sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

THE IMPORTANT HEAT

Nos últimos tempos pratiquei em plena altura de inverno, com o meu velho melhor amigo, o aquecedor, que colei estrategicamente no limite do meu tapete, porque embora o nosso, português, seja menos intenso quando comparado com outros países europeus, continua a ser um inverno, época mais fria do ano.  O calor interno é o veículo principal para a função de desintoxicação do organismo,  que normalmente surge pela conjunção da técnica de respiração com os movimentos e posturas. Ora aqui em Mysore, não é preciso nenhum aquecedor, a temperatura é de época de verão da India! E ainda  existem todas estas pessoas  que praticam ao mesmo tempo, na mesma sala.

O calor interno traz consigo maior oxigenação não só aos nossos benditos cérebros, mas também aos nossos músculos, permitindo irmos entrando em cada uma das posições, para permanecermos nelas sem dor ou incomodo. O Guruji, Shri K. Pattabhi Jois, falava que a técnica da respiração associada com os movimentos e posturas (Vinyasa), os Bandhas - técnica mais subtil de contrações especificas musculares e energéticas, e os Dristhis - os focos oculares, criavam tal calor interno que o sangue fervia nas nossas veias, circulando melhor pelo nosso corpo, removendo impurezas e doenças, originando um processo profundo de limpeza física, onde o suor, a reacção natural a este calor interno, era traduzido em transpiração.
E Sharath, nesta passada Quinta-feira,  estava a corrigir a praticante ao meu lado, dizendo que ela estava a praticar muito lento, que devia respirar mais rápido. Eu lá continuei a minha prática, mas palavras de professor ficam connosco, mesmo quando não são dirigidas para nós. E no final da aula, dei comigo a reflectir sobre as suas indicações, e sem dúvida que se podem aplicar a vocês, aí de casa, que não estão a conseguir aquecer ao ponto de transpirar.

Vejam se na vossa próxima aula, de Domingo, respiram um pouco mais rápido, accionem os bandhas, foquem os vossos olhos e reparem no que acontece com a fluidez da vossa prática e no que acontece com a vossa temperatura interna. Observem-se, sem se julgarem, ou criarem imposições ao grau de transpiração, mas tentem accionar um pouco mais a respiração. A respiração deve ter ritmo, sem ser demasiado lento como tão sabiamente advertiu Sharath, mas também não deve ser rápido demais, que seja um ritmo dinâmico, formado pela técnica da respiração - nasal, sem paragens entre inspiração e expiração, onde a quantidade de ar que entra seja a mesma que sai, com som e  que active o vosso calor interno.

No final da prática, há sempre uma água de coco para restituir os líquidos gastos. Aqui há a benção de ser natural, mas aí há muitas opções e marcas orgânicas. E mesmo em pleno inverno, a agua de coco a seguir à prática, é uma optima fonte de hidratação.
Boas práticas!

EN
Lately I have practiced in full winter time,  with my old best friend, the heater, which i glue strategically on the edge of my mat, because although ours, Portuguese, is less intense when compared with other European countries, is still a winter, the coldest time of year.
The internal heat is the main vehicle for the detoxification function of the body, which usually comes by the conjunction of breathing technique with movements and postures. Here in Mysore, we do not need to use a heater, the temperature is India's summer time! And there are all these people who practice together at the same time, in the same room.

The internal heat brings  increased oxygenation not only to our blessed brains, but also to our muscles, allowing us to entering in each position, to remain without pain or discomfort. Guruji, Shri K. Pattabhi Jois, used to say that the breathing technique associated with movements and postures (Vinyasa), the Bandhas - a more subtle technique of muscle and energy specific contractions, and the Dristhis - the eye focuses, created such internal heat, that the blood boiled in our veins, circulating better through the body, removing impurities and diseases, giving a deep physical cleaning process, where sweat, the natural reaction to this internal heat, is  translated in perspiration.
And Sharath, this past Thursday was correcting one practitioner beside me, saying she was practicing very slow, she should breathe faster. I kept continuing my practice, but teacher's words stay with us, even when they are not directed at us. And at the end of class, I found myself reflecting on his directions, and no doubt that may apply to you, people from our house of practice,  that are having a hard time  to warm up to the point of sweating.

See if in your next class, Sunday,  you breathe a little faster, activate the bandhas, focus your eyes and notice what happens to the flow of your practice and what happens to your internal temperature. Observe yourself, without judging, neither create levels to the degree of perspiration, but try breath a little faster.  Breathing should have pace, without being too slow as so wisely warned Sharath, but also should not be too fast, it should be a dynamic pace, formed by the breathing technique - nasal, non-stop between inhalation and exhalation, where the amount of air entering is the same that goes out, with sound to activate your internal heat.

At the end of practice, there is always a coconut water to restore the spent water. Here there is the blessing of being natural, but there you have many organic options and brands. And even in winter, the coconut water following the practice is an optimum source of hydration. Happy practicing!



quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

FROM INDIA, WITH LOVE.

























Voltar a Mysore é sempre um desafio!
Imensas horas de viagem, todo um dia dentro de aviões, e depois mais umas quantas horas dentro de um carro, que normalmente se move em modo de "speed" porque é conduzido com música de Karnataka em alto e bom som, sendo apenas interrompida pelas milhentas e incontáveis buzinadelas dadas pelo nosso condutor. Que poderia perfeitamente estar dentro de um jogo de computador, porque de cada vez que aparece um carro, a regra deve ser apitar,  e ele apita, apita e apita, a mostrar que estamos na estrada, desvia-se do carro e continua em velocidade, porque deve ser a regra, para ir repetindo as buzinadelas e razias a cada carro, mota, camião, e que camiões!
Mas estamos tão cansados, que venham as buzinadelas, as "razias" por milímetros a camiões que parecem verdadeiros gigantes de estrada, que comparados com o carrinho onde estamos, dá vontade de rir, para não chorar!

Quando finalmente entramos nas ruas de Gokulam, apesar da nítida exaustão dos nossos rostos, sorrimos, porque sentimos que chegámos a casa. Deixar malas, reparar no estado da casa que escolhemos, fazer lista de compras de itens que precisamos, sair para a rua para primeiro de tudo, bebermos o nosso primeiro coconut em frente ao Shala. Ainda está a  haver aula e nota-se que estamos em época alta, há pessoas à espera nas escadas cá fora para entrarem e começarem a praticar... Reencontramos alguns dos nossos amigos de outras temporadas, que já terminaram a prática, e estão a recuperar líquidos com a especial e maravilhosa água de coconut. Colocamos a conversa em dia até me dizerem para ir descansar, o que me faz lembrar outra vez que não durmo há um dia! Caminho pelas ruas até ao famoso templo de Ganesha, tiro a foto que agora parece ser da praxe, dia sim, dia não, há uma igual nas redes sociais, parece que vimos todos pedir ajuda, benção aos Deuses, mesmo que sejamos católicos, judeus, e até descrentes de qualquer religião!
Mysore leva-nos a conectarmos com a religião e acabamos inspirados por todas estas imagens, cultos, rituais, e lá pedimos ajuda para a primeira aula de amanhã, mas também para todas as restantes.

Outro grande momento é quando entramos no Shala,  para fazer a inscrição, olhar para o nosso professor directamente pela primeira vez, depois da nossa última viagem. Sorrir por ver as diferenças naquela casa de prática. Já não há tapetes a forrar o chão, já não vão haver aquelas aulas onde calhou-nos o lugar onde os tapetes se cruzavam uns com os outros, verdadeiras armadilhas ao alinhamento na postura, verdadeiros desafios aos nossos limites mentais, que mostram de perto que não há condições perfeitas, há o que há! E praticamos, damos o nosso melhor e tudo correrá bem, seja naquele lugar, em cima do palco, ou no lugar em frente à porta de entrada. E só quando saí do Shala, para ir finalmente descansar, pensei nisto, não criar expectativas! Ir para a prática, colocar o tapete, dar o meu melhor, aproveitar estar nesta casa de prática, neste país, e abrir o coração mais um pouquinho. WITH LOVE FROM INDIA...
Gente lá de casa, vocês por aí façam o mesmo, estiquem o tapete, para dar o vosso melhor,  aproveitar a prática, a nossa casa, da qual já tenho saudades, o nosso país tão especial, para abrir um pouquinho mais o vosso coração. Boas práticas!

EN
Coming back to Mysore is always a challenge!
Huge hours of travel, a full day on airplanes and then a few more hours in a car that normally moves in mode of "speed" because it is conducted with Karnataka music in loud and clear sound, which is only interrupted by thousands and countless honks given by our driver. Who could perfectly  be in a computer game, because everytime a car appears,  the rule must be beeping, and he beeps, beeps and beeps, to show that we are on the road, he deviates from the car and continues on speed, because it should be the rule, and keep repeating the honks and deviating just with few millimeters from the each car, bike, truck, and what a truck! But we are so tired, that bring on the honks, the raids and the deviation by millimeters from trucks that seem real giants of the road, which compared with the car  where we are, makes you want to laugh, for not crying!

When we finally entered the streets of Gokulam, despite the sharp depletion of our faces, we smile, because we feel that we got home. We leave bags, notice the condition of the house we chose, we make a shopping list of needed items, to go out into the street to first of all, to drink our first coconut in front of Shala. It is still happening classes, and we note that we are in high season, there are many people waiting on the stairs out of the Shala, waiting to enter and start practicing ...We re-found some of our friends from other seasons, that have ended the practice, and are recovering liquids with the special and wonderful coconut water. We put our conversation in day until they tell me, that I should go and rest, which reminds me again that I have to go sleep! We walk on the streets in direction to the famous Ganesha temple, shot the photo that now seems to be the usual, day in, day out, there is an equal in the social networks, it seems that we are all looking for help, blessing of the gods, even if we are Catholics, Jews and even unbelievers in any religion! Mysore brings us to connect with the religion, we just get inspired by all these images, cults, rituals, and there we ask for help for the first class of tomorrow, but also to all others.

Another great moment is when we enter the Shala to sign up, look at our teacher directly for the first time after our last trip. Smiling to see the differences in this house of practice. There is no carpet to cover the floor, will not going to happen those classes, which happened to us when the carpets were there, and we stayed on the spot where they crossed with each other, true traps for the alignment in posture, real challenges to our mental limits that show closely, there is no perfect condition, there is what there is! And we practice, do our best and all will be well, even if we stayed in that place, on stage, or in the place in front of the entrance door. And only when I left the Shala, to go finally rest, I thought about it, not create expectations! Go to practice, put the mat, do my best, enjoy being in this house of practice, in this country,  and open my heart a little bit more.
WITH LOVE FROM INDIA ...
People from our home practice, do the same, stretch the mat, give your best and take advantage of the practice, of our home, which already I miss, our special country, to open a little more your heart.
Happy practicing!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

THANK YOU!
















































Obrigada a todos os que participaram!

Foi um privilégio muito especial puder ensinar este grupo de pessoas. Alguns de vocês eu já conhecia, outros já tinha ouvido falar, e outros vieram pela primeira vez aos nossos eventos. 

Espero que as aulas de Ashtanga, as palestras, as classes de alongamentos e relaxamentos guiados, aquela meditação na Ermida da Luz, mas também cada refeição que a Joana confeccionou e as suas palavras, sejam inspirações para continuar a esticarem os vossos tapetes, e criarem espaço nos vossos corpos, e calma nas vossas mentes. E que as ideias e dicas da Joana sirvam para melhorarem e aprofundarem as vossas experiências na confecção de refeições saudáveis e saborosas! Permitindo que a prática de Ashtanga e Alimentação Saudável sejam os instrumentos que vocês precisavam para encontrar mais energia, saúde e bem-estar.
Obrigada.
Boas práticas!



terça-feira, 5 de janeiro de 2016

ASHTANGA YOGA LIFESTYLE RETREAT, in HERDADE DA MATINHA, SOUTH PORTUGAL, FROM 15th TO 17th APRIL





Três dias.
Sul de Portugal.
Herdade da Matinha.
Parar. Respirar. Sentir.
Prática de Ashtanga Yoga.
Caminhadas.
Vales. Beleza. Natureza.
Praia.
Sol. Mergulhos. Surf.
Palestras práticas.
Aulas de Recuperação eAlongamento.
Relaxar. Descontrair. Desbloquear.
Refeições Saudáveis. Saborosas.
Convívio.
=
Inspiração para o corpo e mente.
Sorrisos feitos com a Alma.

Três dias para viajar sozinho, em família, com amigos e aproveitar ao máximo o lugar e o programa de aulas e actividades como fonte de inspiração para o seu Yoga, 
mas ainda mais para sua vida. 
Marque as datas na sua agenda, pesquise sobre a Matinha, preste atenção ao programa exposto em www.ashtangacascais.blogspot.pt, e reserve a sua vaga em ashtangacascais@gmail.com.

EN
Three days.
South of Portugal.
Herdade da Matinha.
Stop. Breathe. Feel.
Practice of Ashtanga Yoga.
Hiking. Valleys. Beauty. Nature.
Beach. Sun. Dives. Surf.
Practical lectures. Recovery and Stretching classes.
Relax. Release. Unlock.
Healthy meals. Tasty. Conviviality.
=

Inspiration for body and mind.
Smiles made with the Soul.

Three days to travel alone, with family, with friends and make the most of the place and the  of classes and activities program as inspiration for your Yoga, but even more for your life. 
Mark the dates on your calendar, search about Matinha, pay attention to the program in www.ashtangacascais.blogspot.pt, and book your place in ashtangacascais@gmail.com.






sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

#OUR 2016 SUNDAYS



Os Domingos cá em casa,
vão ser um dia de partilha de prática!
O Shala  abre as portas às 9.30, para irmos colocando os tapetes lado a lado e praticarmos no ritmo da nossa própria respiração, cada um fazendo a sua sequência rodeados de energia de grupo. No fim, vai haver tempo para irmos fazer um brunch, ou tomarmos um chá na Poça, ou ficarmos alguns momentos na conversa.  A partir de Janeiro, os Domingos cá em casa serão dias de Auto-prática, em que todos praticamos juntos! Um dia de prática+ convívio, celebrando o bom que o fim-de-semana tem!

Organizem-se juntem-se ao grupo do Domingo, que acorda mais cedo, agarra no tapete e começa o dia com o seu Ashtanga. Vão ser momentos especiais, que pretendem consolidar a nossa comunidade de Ashtangis. Os praticantes de fora que gostam de visitar-nos aos Domingos, podem também  participar, bastará escreverem um email para - ashtangacascais@gmail.com .
O Shala encerra às 11h.
Bom Ano Novo!
Boas práticas!

EN
Sunday here at our home,
will be a day of sharing this practice!
The Shala will open its doors at 9:30am, to go placing the our mats side by side and practice in the rhythm of our own breath, each doing our sequences surrounded by group energy. In the end, there will be time to go to a brunch, or we take a tea at Poça beach, or stay a while for some moments of conversation. From January, the Sunday here at our  home will be days of Self-practice, in which we all practice together! A day of practice + getting together, celebrating the good that the weekend is!

Organize yourself to join up to the Sunday group, who wakes up early, grab the mat and begins the day with their Ashtanga. It will have special moments, which aim to consolidate our Ashtangi community. Outside practitioners who like to visit us on Sundays, can also participate, just  have to write an email to - ashtangacascais@gmail.com
The Shala closes at 11am.
Happy New Year!
Happy practicing!

#2016 MOON DAYS

Nos dias de Lua Cheia e Lua Nova, o Shala estará encerrado. 

JANEIRO 
Lua Nova - dia 10, Domingo.
Lua Cheia - dia 24, Domingo.

FEVEREIRO 
Lua Nova - dia 8, Segunda-feira.
Lua Cheia - dia 22, Segunda-feira.

MARÇO 
Lua Nova - dia 9, Quarta-feira.
Lua Cheia - dia 23, Quarta-feira.

ABRIL 
Lua Nova - dia 7, Quinta-feira.
Lua Cheia - dia 22, Sexta-feira.

MAIO
Lua Nova - dia 6, Sexta-feira.
Lua Cheia - dia 21, Sábado.

JUNHO
Lua Nova - dia 5, Domingo.
Lua Cheia - dia 20, Segunda-feira.

JULHO  
Lua Nova - dia 4, Segunda-feira.
Lua Cheia - dia 19. Terça-feira.

AGOSTO 
Lua Nova - dia 2, Terça-feira.
Lua Cheia - dia 18, Quinta-feira.

SETEMBRO 
Lua Nova - dia 1, Quinta-feira.
Lua Cheia - dia 16, Sexta-feira.

OUTUBRO 
Lua Nova - dia 1, Sábado.
Lua Cheia - dia 16, Domingo.
Lua Nova - dia 30, Domingo.

NOVEMBRO 
Lua Cheia - dia 14, Segunda-feira.
Lua Nova - dia 29, Terça-feira.

DEZEMBRO 
Lua Cheia - dia  14, Quarta-feira.
Lua Nova - dia 29, Quinta-feira. 


EN
In the days of full moon and new moon, the Shala will be closed.
Please check the dates in the portuguese version above. 

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

OUR CHRISTMAS GIFT... YOU TRY!


Eu respiro.
Eu Sinto.
Eu acalmo.
Respiro, sinto o meu corpo,acalmo a minha mente.
Respiro. Sinto. Acalmo.

Leiam outra vez as palavras descritas em cima, mas agora façam-no devagar, sincronizando cada palavra com uma respiração consciente e feita pelo nariz. Aqueles que não estão habituados a estarem sentados no chão, deitem-se e acomodem o vosso corpo. Afastem as pernas, estiquem os braços para baixo e rodem as palmas das mãos para cima. Ajustem a vossa cabeça, dirigindo a face para cima, e agora fechem os olhos. Respirem pelo vosso nariz e aos poucos estabeleçam uma ritmo para a vossa respiração. Procurem encontrar uma respiração estável, suave e contínua. Quando sentirem a vossa  respiração, passem à seguinte fase do exercício -  na próxima expiração vocês afirmam mentalmente, EU RESPIRO. Na expiração que segue, afirmam, EU SINTO. E na seguinte, EU ACALMO.  Façam vários ciclos de respiração, reproduzindo as indicações em cima, e deixem-se entrar mais e mais para dentro das vossas inspirações e expirações,  reparem no que aconteceu ao vosso corpo e à vossa mente. Gradualmente o corpo soltou, libertou tensão, e a mente entrou num estado de entrega, de profundidade e concentração.

Estas instruções poderiam ser duplicadas, ao ponto de encher toda uma página, são um exemplo perfeito para um relaxamento após a vossa prática de Ashtanga, como também pode servir como base para um exercício de meditação. Mas vocês não precisam de usar esta ferramenta apenas neste contexto, podem utilizar esta técnica sempre que sentirem necessidade de parar, de reencontrarem equilíbrio, bem-estar e energia. Se estão a ter um dia intenso, se estão a passar por algum momento mais exaustivo, ou apenas porque querem relaxar. Podem ainda fazer este género de exercício após as vossas surfadas, corridas, caminhadas, até mesmo sentados num banco do jardim! Como aqueles que existem aqui na praia da Azarujinha, sentam-se no banco, endireitam as costas, ajustam o corpo para uma posição de conforto, olham o mar à vossa frente para depois fecharem os olhos, entram nas vossas respirações e mergulharem directamente na onda de tranquilidade que as vossas respirações irão gerar. Sintonizem a respiração com cada uma das palavras, repitam as vezes necessárias até perceberem que estão mesmo a respirar e a sentir que estão calmos.
Experimentem.
Boas práticas!
Bom Natal!

EN
I breathe.
I feel.
I calm.
I Breathe, feel my body, calm my mind.
Breathe. Feel. Calm.

Read again the words described above, but now do it slowly, synchronize each word with a breath  consciously made through your nose. Those who are not used to be sitting on the floor, lie down and settle your body, separate your legs, stretch your arms down and rotate your palms up. Adjust your head, face up, and now close your eyes. Breathe through your nose and gradually establish a rhythm to your breath. Seek to find a steady, smooth and continuous. breathing. After finding your breath,  go to the next phase of the exercise - on the next exahalation you say mentally, I BREATHE. On following expiration, say, I FEEL. And then, I CALM. Make several breath cycles, making the instructions you read above,  and let yourself get more and more within your inhalations and exhalations and notice what happened to your body and your mind. Gradually the body, released tension, and the mind entered in surrender, depth and concentration status.

These instructions could be duplicated, to the point of filling an entire page, are a perfect example for some relaxation exercise after your Ashtanga practice, but can also serve as a basis for a meditation exercise. But you do not need  to only use this tool in these context, you can use this technique whenever you feel the need to stop, to rediscover balance, well-being and energy. If you are having an intense day, if you are going through a more exhaustive time, or just because you want to relax. You can also do this kind of exercise after your surf sessions, running, walking, even sitting on a garden bench! Like those that exist here, in Azarujinha beach, you sit on the bench, straighten your back, adjust the body to a position of comfort, look at the sea in front of you, and then close your eyes, go into your breath and dive directly in the wave of tranquility that your breaths will generate. Tune your breath with every word, repeated as often as necessary until you realize that you are breathing and you are feeling and you are calm.
You try.
Happy practicing!
Merry Christmas!





sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

SISTERS INSPIRATION - family bond


Estamos quase a chegar a mais um Natal, e para lá da confusão das compras e do consumismo típico desta fase do ano, esta é uma altura especial que permite juntar-nos com os nossos familiares, para celebrarmos a família e os laços entre os nossos.

Para mim é sempre engraçado quando tenho cá em casa, praticantes que são família - mãe/ pai e filhos, tio e sobrinhos, marido e mulher, irmãs, etc, porque assisto em primeira mão, às práticas destas pessoas que estão ao lado dos seus familiares a partilharem algo tão único,  como o Ashtanga.

Já assisti de tudo - mulheres a puxarem pelos maridos porque estes aparentam estar mais preguiçosos, ou mais esquecidos, elas em voz baixa a refilarem com eles porque se esqueceram daquela postura, e lá voltam eles atrás na sequência, para fazerem a posição esquecida enquanto trocam risos e "encolher de ombros" comigo; ou filhos que tentam chamar a atenção das mães para perguntar, sem que eu veja, qual é a posição a seguir, e elas, com ar doce e orgulhosas de eles estarem ali, tentam explicar sem palavras qual é a postura; ou tios que param as suas práticas para rirem-se alto e em bom som, da figura dos sobrinhos; ou irmãs, que têm tanta cumplicidade, que têm plenos diálogos, em silêncio, feito apenas com pequenos sons, sorrisos e olhares, onde brincam uma com a outra sobre a última posição que uma delas fez.
Assisto a estes episódios e outros mais, onde me riu com eles, e a seguir peço silêncio e concentração para que possam usufruir daquilo que considero o melhor presente de todos - a prática de Ashtanga, que possibilita uma ligação aos nossos corpos, o acalmar da nossa mente e emoções. Mas acima de tudo, porque limpa e abre o nosso coração, permitindo-nos amar e oferecermos a melhor versão de nós mesmos.

FELIZ NATAL!
BOAS PRÁTICAS!

EN
We're about to get another Christmas, and beyond the shopping confusion and the typical consumption of this stage of the year, this is a special time because it allow us to join with our family, to celebrate family and our ties.

For me it's always special when we have here at our home, practitioners who are family -  mother / father and children, uncle and nephews, husbands and wives, sisters, etc., because i watch firsthand the practices of these people, who are next to each other, sharing something so unique, such as the Ashtanga practice.

I have watched all - women pulling their husbands because they appear to be lazier or more forgotten, they quietly grumbles with them, because they forgotten a posture, and they go back in the sequence to make the forgotten position while exchanging laughs and "shrug the shoulders" with me; or children to try to draw attention of their mothers to ask them, without me seeing, which is the next position, as they, with sweet and proud faces of having them there, try to explain without words, what is the next posture; or uncles who stop their practices to laugh-high and in good sound, of the figure of their nephews; or sisters who have so much complicity, which have full conversations, in silence, made only by small sounds, smiles and glances, where they play with each other, about the last position that one of them did. I watch these episodes and more, i laughed with them, and then i ask silence and concentration so they can take advantage of what i consider the best gift of all - the practice of Ashtanga, which brings us a connection to our bodies, which calms the mind and emotions. But above all, because it cleans and opens our hearts, allowing us to love and to offer the best version of ourselves.

HAPPY CHRISTMAS!
HAPPY PRACTICING!


segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

ASHTANGA YOGA LIFESTYLE RETREAT, IN HERDADE DA MATINHA, SOUTH PORTUGAL, FROM 15th to 17th APRIL

 ASHTANGA YOGA LIFESTYLE, NA HERDADE DA MATINHA, SUL DE PORTUGAL, DE 15 a 17 de ABRIL. 


Este Retiro junta tudo o que mais gostamos - Sul de Portugal, estar na Herdade da Matinha, práticas de Ashtanga Yoga, tempo para caminhadas, para idas à praia e surfadas. Palestras ao final do dia sobre Ashtanga, aulas com sequências de recuperação e alongamento, relaxamentos conduzidos e ainda alimentação saudável. São três dias que pretendem ser uma pausa nos nossos quotidianos, para viajarmos até ao Sul, beneficiarmos de um lugar amplamente especial como a Matinha e participarmos num programa de aulas e actividades, que pretendem despertar o nosso corpo, conectar a nossa mente e abrir o nosso coração para a vivência de momentos únicos, que serão verdadeiras inspirações para uma mudança de estilo de vida. 

PROGRAMA 
dia 15, Sexta
a partir das 16h - Chegada, distribuição dos quartos, pequena recepção de boas-vindas. 
18h - Introdução ao Retiro+ Sequência de Recuperação e Conexão - posturas e movimentos  para aumentar a flexibilidade da zona das ancas e parte de trás das pernas, assim como descompressão da zona lombar e sagrada+ Relaxamento Guiado - a arte de descontrair. (duração 2h)
20.30 - Jantar - refeição vegetariana, saudável e saborosa confeccionada pela cozinheira da Matinha. 

dia 16, Sábado
8h - Prática de Ashtanga Yoga - Aula Guiada para Iniciantes/ Mysore Style para mais experientes. (duração 1.30 a 2h)
10h - Pequeno-almoço.
11h - Caminhada pelos vales que rodeiam a Herdade - passeio em grupo, a ritmo descontraído. (duração 1h)
13.30 - Almoço - refeição pensada para nutrir o corpo de saúde e energia+ tempo para usufruir da Matinha - estarmos junto à piscina, lermos um livro, marcarmos um passeio a cavalo. Ou irmos até à praia - apanhar sol, dar mergulhos, ou surfar. Iniciantes ao surf podem ter aula com Jo Bento. 
17h - Palestra sobre Ashtanga Yoga -  características principais para aprofundar a prática+ Aula de Recuperação e Alongamento+ Relaxamento Guiado. (duração 2.30h).
20.30 - Jantar.

dia 17, Domingo
8h - Prática de Ashtanga Yoga - Aula Guiada para Iniciantes/ Mysore Style para mais experientes. (duração 1.30 a 2h)
10h - Pequeno-almoço.
11h - Tempo para usufruir da Matinha e de tudo o que ela tem para oferecer. Ou irmos até à praia - passeios, mergulhos, surfadas. Iniciantes ao surf podem ter aula com Jo bento.
13.30 - Almoço.
14.30 - Palestra sobre Ashtanga Yoga -  ferramenta para uma vida de maior conexão+ Pequena Sequência de Recuperação e Alongamento - para fazermos ao final do dia,  depois de uma caminhada, de uma corrida, de uma surfada, ou de um dia passado a trabalhar, sentados numa cadeira, horas a fio a escrever no computador, etc+ Relaxamento Guiado+ Despedida. (3horas).

ESTE RETIRO É ABERTO A TODOS, A INICIANTES AO YOGA, AO ASHTANGA, COMO A PRATICANTES MAIS EXPERIENTES. A INICIANTES AO SURF, COMO A SURFISTAS COM EXPERIÊNCIA. ASSIM COMO A TODAS AS PESSOAS QUE PRETENDEM PARTICIPAR, MAS QUE NÃO QUEREM FAZER SURF. São três dias para viajarmos sozinhos, com familiares, ou com amigos, e aproveitarmos a Matinha e este programa de aulas e actividades para recuperarmos a nossa energia e saúde como inspiração para uma mudança de estilo de vida que contemple maior bem-estar e alegria. 

SOBRE VERA SIMÕES 
começou a estudar Yoga aos 16 anos, em 1999, e logo nas primeiras aulas sentiu que gostaria de ensinar, só em 2003 é que iniciou o ensino de Yoga.  Ano que começou a praticar Ashtanga Yoga, esteve até 2007 sob as orientações do professor Tarik Van Prehn. Neste mesmo ano, fez a sua primeira viagem anual a Mysore, no Sul da India, para estudar com Shri K. Pattabhi Jois e o seu neto, Sharath Jois, no reconhecido KPJAYI. Em 2010, recebeu a honra de ser professora Autorizada com a sigla do KPJAYI pelas mãos de Sharath Jois. Durante todos estes anos tem estudado regularmente em Mysore com o seu Guru, Sharath Jois. É a co-fundadora e professora do Ashtanga Cascais Yoga Shala, as suas aulas reflectem a influência dos seus professores, procurando manter a tradição de Mysore e da família Jois. Acredita que o Ashtanga Yoga é um instrumento para uma vida de maior conexão interna e saúde. Um processo gradual, lento, único e verdadeiro de entrega, de transformação & de crescimento.

SOBRE JO BENTO
começou a fazer surf aos 11 anos, em 1984. Iniciou a sua carreira na competição aos 14, representando Portugal no Europeu em França. Foi Campeão Nacional Júnior aos 15, Vice-Campeão Nacional aos 22 e top 10 durante 10 anos seguidos. Viajou por mais de 20 países para surfar e continua ligado ao surf como professor. Tem conhecimentos para leccionar iniciantes, assim como para aconselhar e ajudar a desenvolver o surf dos mais experientes. É praticante de Yoga há 12 anos. 
HERDADE DA MATINHA
Turismo Rural - 
7555-231 Cercal do Alentejo – Portugal
Telefones: +351 933 739 245
www.herdadedamatinha.com
INSCRIÇÕES E MAIS INFORMAÇÕES
ashtangacascais@gmail.com


EN
ASHTANGA YOGA LIFESTYLE RETREAT,  IN HERDADE DA MATINHA, SOUTH OF PORTUGAL, FROM 15th to 17 th April.

This retreat joins everything we love - South of Portugal, being in the Herdade da Matinha, practicing Ashtanga Yoga, time for walks, for trips to the beach and surf. Lectures in the evening on Ashtanga, classes with recovery and stretching sequences, guided relaxation and also, healthy food. Three days that intended to be a pause in our daily lives, where we travel to the South, benefitting from a special place as the Matinha and participate in a program of classes and activities, which are intended to awaken our body, connecting our mind and open our hearts to experience unique moments that are true inspirations for a lifestyle change.

PROGRAM
15th, Friday
from 4 pm - Arrival, distribution of rooms, small reception welcome.
6 pm - Introduction+ Recovery and Connection  Sequence- postures and movements that increase flexibility in the area of ​​the hips and the back of the legs as well as decompression of the lumbar and sacral area+ Guided Relaxation- the Art of Relax. (duration 2h)
8.30 pm - Dinner - vegetarian, healthy and tasty meal, made by the cook of Matinha.

16th,  Saturday
8 am - Ashtanga Yoga practice - Guided Lesson for Beginners / Mysore Style for more experienced. (duration 1:30 to 2h)
10 am - Breakfast.
11 am - Walking through the valleys that surrounds Matinha- group walk, relax pace. (duration 1h)
1.30 pm - Lunch - meal thought to nourish us with health and energy+ time to enjoy Matinha - being by the pool, read a book, book a horse ride. Or go to the beach - sunbathe, dive or surf. Beginners to surfing can have classes with Jo Bento.
5 pm- Lecture on Ashtanga Yoga - key features for practice + Recovery + Stretching and Relaxation Guided. (duration 2.30h).
8.30 pm - Dinner.

Day 17, Sunday
8 am - Ashtanga Yoga practice - Guided class for Beginners / Mysore Style for more experienced. (duration 1:30 to 2h)
10 am - Breakfast.
11 am - Time to enjoy  Matinha and all it has to offer. Or going to the beach - walks, dives, surf. Beginners to surf may have class with Jo Bento.
1.30 pm - Lunch.
2.30 pm - Lecture on Ashtanga Yoga -  a tool for a life of greater connection+ Small Recovery and Stretching Sequence - example to do in the evening - after a walk, a run, a surf, or after a day to work, sitting in a chair for hours, writing on the computer, etc. + Guided Relaxation+ farewell. (3 hours).

THIS RETREAT IS OPEN TO ALL, TO  YOGA AND ASHTANGA BEGINNERS, AS THE MOST EXPERIENCED PRACTITIONERS. TO BEGINNERS TO SURF, AS SURFERS WITH EXPERIENCE. AS WELL AS ALL WHO WISH TO ATTEND, BUT NOT WANT TO SURF.  
It will be three days, for traveling alone, with family or with friends, and take advantage of being in Matinha, with this program of classes and activities to recover energy and health as inspiration for a lifestyle change that includes greater well-being and joy.

ABOUT VERA SIMÕES
She began studying yoga at age 16, in 1999 and in the first few classes felt the love to teach, but only in 2003 she started teaching Yoga. Same year that she began practicing Ashtanga Yoga,  she was until 2007 under the guidance of the teacher  Tarik van Prehn. That same year, she made her first annual trip to Mysore in southern India, to study with Shri K. Pattabhi Jois and his grandson Sharath Jois,  in the recognized KPJAYI. In 2010, she received the honor of being an Authorized teacher under the symbol of KPJAYI, by the hands of Sharath Jois. During all these years has studied regularly in Mysore with her Guru, Sharath Jois.  She is the co-founder and teacher of Ashtanga Cascais Yoga Shala, her classes reflect the influence of her teachers, trying to keep the tradition of Mysore and the Jois family. She believes that the Ashtanga Yoga is a tool for a life of greater internal connection and health. A gradual, slow, unique and true surrender and growth process.

ABOUT JO BENTO
He began surfing at age 11, in 1984. He started his career in the competition at 14th, represented Portugal in the European Championship in France. He was Junior National Champion at 15, National Vice-Champion at 22 and top 10 for 10 consecutive years. Traveled to over 20 countries to surf and he  continues to  be connected to surf as a teacher. He has knowledge to teach beginners as well as to advise and help develop the surf of the most experienced. He has been practicing Yoga for 12 years.  
HERDADE DA MATINHA
Rural tourism -
7555-231 Cercal do Alentejo - Portugal
www.herdadedamatinha.com
REGISTRATION AND MORE INFORMATION
ashtangacascais@gmail.com


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

RELAXATION MODE AND MOOD

Todas as fases da prática de Ashtanga são importantes, seja o começo, o durante e o fim. A ideia por detrás das sequências de posturas em sintonia com uma respiração fluída, consciente, dinâmica e as restantes técnicas que utilizamos, servem de fundamento para alinhar o nosso corpo, com a nossa mente e o nosso coração. Nada da prática de Ashtanga chama por tensão, pressa, ou brutalidade, é completamente o contrário, será necessário leveza, tempo e gentileza. Alguns de vocês parece que a determinada altura apanham o comboio que passou lá atrás, ou que às páginas tantas, calçam os tênis e invés de estarem sobre o tapete, estão ali à frente no paredão em plena corrida contra vocês mesmos. Lembram-se da velha máxima que diz, "a pressa é inimiga da perfeição"? É preciso que permitam que haja tempo em cada respiração, tempo em cada postura e transição para que os benefícios físicos, mentais e emocionais possam existir e ficarem em vocês. O mesmo se passa no descanso, Oh Gente Cá De Casa, no final da vossa prática, vão lá para trás, deitem-se, ajustem o corpo sobre o tapete, largem o som da respiração mas deixem-se ficar com respirações profundas, lentas e estáveis. Entrem dentro do balanço da respiração, permitindo que a cada expiração comece a criar uma onda de relaxamento e descontração que toca dos pés à vossa cabeça, a cada nova respiração tentem entrar dentro desta sensação de leveza, até estarem num estado parecido com o sono, mas onde existe presença e consciência, onde  o corpo consegue sair da forma que é o vosso corpo para misturar-se com o tapete debaixo de vocês, com as paredes que estão ao vosso lado, com o tecto lá em cima, com a casa da prática, com o mar lá fora  e por aí adiante. O corpo entra num estado de total descontração e a mente ganha o enorme benefício de relaxar, de soltar. Tentem, deixem estar o comboio lá atrás, os tênis lá fora, assim como fazerem a prática de forma mecânica, sem conexão com vocês mesmos, e comecem a sentir, terminando o vosso Yoga com o descanso!
Tentem e vejam a diferença. 

EN
All the phases of the Ashtanga practice are important, the beginning, during and end. The idea behind the sequences of postures in tune with a fluid, conscious, dynamic breathing and other techniques we use, are the foundation to align our body, with our mind and heart. Nothing of the practice of Ashtanga calls by stress, hurry, or brutality, it is quite the opposite, it needs lightness, time and kindness. Some of you it seems that at some point catch the train that passed on the back of the class,  or at some point you put your sneakers and instead of being on the mat,  you are on the boardwalk running in  full race against yourself. Do you remember the old adage that says, " Hurry is the enemy of perfection"? You need to allow time in every breath, time in each posture and transition to the physical, mental and emotional benefits may exist and be in you. The same is true in the relaxation part, Oh People From Our Home, at the end of your practice, go back there, to lie down, adjust the body on the mat, stop with the sound of the breath, but keep taking deep, slow and stable breaths. Go within the balance of breathing, allowing that each exhalation start creating a wave of relaxation, touching  from your toes to your head, every new breath you try to get into this feeling of lightness, even entering in a similar state with sleep but where there is presence and awareness, where the body release from your body form, and become, part of the mat that is under you, part of the  walls that are at your side, with the roof that is up there, with the house practice, with the sea out there and so on. The body enters a state of total relaxation and the mind wins huge benefit to relax, to let go. Try, let  the train back there, the sneakers out of the Shala, stop making the practice mechanically, with no connection to yourself, and start to feel, ending your yoga with the relaxation!
Try and see the difference.