as vossas inscrições para o INTENSIVO COM O PETRI RAISANEN, de 25 a 27 de SETEMBRO.

Contem com um Intensivo especial de três dias de prática e estudo com este professor, que estará pela primeira vez em Portugal a leccionar um programa de aulas pensado e estruturado para que todos os participantes possam beneficiar de uma prática de Ashtanga forte, transformadora, verdadeira e interna.

INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES EM - 
ashtangacascais@gmail.com

******** MAKE your registration for the Intensive WITH PETRI Räisänen, 25-27 SEPTEMBER.

Count on a special intensive of three days of practice and study with this teacher, who will be the first time in Portugal to teach a program of classes designed and structured so that all participants can benefit from a strong, transformative and internal Ashtanga practice.

INFORMATIONS AND REGISTRATIONS - ashtangacascais@gmail.com

sexta-feira, 10 de julho de 2015

#PANIC ATTACKS #ANXIETY #ASHTANGA YOGA



"Não era a primeira amiga que me falava assim, parecia que aquela coisa de andar a ter os ataques de pânico e ansiedade tinha ficado marcada no meu corpo, ou na minha cara, ou se calhar eram as bombas de comprimidos que andava a tomar que me deixavam com o aspecto de KO. Ela falou e falou sem parar, que eu tinha de desacelerar, que eu devia fazer Yoga, que eu devia ter cuidado com a alimentação, que era impensável continuar a fumar daquela maneira, que tinha de comer, que tinha sei lá mais o quê. E depois de a ouvir por meia hora, ou ponto de fumar 6 cigarros seguidos, lá guardei no tlm o número da professora dela. Quando achava que já tinha parado com o mesmo discurso que andava a ouvir naqueles últimos 3 meses de todas as minhas amigas, continuou por mais meia hora a falar de como se sentia com o tal do Ashtanga, que fazia bem a isto e aquilo, que eu olhasse para era, que tinha perdido a celulite, que olhasse para os músculos dela, "Vês? Toca!" eu boneco mecânico, passei o cigarro para a outra mão e apalpei-lhe a coxa como a comprovar, enfim só a Carlota para me fazer apalpar-lhe a perna! Mas devia ser do comprimido da manhã, que me deixava o cérebro em estado Zen, qual Yoga qual quê, e lá apalpei o tal do músculo que ela tão orgulhosa falava. E lá continuou, disse que estava a trabalhar muito melhor, que a prática do Ashtanga a estava a ajudar a ganhar foco, enfim, não me lembro quando parou de falar, mas sei que aquilo demorou. Na Segunda-feira seguinte,  depois de ter ficado Domingo ao final do dia, umas boas horas, dentro do carro, sem conseguir sair, porque do nada, fiquei num estado de nervos, ao ponto de achar que o coração me ia saltar pela boca. Fiquei para lá, a tremelicar por todo o lado, enquanto via flashes mentais da minha vida, que naquele momento parecia ter perdido se não todo, pelo menos algum sentido. E se os comprimidos não estavam a fazer muito, a não ser darem-me uma "mocas" de sono, de me fazerem estar lenta, e com a iminência da licença de baixa estar quase a terminar, acendi mais um cigarro e liguei, atendeu do outro lado uma voz feminina, a tal professora. Foi directa, explicou horários, como seria a aula e disse para eu ir experimentar nessa tarde. Quando desliguei o tlm, e esmaguei a beata no cinzeiro, ainda pensei, que não iria, mas às 18.15 estava à porta da escola, envergonhada, não sabia porquê a razão do embaraço, talvez por aquelas outras pessoas, todas com os tapetes de Yoga debaixo do braço, a falarem uns com os outros, agora é que a Carlota podia aparecer, distrair-me com as suas conversas, lá entrei dentro da casa, a professora recebeu-me com um sorriso e com indicações, outra vez directas, de onde deixar as minhas coisas, de onde colocar o tapete. 

Estava a observar-me, enquanto caminhava na minha direcção para perguntar, "Maria, há alguma coisa que preciso de saber? Se tens alguma lesão, como estão as tuas costas, joelhos?" eu olhei para ela e lembro-me que me apeteceu responder, "não, com isso parece que ainda está tudo bem, a minha cabeça é que está um caco!" Mas acenei um aparente não, do género, "está tudo bem!" Ela começou a aula, falou da respiração, pediu-me para sentir o ar a entrar e sair, respirar pelo nariz,  passado uns instantes de tanto respirar, como se não respirasse há séculos, senti-me como se estivesse a inspirar e a expirar pela primeira vez. Depois pediu-me para levantar-me e começou a mostrar-me movimentos e posições, obrigou-me a repetir sei lá quantas vezes aquelas sequências, toda eu transpirava, caíam-me gotas de suor da testa, escorria água pelas pernas e braços, lembrei-me dos músculos da Carlota e deu-me vontade de rir, como há muito tempo não tinha vontade de rir. Lá continuei naquele jogo de tentar respirar pelo nariz, malditos cigarros! E fazer aquelas posições. 


Haviam outras pessoas na sala, pareciam mais avançadas, de vez em quando perdia-me a olhar para elas, dobravam-se todas! Mas a professora logo pedia para eu me concentrar no que estava a fazer, toda eu tremia, de entusiasmo mas também por tudo o que estavam a ser aqueles últimos 3 meses, desde que aquele dia em que decidi mandar um livro contra a cabeça da minha chefe! 
Foi uma terça-feira, depois de ter estado todo o fim-de-semana a trabalhar, porque ela assim o tinha exigido, porque precisávamos de conseguir mais aquele projecto e na Segunda-feira de ter questionado tudo o que fiz, na Terça depois de mais algum comentário, simplesmente pifei! A psiquiatra chamou outro nome, mas eu para as minhas amigas contei que Pifei! E vai Maria de jogar o primeiro livro que encontrou à cabeça da mulher, sorte que é amiga do meu pai, sorte que sempre produzi bons resultados para a empresa, sorte que me deram baixa. Azar de ter de lidar com isto tudo. 

Chegou a uma fase da aula, em que indicou deitar-me e descansar. Descansar, pensei eu, era bom! Mas sem comprimidos, não achei possível. Ela foi ter comigo, e com voz calma, pediu-me para seguir a minha respiração, deixar que a respiração fosse continua, estável, e não é que eu dei comigo com a sensação de acalmar, pareceu que a tremedeira de fazer aquelas posturas todas, de transpirar como nunca, deixou-me cansada, mas um cansaço bom. 
No fim da aula, a professora veio falar comigo e eu perguntei-lhe se aquele Yoga ia ajudar a quem tinha problemas com ataques de pânico e ansiedade, ela sorriu, como se já soubesse o que se passava comigo. Disse-me, que apenas me tinha ensinado um pouco do início das sequências, que se eu decidisse continuar a praticar, que faria um trabalho progressivo comigo, que ganharia instrumentos para usar no meu dia-a-dia e melhor lidar com este turbilhão de sensações, emoções. Que a própria tomada de consciência da respiração e todos os efeitos das posturas que ajudariam a sentir-me melhor. E foi assim que comecei a praticar 4x por semana Ashtanga Yoga, foi também pela ajuda da prática que deixei, passado uns meses os comprimidos, que retomei o meu trabalho, que não foi fácil porque ainda hoje acho que tenho a alcunha de Louca da empresa, mas ali estou a produzir resultados, claro que mudaram-me de departamento, com certeza que a minha ex-chefe exigiu nunca mais ter de lidar comigo. Aprendi a relativizar algumas coisas, a melhor organizar os meus dias, a ter algum tempo apenas para mim mesma, fazer alguma coisa que gosto, tirar partido desses momentos para estar bem comigo. Seja no meu tapete, seja enquanto caminho descalça pelo Guincho, ou quando vou ao cinema com o meu enteado. Não trago problemas de trabalho para casa, tenho um dia-a-dia com o Miguel muito mais harmonioso. Quando conheci o Miguel e contei daqueles meses que levaram àquela Terça-feira, do excesso de trabalho, dos fins-de-semana sem descanso, dos comentários maldosos daquela mulher que chefiava toda uma equipa de gente que viva amargurada só com a ideia de termos de ir trabalhar, quando falei do livro a voar contra a cabeça dela, dos meses de cigarros, de caos, de medo, de ansiedade e das pernas tonificadas da Carlota, do tal do Ashtanga, que depois passou a fazer parte do meu quotidiano, ele riu-se muito, como se fosse uma história de filme, eu hoje riu-me também, mas a verdade é que foi a minha vida. Quanto aos ataques de pânico, à ansiedade, não tenho crises há uns bons tempos. E sem dúvida que a última vez que eles decidiram aparecer, lembrei-me do que faço no final da minha prática de Ashtanga, respirar e induzir-me a um relaxamento. Fico quieta, respiro, liberto o corpo e aquela ansiedade passa. Não sei quanto tempo mais terei esta manifestação física, mas sob conselho da minha médica, o Ashtanga tem ajudado. 
Obrigada Vera.
Obrigada Carlota." 

********" It was not the first friend who told me so, it seemed that the thing to have panic attacks and anxiety had been marked on my body or in my face, or perhaps were the pills that I was taking that left  me with the aspect of KO. She talked and talked endlessly, that I had to slow down, that I should do yoga, I should be careful about the food, it was unthinkable continue to smoke like that, I had to eat. And after listening for half an hour, and smoking 6 cigarettes a row, i kept in my cellphone the her teacher's number. When i thought she had stopped with the same speech that i was listening to those last three months of all my friends, she continued for another half hour talking about how she felt with the Ashtanga, which did well to this and that, that I looked at her, she had lost cellulite, that i should looked at her muscles, "See? Touch it!" I mechanical doll, passed the cigarette to the other hand and felt her thigh as proof, only Carlota to make me feel her leg! But it should be the morning tablet, which left my brain in Zen state, which Yoga which what, and there i was fumbled the muscle so she spoke so proudly. She continued, said she was working much better, that the practice of Ashtanga was helping her gain focus, i can not remember when she stopped talking, but I know it took some time. The next Monday, after being Sunday at the end of the day, a good hour in the car, unable to leave because of the blue, I was in a state of nerves to the point of thinking that my heart would jump me from the mouth. I was there, the shaking everywhere, watching mental flashes of my life, which at the time seemed to have lost if not all, at least some sense. And if the tablets were not doing much, beside to give me sleep, making me be slow, and the imminence of doctor permit was almost finished, I lit another cigarette and called, it attended across a female voice, the teacher. She was direct, explained the schedules, how would  be the class and told me to go try that afternoon. When I hung up the phone's and blessed crushed in the ashtray, i  even thought that i would not go,  but at 6.15pm, i  was at the school gate, embarrassed, did not know why the reason of embarrassment, perhaps because those other people, all with Yoga mats under their arm, talking to each other, now would be the time to Carlota appear, distracting me with her conversations, i went into the house, the teacher greeted me with a smile and with indications, again direct, she told me where to leave my stuff, where to put the Yoga mat.


She was watching me as she walked towards me to ask, "Mary, is there anything I need to know? If you have an injury, how are your back, knees?" I looked at her and I remember that i wanted to answer, "no, it seems that is still okay, my head is that it is a wreck!" But I waved an apparent no, like, "it's all right!" She started the class, spoke of breath, asked me to feel the air moving in and out, breathe through my nose, after some moments i felt i was breathing like if i not breathed for centuries, I felt as if i inspire and expire for the first time. Then she asked me to get up and started showing me moves and positions, forced me to repeat whatever how many times those sequences, all I was sweating, forehead drops, water dripped down my legs and arms, I was reminded of the Carlota muscles and made me want to laugh, how long ago did not feel like laughing. There i  continued that game of trying to breathe through the nose, bloody cigarettes! And doing those positions.

There were others in the room, seemed more advanced, and i lost myself looking at them, they all bended so much! But the teacher then asked to focus on what I was doing, all I was trembling with excitement but also for all who were to be those last 3 months since that day I decided to throw a book against the head of my boss! It was a Tuesday, after having been all weekend working, because it was she so required, because we needed to gain one more project and Monday have questioned everything I did, on Tuesday after one more comment, i just snap! The psychiatrist called another name, but I for my friends told that snap! And there was Mary throwing the first book she found agains the woman's head, lucky she was a friend of my father, lucky that i always produce good results for the company, lucky i got doctor permit. Unlucky to have to deal with all that.

At one point of the class, she indicated me to lie down and rest. Rest, I thought,  it would be good! But without tablets, I did not think possible. She came close to me, and with a calm voice, asked me to follow my breath, letting the breath stable, and it turns out I found myself with a sense of calm, it seemed that the shaking of making all those postures, perspiring as ever, left me tired, but a good tired. At the end of the lesson, the teacher came to me and I asked her if that Yoga would help those who had problems with panic and anxiety attacks, she smiled, as if she already knew what was going on with me. She told me that just had taught me a bit of the beginning of the sequences, that if I decided to continue to practice, that would make a progressive work with me, i would gain tools to use in my day-to-day and better deal with this whirlwind of sensations, emotions. That the actual breath awareness and all the effects of postures that help me to feel better. And this is how I started practicing Ashtanga Yoga 4 days a week, was also the help of practice that i left, past few months, the pills, that i returned to my work, which was not easy because even today I think I have the nickname, of  Mad of the company,  but I am there producing results, of course they changed me department, sure that my former boss demanded never have to deal with me. I learned to relativize some things, to better organize my days, to have time for just myself, do something I like, take advantage of these times to be fine with me. Be on my yoga mat, either while walking barefoot at Guincho, or when I go to the movies with my stepson. I do not bring work problems home, I have a day-to-day with Miguel much more smoothly. When I met Miguel and i told about those months  that leading up to that Tuesday, the overwork, the weekends without rest, the nasty comments that woman who led a whole team of people that live only embittered with the idea of ​​having going to work, when I spoke of the throwing book against her head, the months of cigarettes, chaos, fear, anxiety and the toned Carlota legs, of the  Ashtanga, which then became part of my daily life, he laughed a lot, like a film story, today i also i laugh, but the truth is that it was my life. As for panic attacks, anxiety, I have no crisis quite for some good time. And no doubt that the last time they decided to show up, I remembered what I do at the end of my practice of Ashtanga, breathing and induce me to relaxation. I sit still, breathe, free the body and that anxiety goes away. I do not know how much longer I will have this physical manifestation, but on the advice of my doctor, Ashtanga has helped.
Thank you Vera.
Thanks Carlota."

segunda-feira, 29 de junho de 2015

ABOUT PETER SANSON 2015...

Estou há umas semanas para escrever-vos sobre o Intensivo com o Peter Sanson, desta vez decidi reflectir mais tempo antes de redigir algumas palavras sobre estes 5 dias. Foi sem dúvida uma honra voltar a estudar com este professor, recebe-lo na nossa casa de prática e com ele aprender, quer seja enquanto pratiquei, quer seja quando tive o privilégio de puder observar o que ele faz com cada praticante. Seguiu com os meus olhos o tempo todo, olhei como ajustava o praticante A, B, ou C, o que dizia, o que fazia, mas não há receitas na forma de leccionar de Sanson, ele olha para cada corpo, cada pessoa de forma diferente, porque somos realmente todos diferentes, o que um precisa, outro não necessita. Fascinou-me a maneira como com intensidade e profundidade aclamou por uma respiração estável, para estarmos realmente dentro dos nossos corpos, com a nossa cabecinha centrada no ali, naquele momento que entramos, permanecemos e saímos de cada posição. Foi incrível assistir aquela nossa sala a escorrer água pelas paredes, tamanha era a entrega de todos os que praticavam, o calor que gerámos, o respeito que tivemos pelo o que ele nos pedia, a vontade que sentimos em testar as suas indicações e penso que posso falar por todos, se não por uma grande maioria, que o resultado das experiências daqueles 5 dias a praticar segundo as suas directrizes é que vale mesmo a pena praticar o nosso Ashtanga, sem pressa, sem tensão, com o foco mental no que estamos para ali a fazer, sem ser só dobra ali e acolá, vira para um lado e para o outro, como marionetas, mas vivendo o nosso corpo por dentro, sentindo vida em cada parte de nós, respirar vida, movermo-nos com um corpo vivo, integrado e com a paz de espírito por estarmos conscientes daquele processo chamado de Ashtanga Yoga.

 Foram 5 dias onde voltei a ter o privilégio de aprender com este professor que a cada ano, mostra porque razão é tão respeitado na nossa comunidade Ashtangi, porque apresenta uma forma de praticar Ashtanga que derruba todos os mitos que tendem a estar à volta desta prática. Ali pratica-se com respeito por nós mesmos, com sinceridade, com honestidade, com veracidade. Obrigada Peter!  

********I took some weeks to write to you about the Intensive with Peter Sanson, this time i decided to give more time before writing a few words about these 5 days. It was an honor to learn again with this teacher, receiving him in our home and practice with him and learn, whether as i practiced, either when I was privileged to observe what he do with each practitioner.  I Followed him with my eyes all the time, looked how he adjust the practitioner A, B, or C, what he said, what he did, but there is no prescriptions in the form of Sanson teaching, he looks at every body, every person so different, because we really are all different, what one needs, other doesn t need. It fascinated me the way with intensity and depth  he acclaimed for a steady breathing, and for us to be really in our bodies, with our little heads centered there, at that moment we enter, remain and we left each position. It was amazing watching that our room was draining water through the walls, such was the surrender of all those who practiced, the heat we generated, we had respect for what he asked us, we feel the urge to test his indications and i think I can speak for everyone, if not for a large majority, the result of the experiences of those five days to practice according to his guidelines is that is worth to practice Ashtanga, with no hurry, no tension, with the mental focus on what we are doing there, without being just bend here and there, turns to one side and the other, like puppets, but living our body inside, feeling life in each part of us, breathing life, moving with a live body, integrated and with peace of mind by being aware of that process called Ashtanga Yoga.

 There were five days where I again had the privilege of learning from this teacher that every year, shows why it is so respected in our Ashtangi community, because it presents a way to practice Ashtanga tipping all the myths that tend to be around this practice. There we practiced with respect for ourselves, in a sincerely, honestly, truthfully way. Thanks Peter!


terça-feira, 23 de junho de 2015

To me...Maybe to you...

Recebi a notícia ontem depois das aulas, fiquei com o olhar que acho que uma maioria de gente ficaria quando escuta do outro lado do tlm, que a Tia tal morreu. Pior, que a Tia tal, que não víamos há anos e que foi tão importante para nós e para a nossa família em determinada altura, que tinha morrido, sem que a tivesse ido visitar.

Achei que não estava tão mal, achei que havia tempo. Achei que no dia que fosse, que se iria rir, porque olharia para o meu rosto e para a mulher que sou hoje e se recordaria da criança de 4, 5, 6 anos que corri pelos corredores da sua casa, que a chamava de Tia, mesmo que fosse uma tia emprestada. Quando recebi a notícia, fiquei ali sentada dentro do carro, em frente ao portão da escola, a lembrar-me do seu rosto, da luz que imanava, de levar os seus três filhos, eu e o meu irmão no seu Fiat Uno azul para a praia do Castelo. De irmos para ali todos ao "molhe", não havia cadeira para as crianças, não havia regras dos cintos de segurança, eram outros tempos, eu era a mais pequenina de eles todos e lembro-me como tudo aquilo me fazia feliz, ria-me muito, alegria de criança pequena, em dias de pleno Verão e praia.

Andei pelo dia de ontem com a Tia emprestada na cabeça, meia com a sensação estúpida de me sentir mal por não a ter ido visitar, por nem sequer saber que a doença que tinha era  Leucemia e que há um ano que frequentava o IPO, de não ter perdido uma tarde para ir vê-la, porque na inocência de quem nunca esteve doente e de quem nunca teve pessoas amigas, familiares chegados doentes, não prevê ou não quer prever que a doença existe e que a morte chega sem datas pré-estabelecidas.

Ensinei a turma da tarde e arrumei tudo para ir despedir-me da Tia emprestada, agora já sem hipótese de se ir rir quando observar a mulher que sou hoje. Quando lá cheguei estavam os meus pais também, procurei os filhos da Tia, encontrei a primeira e apresentei-me, disse - Sou a Vera. Ela ficou a olhar para mim, com o  rosto de quem não faz a mínima ideia de quem sou, olhos de choro, misturados com serenidade,  eu disse, a Filha da Laura, ela sorriu no momento seguinte e respondeu, como eu esperava que seria a resposta da sua mãe, "estás uma mulher, já não és a menina pequenina!" A resposta dos outros irmãos foi igual e do Tio emprestado também, que me abraçou e andou comigo pelo velório como se eu ainda tivesse 5 anos.  Foi comovente reencontrar aquelas pessoas, mas acima de tudo de despedir-me da Tia emprestada que me recebi em sua casa depois da escola, que me mimava, que me levava para a praia no seu Fiat Uno, que era uma Tia para mim e para o meu irmão, uma amiga para a minha mãe e pai.

Hoje quando subi ao meu tapete, depois da aula da manhã, estava com sono, cansada, da noite mal dormida, mas dei oportunidade a mim mesma de fazer alguns Surya Namaskar, só para sentir o meu corpo. Deixei a respiração fluir e lá fui fazendo uma primeira série. Não pratiquei sozinha, não quis, porque trouxe a minha Tia emprestada no coração e na mente,  há pessoas que não vemos por anos, mas que têm intensa importância e mesmo depois da morte, as recordações e impressões que criaram na nossa vida permanecem.

Que me sirva de lição, talvez que vos sirva de lição por toda esta experiência, quando alguém estiver doente, que eu não fique na comodidade do meu dia-a-dia, à espera da altura certa para visitar e  mimar essa pessoa. Porque depois pode ser tarde, já não poderei dizer uma graça, dar um abraço, contar alguma coisa que ajude um pouquinho, por um instante a diminuir a dor e o incomodo que estão a viver.


********I received the news yesterday after class, I got the look that I think a majority of people would have when they listen in the other side of the cell phone, that such Aunt died. Worse, that that such Aunt we have not seen for years and it was so important for us and for our family at certain particular time, who had died without we had gone to visit.

I thought she was not so bad, I thought there was time. I thought that the day i went, she who would laugh, because would look at my face and the woman I am today and remind  of the child of 4, 5, 6 years running through the corridors of her house, who called her Aunt even if it was a borrowed aunt. When I received the news, I sat there in the car, in front of the school gate, to remind me of her face, the light that she has, remind when she took her three children, me and my brother in her blue Fiat Uno to the Castelo Beach. We would go in the car all mixed,  there was no chair for children, there were no rules of seat belts, were different times, I was the smallest of them all and I remember how all this made me happy, i would laugh so much,  the joy of a small child, living summer and beach.

I lived yesterday's day with my borrowed Aunt in the head, with the stupid sense of feel bad for not having gone to visit, for not even know that the disease she had was leukemia and that she was a year ago going to the IPO, not to have lost an afternoon to go see her, because in the innocence of those who have never been sick and who never had friendly people, close relatives sick, does not foresee or not to foresee that the disease exists and that death comes without pre-dates established.

I taught the class in the afternoon and arranged everything to go say goodbye to borrowed Aunt, now she didn t have the chance of going to laugh when she see the woman I am today. When I arrived there were my parents too, i looked for  the children's aunt, found the first and introduced myself, said - I'm Vera. She stared at me, with a face that looked like who didn't have a clue who I was, crying eyes, mixed with serenity, I said, Laura daughter,  right in the next moment she smiled and answered, as I hoped it would be the response of her mother, "you're a woman, you are no longer the little girl!" The response of the other brother and sister were equal and borrowed Uncle too, who hugged me and walked with me in the funeral as if I still had five years. It was touching, to rediscover those people, but above all to say goodbye me borrowed Aunt that received me at her home after school, which spoiled me, leading me to the beach in her Fiat Uno, which was an aunt to me and my brother, a friend to my mother and father.

Today when I went on my mat, after the morning class, i was sleepy, tired, from a sleepless night, but I gave myself the opportunity to make some Surya Namaskar, only to feel my body. I allow the breath flow and did my first series. I didn't Practiced alone, i didn t want to, i brought my borrowed Aunt in my heart and mind, there are people who we do not see for years, but has intense importance and even after death, memories and impressions that they created in our lives remain.

It may serve me a lesson, perhaps it may serve you a  lesson throughout this experience, when people are sick, that I did not stay in the comfort of my day to day, waiting for the right time to visit and pamper this person. Because then it can be late, I can not say a fun thing, give a hug, tell something that helps a little, for a moment lessen the pain and discomfort that they are living.


terça-feira, 2 de junho de 2015

...HAPPY NEWS!

Abri a porta da escola para mais uma aula da tarde e ela foi das primeiras a entrar, ofereceu-me um sorriso e disse com olhos de alegria, "Fui ao meu Osteopata e ele disse que estou muito melhor, que o Yoga estabilizou a hérnia!" Eu sorri-lhe de volta e por  dentro fiquei feliz com as boas notícias.

A casa estava composta, mas entre ajustes, reparei na sua prática, está quase a terminar a Primeira Série, de vez em quando tem de fazer algumas variantes, caso sinta alguma compressão, ou alguma tensão, ou incomodo, é o nosso pacto. Mas ela respeita as directrizes e os limites do seu corpo, respira, nota-se que faz o esforço para se focar no que está ali a fazer. É tão especial quando as pessoas chegam cá a casa com problemas,  e pela prática vão encontrando uma forma de harmonia, uma nova forma de sentir o seu corpo, livrando-se de dores, superando incomodos sejam físicos, mentais e emocionais.

Há pouco tempo, recebi outro desabafo, surpreendeu-me, porque é uma mulher nova, mas a idade não conta nestas coisas, nos tempos de hoje, onde tudo tende a ser rápido, instantâneo, superficial. No final da aula, no quarto de vestir, eu estava a arrumar uns tapetes e uns cobertores, ainda haviam outros alunos a praticar, mas perguntei-lhe, "correu bem? tens-te sentido bem com a tua prática?" Ela disse-me a olhar directo nos meus olhos, "Isto faz-me tão bem, Vera! Tenho tido imensa ansiedade e mesmo ataques de pânico e quando comecei a praticar aqui, as crises têm sido menos frequentes. Eu respondi-lhe, quando começares a sentir que estás ansiosa no teu dia-a-dia, lembra-te desta respiração que fazes aqui. Senta-te em algum lado e só sente a respiração, a entrada de ar e a saída. Vê se ajuda." E deixei-lhe um sorriso e um piscar de olhos. Ela devolveu-me o sorriso e saiu devagarinho.

Estes dois exemplos são apenas alguns, há tantos outros, onde a prática de Ashtanga entra como forma de conexão entre o nosso corpo e a nossa mente e cria mudanças no nosso estilo de vida, na maneira como vivemos, sentimos e pensamos. Na maioria das vezes, parece-me que, são mudanças positivas, onde acalmamos, onde caminhamos mais certos do que andamos para aqui a fazer.

Boas práticas!
*foto de Vera Sepúlveda.

******** I opened the school door for another class in the afternoon and she was the first to come in, offered me a smile and said with eyes of joy, "I went to my osteopath and he said I'm much better, that Yoga stabilized the hernia " I smiled her back, and  inside and I was happy with the good news.

The house was quite full, but between adjustments, I noticed in her practice, she is almost finishing  First series, from time to time she have to make some variants, if she feel any pressure or any strain or discomfort, it's our pact. But she respects the guidelines and the limits of her body, she breathe, and you can see that she makes the effort to focus on what she is doing. It's so special when people  come in to this home with problems and with the practice they find a way to harmony, a new way to experience their bodies, getting rid of pain, overcoming difficulties whether physical, mental and emotional.

Not long ago, I received another comment,  surprised me because it is a young, but age does not count in these things, in today's times, where everything tends to be quick, instant, superficial. At the end of the lesson, in dressing room, I was packing some rugs and some blankets, there were still other students practicing, but I asked her, " it went well? have you been well with your practice?" She told me directly looking into my eyes, "This makes me so well, Vera! I have had immense anxiety and even panic attacks and when I started practicing here, the crisis have been less frequent. I told her, when you start feeling that you are anxious in your day-to-day, remember this breath  that are you doing here. Sit down somewhere and just feel the breath, the air coming in and out. See if that helps."And I left her a smile and a eyes wink. She gave me a smile and walked out slowly.

These two examples are few, there are many others where the practice of Ashtanga comes as a form of connection between our body and our mind and creates changes in our lifestyle, the way we live, feel and think. Most of the time, it seems to me that are positive changes, which calmed us down, where we walk more certain of what we doing here, in life.

Happy practicing!
* photo by Vera Sepúlveda.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

INTENSIVE WORKSHOP WITH PETRI RAISANEN in ASHTANGA CASCAIS, PORTUGAL, from 25 to 27 September 2015.

 É com uma enorme honra que recebemos outro grande nome no ensino do Ashtanga Yoga. Petri Raisanen estará na nossa humilde casa de prática de 25 a 27 de Setembro, contem com um Intensivo particularmente especial, com um programa de aulas que pretende beneficiar todos os praticantes para um maior entendimento e aprofundamento da prática. 

Petri Raisanen é um professor de Ashtanga Yoga reconhecido internacionalmente. É o co-fundador e director do Ashtanga Yoga Helsinki, uma das maiores escolas de Ashtanga do mundo. Petri foca o seu ensino na integração da componente curativa e terapêutica do Yoga às necessidades e especificidades de cada praticante. Os seus ajustes são suaves, efectivos e terapêuticos, há quem lhes chame, de "mágicos", tendo em conta o seu passado como terapeuta e naturopata. 

Programa 
Todas as aulas estão abertas a alunos iniciantes e mais experientes.

25 de Setembro, SEXTA-FEIRA
7h AULA GUIADA DA PRIMEIRA SÉRIE DE ASHTANGA. (duração 1.30h)
18.30H CONFERÊNCIA SOBRE - A TRADIÇÃO DEIXADA POR SHRI K. PATTABHI JOIS - existem pessoas que chamam o Ashtanga Yoga do "Yoga dos Saltos", mas esta prática tem um significado muito mais vasto e profundo. É uma mistura do Yoga de Patanjali com as tradições familiares, os estudos e as crenças de Pattabhi Jois. De onde é que o Ashtanga surgiu? Quanto deste Yoga advém de Shri T. Krishbanacharya? E como conseguimos ser Yoguis neste mundo moderno?
(duração 2h)

26 de Setembro, SÁBADO
7h MYSORE STYLE (a forma tradicional de praticar Ashtanga Yoga, onde o professor trabalhará individualmente com cada praticante) (duração de 1 a 2h)
11H CONFERÊNCIA SOBRE - O ASHTANGA COMO TERAPIA COMPLETA - esticar, abrir, alongar e fortalecer o corpo e a mente. Usaremos as técnicas e ajustes partilhados por Shri K. Pattabhi Jois para uma profunda compreensão do sistema do Ashtanga Yoga. Esta aula será teórica, mas terá uma parte de prática, para testar ajustes e melhor entender o que fazermos nas posturas. (duração 2h)

27 de Setembro, DOMINGO
7h MYSORE STYLE
11h CONFERÊNCIA SOBRE - ENCONTRAR UMA PRÁTICA CONFORTÁVEL E MEDITATIVA - durante a prática de Ashtanga, tentamos encontrar um estado mental "sattvico" (puro, de paz). O Ashtanga Yoga não é apenas exercício físico, mas também uma profunda prática de concentração, de observação do corpo e da mente e de meditação. Este estado "sattvico" não é apenas alcançado e vivenciado por praticantes avançados, ele pode ser sentido por um praticante iniciante, desde a primeira aula de Yoga. Sentirmo-nos confortáveis e em meditação durante a prática irá influenciar o nível de tranquilidade e saúde na vida fora da prática e ajudando a mantermos o Yoga no nosso quotidiano. (duração 2h).

Se é praticante de fora, aproveite este fim-de-semana para praticar Ashtanga Yoga com este grande professor e beneficiar de um dos melhores meses para estar em Portugal. Conte com as nossas praias, com caminhadas junto ao mar, com a pitoresca vila de Cascais, com o estonteante Guincho, com idas de comboio ou carro até Lisboa, com visitas à especial Sintra, entre tantas outras actividades que pode viver aqui. 

Contactos e inscrições no sitio do costume - 
www.ashtangacascais.com
ashtangacascais@gmail.com
(00351) 916034770

********It is with great honor that we received another big name in the teaching of Ashtanga Yoga. Petri Raisanen will be in our humble home of practice, from the 25th to27th September, count on a particularly special Intensive, with a program focused  to benefit all practitioners with a greater understanding and deepening of practice.

Petri Raisanen is a internationally recognized Ashtanga Yoga teacher. He is the co-founder and director of Ashtanga Yoga Helsinki, one of the largest Ashtanga schools in the world. Petri focuses his teachings on integrating the  healing and therapeutic aspect of  Yoga to the needs and specificities of each practitioner. His adjustments are gentle, effective and therapeutic, some call them, "magic", given his background as a therapist and naturopath.

Program
All classes are open to beginners and more experienced practitioners.

September 25, FRIDAY
7am  GUIDED ASHTANGA FIRST SERIES CLASS. (Duration 1.30h)
18.30pm CONFERENCE - THE TRADITION LEFT BY SHRI K. Pattabhi JOIS- there are people who call the Ashtanga Yoga of the "Jumping Yoga," but this practice has a much wider and deeper meaning. It is a blend of Patanjali Yoga with family traditions, studies and beliefs of Pattabhi Jois. Where did the Ashtanga arose? How much of this comes from Yoga Shri T. Krishbanacharya? And how we can be Yogis in this modern world?
(Duration 2h)

September 26, SATURDAY
7am MYSORE STYLE (the traditional way of practicing Ashtanga Yoga, where the teacher will work individually with each practitioner) (duration of 1 to 2 hs)
11am CONFERENCE ON - THE ASHTANGA AS FULL THERAPHY- stretch, open, soften, strengthen the body and the mind. We will use the techniques and adjustments shared by Pattabhi Jois to a deep understanding of the Ashtanga Yoga system. This class will be theory, but will have a part of practice to test adjustments and better understand what we do in the postures. (Duration 2h)

September 27, Sunday
7am MYSORE STYLE
11am CONFERENCE ON - FIND A COMFORTABLE AND MEDITATIVE PRACTICE - while practicing Ashtanga, we try to find a "sattvic" (pure, peace) mental state. The Ashtanga Yoga is not just physical exercise but also a deep practice of concentration, observation of body and mind and meditation. This  "sattvic" state is not only achieved and experienced by advanced practitioners, it can be felt by a beginner, since the first Yoga class. Feeling comfortable and meditative during practice will influence the level of tranquility and health in life outside of practice and help to keep the Yoga in our daily lives. (Duration 2 hours).

If you are coming from outside, enjoy this week-end to practice Ashtanga Yoga with this great teacher and benefit from one of the best months to be in Portugal. Count on our beaches, with walks by the sea, with the picturesque town of Cascais, with the stunning Guincho, with train or car trips to Lisbon, with visits to the special Sintra, among many other activities that you can live here.

Contacts and Registrations in the usual place -
www.ashtangacascais.com
ashtangacascais@gmail.com
(00351) 916034770




sábado, 9 de maio de 2015

PREGNANT ASHTANGA PRACTITIONERS#

Já não é a primeira vez que escrevo sobre as praticantes que começam o Ashtanga quando engravidam. As razões para virem bater à porta cá de casa são várias, desde recomendação dos médicos que as acompanham durante a gestação, até aos conselhos de alguma amiga ou familiar que já pratica e que por cá viu outras grávidas, e mais outras inspirações que as fazem chegar a esta sala e começarem este Yoga nesta fase especial das suas vidas. 

Algumas são puras aprendizes nesta coisa da praticar Ashtanga e também nesta coisa de se tornarem mulheres-mães. Outras já tiveram a experiência da prática de Yoga mas não de Ashtanga e são mães de outros filhos. E há ainda aquelas que são nossas praticantes e que agora serão mães pela primeira vez ou que terão os segundos, terceiros, quartos ou quintos filhos. A variedade de histórias é grande, assim como a quantidade de mulheres que entram nesta casa, estendem o tapete e fazem o seu Yoga acontecer para tentarem levar uma parte dele ou o seu todo, para o dia-a-dia.  

E de quando em quando há momentos realmente especiais dentro desta casa, acabo o ajuste a um aluno, levanto a cabeça e dou com imagens como estas, uma luz bonita a entrar pelas janelas altas do Shala, a energia da prática a trespassar os corpos dos praticantes, a expandir-se pelo chão, paredes e tecto da sala e a ultrapassar as limitações do espaço e alargar-se lá para fora, e uma mulher bonita no seu último mês de gravidez a respirar e a sincronizar respirações e movimentos, a entrar, permanecer e sair das posturas, a manter o controlo da respiração e do seu corpo, a mimar o seu filho lá dentro com os benefícios das posições. A levar-lhe nova energia, novo prana e a mostrar-lhe como o seu corpo é forte, flexível, estável para em breve o receber.
Boas práticas!

********It is not the first time  that I write about the practitioners who get to Ashtanga when they become pregnant. The reasons to come knocking on the door of our house are several from the recommendation of the doctors who accompany them during pregnancy, to the advice of some friend or family member who already practice and that around here saw other pregnant women, and other more inspirations that bring them to this room and start this Yoga in this particular phase of their lives.


Some are pure prentice in this thing of practicing Ashtanga and also this thing of becoming "mothers-women". Others have had the experience of yoga practice but not Ashtanga and  are already mothers of other children. And there are still others who are our practitioners and now will be first-time mothers or who will have the second, third, fourth or fifth children. The variety of stories are big, as is the number of women who enter in this house, stretch the mat and make their Yoga happen to try to take a part or whole, for their day-to-day life.

And every now and then there are really special moments in this house, I just finished adjusting a student, I raise my head and see images like these, a beautiful light streaming through the high windows of the Shala, the practice energy to pierce the bodies of practitioners,  expand to the floor, walls and room ceiling, overcoming the limitations of space and extend to  the outside, and a beautiful woman in her last month of pregnancy, breathing and  synchronizing breath and movements,  entering, staying, and leaving the poses, controlling the breath and her body, cuddling her child  with the benefits of the positions, bring new energy, new prana, showing how her body is strong, flexible, stable to soon receive them. 





segunda-feira, 4 de maio de 2015

HAPPY BIRTHDAY ASHTANGA CASCAIS!

O mês de Maio é sempre uma altura especial para a nossa casa de prática, porque marca mais um ano da nossa existência. É um dia que me recorda o inicio do Ashtanga Cascais, a nossa casa antiga, aquela sala e os primeiros alunos. Foram necessárias doses e doses de inspiração, de dedicação e de fé para continuar a ter a força para levar para a frente o sonho que tenho desde os meus 16 anos, construir uma casa de prática. Tive tantos momentos de dúvidas, de oscilações e agradeço a todos os que estiveram por perto e que me ajudaram a encontrar o foco, a disciplina, o trabalho, a vontade e o amor para solidificar um pouco mais as bases desta casa.

Se começar a escrever os nomes destas pessoas, este pequeno artigo passará a ser demasiado grande, mas permitam-me redigir que tenho muita sorte em ter pessoas especiais à minha volta. Incluo neste grupo de pessoas, os alunos desta casa, que todos os dias estendem o tapete e tentam encontrar o seu Ashtanga Yoga nas respirações, nos movimentos e posturas, obrigada Ashtangis cá de casa!

São dias como estes que faço uma referência especial aos meus  professores, como o reconhecido Carlos Rui e o Tarik, mas também a todos os que têm presenteado esta casa com a sua experiência e conhecimentos, destaco em particular o Peter Sanson e o Hamish Hendry. E finalizo por agradecer ao grande Shri K. Pattabhi Jois e ao meu querido professor Sharath Jois.
Parabens Ashtanga Cascais!

********The month of May is always a special time for our practice house, because it marks another year of our existence. It is a day that reminds me of the beginning of Ashtanga Cascais, our old house, that room and the first students. Potions and potions were needed of inspiration, dedication and faith to continue to have the strength to carry forward the dream I have since I was 16 years old, build a home of practice. I had so many moments of doubt, swings and i thank all those who were around and that helped me to find focus, discipline, work, will and love to solidify a bit more the foundation of this house.

If i start writing the names of these people, this short article will become too big, but let me write that I'm lucky to have special people around me. I include in this group of people, the students of this house, which every day extend the mat and try to find your Ashtanga Yoga in breathing, movements and postures, thanks Ashtangis here home!

These are days that i make a special reference to my teachers, as the recognized Carlos Rui and Tarik, but also to all who have presented this house with their experience and knowledge, I highlight in particular  Peter Sanson and Hamish Hendry. And I conclude by thanking the big  Shri K. Pattabhi Jois and Sharath Jois my great teacher.
Happy Birthday  Ashtanga Cascais!